o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
24 de fevereiro de 2004

Epa, cadê o romantismo?

Um manifesto em prol duma causa perdida, quem sabe a maior delas: o amor.

Durante os últimos dias, conversei com diversas pessoas e, ao relatar que muitos amigos meus viajaram e que muitos dos que ficaram estavam namorando (logo, na companhia deles, eu seria um peso), eu ouvi várias vezes a frase: “E por que você não arruma uma namorada?”

Eu questiono se a coisa é assim, tão estupidamente simples quando parece. A impressão que dá é que vou sair pela porta de casa e dizer “Vou ali arrumar uma namorada e volto já”, como quem sai para comprar pão ou o jornal de hoje. Arrumar namorado ou namorada hoje parece ser algo como uma vontade que você tem quando acorda: “Ah, estou com vontade de arrumar uma namorada hoje”. Então você sai e arruma.

Muita gente me ataca quando falo que você tem namorar quem você ama (engraçado, não? Deveria ser óbvio). Se não me engano, a palavra “namoro” não tem “amor” no meio por pura coincidência lingüística, mas porque este deveria estar presente. O que existe hoje é algo como “o amor surge depois”, e há toda uma história de que “ninguém começa um namoro amando, só depois o amor aparece”.

E vem aquela outra pérola também: “o amor surge com a convivência”. Ou seja, você começa a namorar qualquer um que achou bonitinho, e os dois vão juntos forçar a barra até ver se aparece amor ali. E, com tudo isso, o namoro hoje é um negócio que surge rapidamente, você é apresentado à pessoa e, logo após, começa um namoro. No seco mesmo, sem amá-la. Amor pra quê, né? O negócio agora é fazer test drive, “fica” pra ver se presta e depois namora se beijar bem, se a pessoa tiver jeito pra coisa.

Uma vez um conhecido meu estava no telefone comigo, e ele havia começado a namorar uma amiga nossa. Ele pediu pra desligar alegando que ia ligar pra ela. Ok. Segundos depois ele me liga e me pergunta o telefone dela, pois nem isso ele tinha. Outra vez, de pirraça, perguntei prum amigo meu o nome completo da namorada dele e ele não sabia.

E, além do amor, sem o qual as pessoas começam a namorar, também vem outro aspecto: a confiança. Eu acho que tanto amor como confiança surgem com o tempo, e não adianta forçar a barra se eles não surgirem. Mas as pessoas mal se conhecem, não se amam, não têm confiança no outro, mas começam a namorar assim mesmo. E essa pessoa vai confiar em vários varios amigos e, pasmem, não vai confiar no namorado ou namorada, afinal acabou de conhecê-lo(a).

Eu não entendo. E nem quero entender, nesse aspecto eu sou cabeça dura: namoro tem que ter história, uma história bonita, e tem que ter amor desde o seu começo.

Para os que perguntaram por que eu não arrumo uma namorada, eu respondo agora: não, eu não vou começar um namoro se eu não amo ninguém. Amando alguém, então eu poderei pensar na possibilidade de namorar com ela. Caso contrário, eu continuo aqui na minha, sem beijo na boca ou sexo, duas coisas que eu sinceramente acho que não fazem falta quando não estão vinculadas a alguém. Pra todo o resto, tenho meus amigos e meu Mastercard. E ponto final.

23 de fevereiro de 2004

T É D I O

20 de fevereiro de 2004

Eu recomendo!

A Natalie Imbruglia também atua no filme, e eu nunca tinha reparado como ela é linda.

Mas por que o cara feio não pode ganhar beijo na boca nos filmes? Por que nas cenas que ele tá quase lá acontece alguma coisa?

Sentimental
Seu gosto revela um apego às lembranças e a tudo mais que desperte emoções ou sensações (não seria estranho encontrar aromatizadores ou velas na sua cabeceira, por exemplo). Isso não tem a ver com saudosismo, mas com a forma ‘apaixonada’ como se lança em projetos ou relacionamentos.

(teste da Istoé que a Raquel me mandou por e-mail)

(pela primeira vez na história dos blogs, o nome Sentimental em forma de título não veio com a música dos Los Hermanos embaixo)



17 de fevereiro de 2004

Tédio. Sono. Tranquilidade. Obrigações. Poucos prazeres. Nenhum, na verdade. Não lembro de quando é minha última boa lembrança. O tempo tá passando e não ando aproveitando a vida nos últimos dias. Tô sem inspiração pra escrever também. Falta tempo pra mim e quando o tenho não sei o que faço com ele.

E hoje quando eu tava a caminho da parada do ônibus, passou um filho da puta num jipe vermelho em cima duma poça d’água e me molhou. Saco.

15 de fevereiro de 2004


Esdras Beleza

Henri Castelli

A Perpétua me disse que uma amiga dela viu uma foto minha e me achou parecido com o Henri Castelli.

uaheuhaeuheuhaeuhaeuhauehauehauehauh
uaheuhaeuhaeuhaeuhaeuhaeuhaeuhauehau
uaheuaehuaheuaheuaheuaheuaehuaheuahe

Minta mas me faça feliz.

13 de fevereiro de 2004

Eu escutava muito esta música em 2001. Tão triste quanto bonita. Nesses dias o Marcelo tava ouvindo ela, lembrei e então a pus para tocar, ela continua atual. Aqui vai a letra e um abraço pra todo mundo que não teve sorte no amor e pra quem as coisas deram errado (não vou citar nomes, essas pessoas lêem o blog e sabe que vai pra elas).


Longe do meu Lado
(Renato Russo)

Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado.
A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido
Feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor que não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado
Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos
O futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado

11 de fevereiro de 2004

Um pedaço do forro de gesso do teto do quarto meu irmão caiu em cima do meu violão e o partiu ao meio.

Passei o sábado à noite em casa.

E o pior: pra acabar de vez comigo, reprovei no exame de direção. Quando eu puder fazer mais uma prova, meus pais vão ter voltado de viagem, minhas férias vão ter acabado, o Carnaval vai ter passado… Não preciso nem falar da minha animação por causa disso.

Se alguém ver minha sorte por aí, diga que mandei lembranças e pergunte quando ela volta.



7 de fevereiro de 2004

Sábado, 7 de janeiro. Todo mundo está na rua. Menos o mané do Esdras Beleza. Eu fico PUTO. Eu odeio sábado à noite em casa.

Segunda é meu exame de direção. Rezem por mim.

Que este seja meu último sábado à noite em casa.

6 de fevereiro de 2004

Take these broken wings
And learn to fly again
And learn to live so free…

Ainda não descobri se Mr Mister é um cara ou uma banda. Mas que é um puta nome ruim, é.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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