o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
27 de setembro de 2003

Atualmente sou um feliz adepto da filosofia garfieldiana: existem duas coisas boas na vida, elas são comer e dormir. Nada como um bom sanduíche de frango, queijo e bacon e umas horas de sono (exceto sábado à noite, lembrando que ele foi feito para sair). Claro que tem a parte chata de pagar pelo sanduíche, mas dormir ainda é de graça.
25 de setembro de 2003

Se ontem eu tava morto e meio, acho que hoje estou meio morto. Nada como faltar a faculdade e dormir durante 14 horas por causa duma gripe. A verdade é que mesmo longe de estar 100% bom, já posso cancelar a encomenda de caixão que fiz ontem à noite. E tomara que amanhã eu esteja melhor, afinal de contas, amanhã é SEXTA!!!
22 de setembro de 2003

Hoje é o Dia Internacional Sem Carro! Várias pessoas no mundo inteiro se reuniram e não andaram de carro, andando à pé ou de bicicleta. Eu participei desse dia!

E também participei ontem.

E também vou participar amanhã.

Droga.

“O bom da segunda-feira é que é o dia mais longe da próxima segunda-feira.”

(Eudes Moreira, meu prof. de Biologia ano passado)



18 de setembro de 2003

Eu andava tranqüilamente pelo campus do Pici semana passada, quando avistei um jovem jumento coçando o pescoço num tronco. Comovido com a cena promovida pela fauna local, me aproximei do espécime para falar com o belo bichinho. Eis, então, que o puto do Abelardo fotografa tudo. E o safado do Fernando colocou as fotos no seu blog. Eis, aqui, as fotos exatamente como estão lá, inclusive com versos bem escolhidos.

Foi Assim

Foi assim
Eu vi você passar por mim
E quando pra você eu olhei
Logo me apaixonei

Foi assim
O que eu senti não sei dizer
Só sei que pude então compreender
Que sem você meu bem
Não posso mais viver

Não foi tudo um sonho
Foi tudo ilusão
Porque não é meu o seu coração
Alguém roubou de mim seu amor
Me deixando nessa solidão

Foi assim
E agora o que é que eu vou fazer
Pra que você consiga entender
Que sem você meu bem
Não posso mais viver

17 de setembro de 2003

Este texto eu achei no blog da minha cunhada e é digno dos meus aplausos. Lá e em dezenas de outros cantos dizia que era do Arnaldo Jabor, fui pesquisar e acabei descobrindo que parece que não. Bem, deixando pra lá as questões autorais, copiei daqui e lá vai o texto, é meio grande mas vale a pena, e fala bem de muito que eu penso. Pesquisando no Google, vi o mesmo texto em outros blogs e vi que fez muitas pessoas pensarem, espero que faça vocês pensarem também.

Ser ou não ser tribalista…
Ser ou não ser tribalista. Eis a questão! Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde “toda ação tem uma reação”.
Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, “os tribalistas” não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é “namorix”. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, a final, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja “a cereja do bolo tribal”, enxerga somente o lado Negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente,o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Já dizia o poeta que “amar se aprende amando” e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra “namoro” traga tanto medo e rejeição. No entanto,vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram.
Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a “comer sal junto até morrer”. Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.
A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da Vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

Mônica Montone (24 anos / estudante de psicologia e poeta)

16 de setembro de 2003

Mr Scarecrow
(Herbert Vianna)

Hey, Mr Scarecrow
You can’t close your eyes
Can’t fold your arms
You’re always standing still
Watching days pass by

Hey Mr Scarecrow
In this never-changing view
Of these ever-changing fields
It wouldn’t seem unreal to see you cry
To see you cry
But maybe it was just the morning dew

Hey Mr Scarecrow
If you could walk
If you could see the world
If someone could break your heart

Wouldn’t you feel tempted
To come back to these fields
And feel no pain
Just sun and rain to make you fall apart

I’ve seen you cry
I think I’ve seen you cry
But maybe
Maybe it was just the morning dew

Foto original

O bonecão amarelo, pra quem não sabe, é o Garibaldo (Big Bird), da Vila Sésamo.
Foi só pra dar uma descontraída.
E desculpem se meu blog anda parecendo encarte de CD, mas aqui vai mais uma…



15 de setembro de 2003


Viernes 3 AM
Charly Garcia (Versão : Herbert Vianna)
Gravada pelos Paralamas em 1998 no disco Hey Na Na

A febre de um sábado azul
E um domingo sem tristezas
Te esquiva do teu próprio coração
E destrói tuas certezas
Em tua voz só um pálido adeus
E o relógio no teu punho marcou as três

O sonho de um céu e de um mar
E de uma vida perigosa
Trocando o amargo pelo mel
E as cinzas pelas rosas
Te faz bem tanto quanto mal
Faz odiar tanto quanto querer demais

Você trocou de tempo e de amor
De música e de idéias
Também trocou de sexo e de Deus
De cor e de bandeiras
Mas em si nada vai mudar
E um sensual abandono virá, e o fim

Então levanta o cano outra vez
E aperta contra a testa
E fecha os olhos e vê
Um céu de primavera
Bang! Bang! Bang! Folhas mortas que caem
Sempre igual
Os que não podem mais se vão

(Meu irmão vai odiar esse post, ele diz que não é muito chegado em blogs que falam profundamente de vida pessoal.)

De repente.

Ontem, quando eu tava no Dragão do Mar, disse pra Rachel que “numa escala de 0 a 10, eu tô no 15″. O sábado passou e rapidamente me atirou no domingo, sem nenhuma transição, e de repente me veio a sensação de que meu fim de semana não foi completo, de que não estou pronto pra segunda, que me falta alguma coisa pra acordar segunda de manhã e ir pra faculdade.

No fim de semana eu vi muita coisa que queria e não queria, talvez tenha visto mais até do que devia e enxergado mais do que realmente vi. Ouvi coisas que me fariam muito feliz, se não viessem com tantos anos de atraso. E, na hora de falar, eu fiquei calado. Quis dizer muito pra muitas pessoas, e fiquei calado. Guardei tudo pra mim, talvez com um certo receio de não ser entendido.

De repente eu me sinto morgado, sem aquela disposição pra putaria que aprendi a ter. Meu epifânico fim de semana foi repleto de cegos mascando chicletes. De repente me bateu a vontade de me atirar na cama, dormir e me desligar. Mas eu queria mais tempo antes da segunda. Queria ver mais pessoas, queria ligar pra metade da minha agenda, tirar o atraso. Não dá mais tempo.

De repente eu me sinto querendo respirar no vácuo, andar num chão que não existe. Tô com o pressentimento de que algo ruim vai acontecer. De repente me sinto atordoado, sério, medroso, obsoleto e complexo. E tô aqui, vomitando meus sentimentos, escrevendo algo que mais parece uma carta suicida (não, eu não vou me matar!) que um post do meu blog, que agora parece fazer jus ao nome.

Mas não dá pra parar o tempo, vamos em frente…


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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