O problema: Meu blog é hospedado na Kit.net e feito através do Blogger.com.br. A partir do dia 1º de fevereiro, a Kit.net será exclusiva para assinantes Globo.com.
O plano original que eu tinha era escrever meu próprio sistema de blogging. Eu venho fazendo isso desde o início do ano passado, e quando eu terminar terei um blog e um fotolog juntos numa página só.
O segundo problema é que como nunca me dedico aos meus próprios planos, eu não termino isso nunca. Sem falar que meus planos era hospedar isso no espaço que tenho na UFC, mantido pela moçada do CA da Computação, mas o tal do servidor de lá vive dando problemas.
A solução: nos próximos dias, meu blog vai mudar de endereço. Vou ter que pesquisar isso rapidinho, pra poder colocar o endereço logo aqui. Blogspot? Weblogger? Blig? Não tenho a mínima idéia…
A aula foi na hora do rush, mais ou menos de 17:20 até 19:00, com direito a motoristas putos da vida buzinando atrás de mim, caminhoneiro fazendo barulho atrás pra assustar, toda aquela falta de respeito como se quem tivesse atrás nunca tivesse passado por uma auto-escola antes. Uma hora o instrutor, muito sacana, disse pra eu parar e ligou o pisca-alerta do carro pra sacanear os estressados que estavam atrás.
Como já era previsto, começou a chover também. E o vidro embaçou e mal deu pra enxergar. Após fechar as janelas, ficou beeem quente dentro do carro. E juntando isso a direção dura pra cacete, lembrei que todo mundo disse que eu ia sair suado das aulas. Dito e feito.
Preciso aprender a soltar devagar a embreagem e freiar não tão bruscamente. No mais, é isso. Agora faltam só mais 13 horas-aula e o exame carrasco de direção.
E eu queria mandar um beijo pra Monique, com quem passei um pouco da noite. Bem, é isso. Bom dia pra vocês, talvez eu escreva algo mais tarde.
Autocomentário: Esse post foi um saco. Odeio posts dizendo o que estou fazendo, fiz ou coisa do gênero, e falando dos meus amigos que ninguém que lê o blog conhece. Me desculpem, mas vou postar assim mesmo, hoje deu vontade. E nunca postem essas coisas nos blogs de vocês. Nunca.
Estou sem fazer a barba há 25 dias. · A Van é gente boa e foi embora de volta pra São Paulo. · Chegou meu livro de Java e meus CD’s do Oasis (alow Dani! Lembrei de você.). · Acho que eu nasci pra ser solteiro e não tenho andado a fim de mudar meu destino. · Segunda-feira começam minhas aulas práticas de direção, na hora do rush e se bobear ainda tem chuva! · Não faço a mínima idéia de quem é “A mesma daquela noite” que volta e meia comenta aqui. · Que triste, as pessoas não sabem comentar poemas, no poema logo abaixo só teve até agora 1 comentário decente (o da Bela). · O frio dá uma calma interior e deixa a gente pensativo pra cacete…
Dias depois, me olho novamente ao espelho. Olhando para perto do queixo, achei outro. Maldito seja! Outro fio branco! No auge dos meus 18 anos, no melhor da minha juventude, dois fios brancos num intervalo de dias!
E os dias passaram, e mais uma vez me ponho em frente ao espelho, este algoz refletor causador da minha tristeza diária. Olho para perto da orelha e vejo outro fio branco. Desesperado, passo a mão. Ufa. Era só um fio branco da minha cachorra que por alguma razão foi parar ali. Que alívio.
Há cerca de meia hora, cheguei em casa e me olhei novamente na superfície polida do espelho. E achei um fio branco no meu cabelo. Meu, dessa vez, não da Dolly. O desespero começou a bater. E todo mundo se acaba em risadas quando falo. As pessoas pensam que é bonito ser feio.
Tomara que eu vire pelo menos um grisalho bonitão. E quando a calvície chegar, espero que eu vire um careca charmosão. Pelo menos isso, Deus. Pelo menos isso.
…o pulso ainda pulsa, citarei mais uma vez Arnaldo Antunes. Eu tava numa puta maré de sorte de sábado até ontem. Aí veio a gripe me cobrar o preço, assim, de repente. Deve ter sido uma macumba muito bem feita. Será que os cults frescos que bebem vinho e assistem cinema de arte entendem de macumba e, entre uma e outra discussão intelectualóide, resolveram me amaldiçoar?
Vou tomar um comprimido e deitar um pouco, amanhã é sexta e tenho que estar melhor. Candidatas a enfermeira podem se alistar nos comentários (sonha, Esdras). Até logo.
Atualização, 3 horas depois: tô com febre.
É, gente fresca metida a cult. Que se acha muita coisa por assistir aqueles filmes de arte europeus, geralmente com algumas cenas de sacanagem, de ficar degustando vinho, ouvindo Chico Buarque e Radiohead, falando de poesia. Eu até conheço pessoas bacanas que o fazem, mas tem umas que são muito chatas. Aquelas que se você puxar elas pra assistir um filme que não seja o de arte europeu com pornografia subliminar elas começam a se contorcer, e dentro dum cinema podem chegar até a ter uma convulsão.
Claro, cultura nunca matou ninguém, não estou dizendo que depois que lermos meu blog vamos todos desligar o monitor e correr para comprar CD’s do Harmonia do Samba. Mas me dá um abuso aquelas pessoas recatadas com suas taças de vinho a discutir filmes e poesia, e o que existir além disso (ou “abaixo” disso) chamar-se-á tolice. A essas pessoas eu recomendo terapia de choque, elas devem ser amarradas numa cadeira e assistir Um Morto Muito Louco 2, dar gargalhadas altas com os amigos e ir prum rodízio de pizza, que é pra saber que merda é Carpe Diem, essa frase deturpada pelos cults frescos enquanto bebem do seu vinho e assistem seus filminhos para depois reunirem-se com outros cults frescos e debaterem a profunda análise da alma humana.
Que o povo mala metido a cult seja mais anti-poético e se liberte.
Os versos do começo do texto são um trecho de Desce, de Arnaldo Antunes. Será que foi cult o suficiente?
Eu lembro que em janeiro de 2000 ficava pelo IRC até 1 ou 2 da madrugada, e todo santo dia rolava uma conversa com a Karen. Lembro da acupuntura, e de algumas idas ao dentista. E o friozinho da chuva. E de quando comecei a ir com o pessoal pra Ponte Metálica, formando uma turma enorme sentada nas tábuas dali, com o Rafael e o Leandro tocando violão (e volta e meia o Igor). Teve o show de graça do Kid Abelha, que todo mundo se perdeu e praticamente não vi nada.
Com o tempo o pessoal se distanciou, nem sei mais o que é da vida de alguns. Assistindo televisão dia desses, vi como até a Ponte Metálica, símbolo daquela época pelo menos pra mim, se acabou também.
Se alguém perguntar qual foi o melhor ano da minha vida, respondo sem medo de errar que foi 2000. As idéias que eu tenho hoje construí em 2000. A maioria das minhas amizades e a maioria das melhores eu fiz em 2000. Eu poderia citar nomes, mas eu sempre voltaria pra cá pra adicionar mais 2 ou 3. Não vou dizer que foi só alegria, teve também seus momentos de tristeza, mas eles não conseguem ofuscar minhas lembranças.
Em 2000, no Marina Park, teve show dos Paralamas embaixo de chuva, e Kid Abelha e Titãs. Teve Engenheiros do Hawaii no Paulo Sarasate, num calor dos infernos. Minha vida no colégio ia uma maravilha, exceto na hora de estudar o ciclo de Krebs e a formação de energia, mas mesmo assim eu me achava um cara sem tempo. Mal sabia eu a merda que a faculdade me reservaria em 2003.
Saudades! E olhando pela janela, vendo cair a chuva de janeiro (está chovendo bem menos que em janeiro de 2000), eu relembro o começo de 2000 e todo o resto do ano, e espero que 2004 seja tão bom quanto 2000, que eu seja como era em 2000, que eu esteja como estava em 2000. Vivendo no passado? Ah, o tempo não volta. Mas eu insisto.
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