Epa, cadê o romantismo?

24 de fevereiro de 2004   —   12:07:12
Um manifesto em prol duma causa perdida, quem sabe a maior delas: o amor.

Durante os últimos dias, conversei com diversas pessoas e, ao relatar que muitos amigos meus viajaram e que muitos dos que ficaram estavam namorando (logo, na companhia deles, eu seria um peso), eu ouvi várias vezes a frase: “E por que você não arruma uma namorada?”

Eu questiono se a coisa é assim, tão estupidamente simples quando parece. A impressão que dá é que vou sair pela porta de casa e dizer “Vou ali arrumar uma namorada e volto já”, como quem sai para comprar pão ou o jornal de hoje. Arrumar namorado ou namorada hoje parece ser algo como uma vontade que você tem quando acorda: “Ah, estou com vontade de arrumar uma namorada hoje”. Então você sai e arruma.

Muita gente me ataca quando falo que você tem namorar quem você ama (engraçado, não? Deveria ser óbvio). Se não me engano, a palavra “namoro” não tem “amor” no meio por pura coincidência lingüística, mas porque este deveria estar presente. O que existe hoje é algo como “o amor surge depois”, e há toda uma história de que “ninguém começa um namoro amando, só depois o amor aparece”.

E vem aquela outra pérola também: “o amor surge com a convivência”. Ou seja, você começa a namorar qualquer um que achou bonitinho, e os dois vão juntos forçar a barra até ver se aparece amor ali. E, com tudo isso, o namoro hoje é um negócio que surge rapidamente, você é apresentado à pessoa e, logo após, começa um namoro. No seco mesmo, sem amá-la. Amor pra quê, né? O negócio agora é fazer test drive, “fica” pra ver se presta e depois namora se beijar bem, se a pessoa tiver jeito pra coisa.

Uma vez um conhecido meu estava no telefone comigo, e ele havia começado a namorar uma amiga nossa. Ele pediu pra desligar alegando que ia ligar pra ela. Ok. Segundos depois ele me liga e me pergunta o telefone dela, pois nem isso ele tinha. Outra vez, de pirraça, perguntei prum amigo meu o nome completo da namorada dele e ele não sabia.

E, além do amor, sem o qual as pessoas começam a namorar, também vem outro aspecto: a confiança. Eu acho que tanto amor como confiança surgem com o tempo, e não adianta forçar a barra se eles não surgirem. Mas as pessoas mal se conhecem, não se amam, não têm confiança no outro, mas começam a namorar assim mesmo. E essa pessoa vai confiar em vários varios amigos e, pasmem, não vai confiar no namorado ou namorada, afinal acabou de conhecê-lo(a).

Eu não entendo. E nem quero entender, nesse aspecto eu sou cabeça dura: namoro tem que ter história, uma história bonita, e tem que ter amor desde o seu começo.

Para os que perguntaram por que eu não arrumo uma namorada, eu respondo agora: não, eu não vou começar um namoro se eu não amo ninguém. Amando alguém, então eu poderei pensar na possibilidade de namorar com ela. Caso contrário, eu continuo aqui na minha, sem beijo na boca ou sexo, duas coisas que eu sinceramente acho que não fazem falta quando não estão vinculadas a alguém. Pra todo o resto, tenho meus amigos e meu Mastercard. E ponto final.

23 de fevereiro de 2004   —   05:35:37

T É D I O

20 de fevereiro de 2004   —   12:40:20

Eu recomendo!

A Natalie Imbruglia também atua no filme, e eu nunca tinha reparado como ela é linda.

Mas por que o cara feio não pode ganhar beijo na boca nos filmes? Por que nas cenas que ele tá quase lá acontece alguma coisa?

   —   12:38:46

Sentimental

Seu gosto revela um apego às lembranças e a tudo mais que desperte emoções ou sensações (não seria estranho encontrar aromatizadores ou velas na sua cabeceira, por exemplo). Isso não tem a ver com saudosismo, mas com a forma ‘apaixonada’ como se lança em projetos ou relacionamentos.

(teste da Istoé que a Raquel me mandou por e-mail)

(pela primeira vez na história dos blogs, o nome Sentimental em forma de título não veio com a música dos Los Hermanos embaixo)

17 de fevereiro de 2004   —   10:44:17
Tédio. Sono. Tranquilidade. Obrigações. Poucos prazeres. Nenhum, na verdade. Não lembro de quando é minha última boa lembrança. O tempo tá passando e não ando aproveitando a vida nos últimos dias. Tô sem inspiração pra escrever também. Falta tempo pra mim e quando o tenho não sei o que faço com ele.

E hoje quando eu tava a caminho da parada do ônibus, passou um filho da puta num jipe vermelho em cima duma poça d’água e me molhou. Saco.