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E aí, topa?
Ontem comprei um livro pra passar o tempo, e, no meio dele (na verdade no começo), o autor falava brevemente de Sísifo. Imediatamente pesquisei no Google sobre tão curioso personagem.
Sísifo foi condenado por toda a eternidade a carregar uma pedra até o alto duma colina, e, chegando ao topo, a pedra rolava colina abaixo e lá ia Sísifo recomeçar, de novo, todo o seu trabalho.
Pus-me a pensar. E enquanto o amigo leitor lê esse texto, Sísifo está carregando a pedra ladeira acima mais uma vez; ou então se encontra no topo da colina, com as mãos na cabeça, praguejando, observando a pedra despencar; ou, ainda, Sísifo estaria descendo a colina tendo em mente o horror de sua desgraça e a próxima vez que subirá a pedra colina acima… nessa vez Sísifo logrará êxito ou vai mergulhar em fracasso, para mais uma vez carregar a pedra?
Impossível não me identificar, esses dias, com Sísifo. E não vão me faltar pedras.
Amigos, cara, quem tem amigos tem tudo, e essa semana pude passar ótimos momentos ao lado de muitos deles.
Teve gente que eu conheço há muito tempo, mas, de besta que sou, acabei me distanciando (um beijo pra Lívia, pra Luana e pra Lia). Teve a Raquel que eu não via há bem um mês, e deu pra rir um bocado ao lado dela, do Alfredo e do João Lucas. Teve o aniversário da Larissa e a lista infindável de pessoas que tiveram lá, e acabei de chegar em casa depois de sair com a Alinne, o Igor, o Rafael e a Ruth (vejam só, quem sabe a gente consiga ser amigos).
Mas a frase ali em cima ainda pesa na minha vida, e se pra cada beijo há uma bala no rosto, sempre tem gente querendo tornar minha existência um martírio. E quando essas pessoas conseguem, dói pra caralho.
Péssima notícia essa semana: um dos meus professores de Informática do 1º grau, o Eldo, faleceu, vítima de atropelamento. Tive com ele há pouco mais de um mês, se não me engano, e é foda aceitar que o cara que você viu há um tempo muito bem duma hora pra outra já não tá mais ali, eu não esperava que minha última despedida fosse ser a última possível. Que o Eldo, esse cara gente boa, descanse em paz.
Não aguento mais os imitadores do gago da Nova Schin!
Tava dando uma volta no Del Paseo e vi a capa duma revista Mad (é a nova), onde tinha mais ou menos assim: “Anos 80, a época em que ‘traçar um garoto’ era comer um chocolate”.
Muito boa. heheh
Sim, amiguinhos, eu ainda estou vivo. Ou pelo menos consegui sobreviver aos últimos dias. Minha semana santa foi toda fazendo trabalhos pra faculdade. Sábado à noite traí minha filosofia de vida e fiquei em casa, de tão moído que estava. Pra eu ficar sábado à noite em casa, tenho que estar beeem moído. É a velhice chegando, e faltam menos de 2 meses para meus 19 anos. Oh Deus! Daqui a pouco estarei com a mesma disposição dum amigo meu ali, *cof cof*.
Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: o meu primeiro pé na bunda
Voltamos para 1992, época em que eu fazia 1ª série no Colégio Batista. Era um tempo de rivalidades, aquela velha coisa de meninos prum lado e meninas pro outro, havia aquela segregação toda. Meu irmão insistia em dizer que eu gostava duma menina da minha sala. E eu dizia que não.
Ele dizia, e eu respondia que não. Um dia, vencido pelo cansaço, cedi às implicações do meu irmão. Percebam que eu não gostava da menina, mas, pro meu irmão parar de encher o saco, deixei que ele chegasse para a menina e dissesse que eu queria namorar com ela. Ok. Eu lembro como se fosse hoje, se eu andasse novamente pelas proximidades da quadra que ficava em frente à 1ª série turma C poderia até apontar o local onde se deu o fato.
Estávamos eu e meu irmão juntos e a citada menina passou com uma amiga dela. Meu irmão a chamou e disse que eu queria namorar com ela. Ela, ou foi meu irmão, perguntou algo para mim, como se para confirmar que fosse verdade. Respondi com a cabeça que sim. E ela mexeu a cabeça dum lado para o outro, dizendo que não. E foi embora.
E aos 7 anos de idade, precocemente, levei meu primeiro pé na bunda.
Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: a mola
Estamos agora em 1995, no mês de junho, mais exatamente um pouco após o dia 15. Eu tinha completado 10 anos de idade, e um dos meus tios por parte de pai chegou para mim e disse: “Sua tia está em Nova Iorque e vai trazer de lá seu presente de aniversário”.
A imagem que eu tinha dos Estados Unidos era de um paraíso tecnológico, e, aos 10 anos de idade, imaginei que viria todo tipo de treco eletrônico, video game, brinquedo… Os dias passaram, e minha tia voltou. Encontrei meu tio e ele me entregou a caixinha com o presente. Até hoje eu imagino a cara que fiz ao abrir a caixa, desiludido.
Era uma daquelas molas que se encontra em qualquer camelô, que você fica mexendo um lado para cima e o outro para baixo, com as cores do arco-íris.
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