o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
30 de março de 2004

Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: o dia da pedrada

Estamos em 1992. Eu tinha, então, 7 anos de idade. Era agosto ou setembro, se não me engano uma segunda-feira, entre meio-dia e duas da tarde. Eu estava no estacionamento do prédio, brincando sozinho por ali.

Perto de mim estavam dois vizinhos meus, eram irmãos e brincavam - vejam que inteligente - de atirar pedras um no outro. De repente, sinto a dor e a pancada: fui atingido por uma pedra perdida. Saí correndo e subi as escadas enquanto o sangue escoava da minha cabeça. Daria pra fazer uma galinha à cabidela, parecia mais sangue do que poderia caber num Barra Pesada numa segunda-feira. Lembro de quando me olhei no espelho e meu rosto estava com a metade manchada de vermelho.

Fui pro hospital perto daqui de casa e deram 2 pontos na minha testa, e até hoje tenho a cicatriz, que se esconde um pouco por causa do cabelo. E ainda não entendi que tipo de criança brinca de atirar pedras nas outras.

6 comentários

  1. ruth disse:

    realmente.
    e eu já sabia.
    :]
    e eu já vi.


  2. ruth disse:

    a proposito.
    linka eu.

    obrigada.


  3. Mel disse:

    Devem ser crianças que vêem coisas serem atiradas tb dentro de casa…


  4. Leandro disse:

    E eles não tinham se acertado ainda?
    Você foi o primeiro a ser pegue na brincadeira então, né?
    O que será que eles iam fazer quando acertassem um ao outro?
    Iam matar a pedra no peito?


  5. Perpétua disse:

    :P beijo Esdraaasss!


  6. NiKyTa disse:

    crianças feias….


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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