o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
30 de abril de 2004


Esdras Beleza, 18 anos, universitário!
Para mulheres VIPs, quantas vezes você quiser e quantas vezes você puder!
Aceito vale-transporte e ticket-refeição,
com carteirinha você paga meia!

De segunda a quinta preço promocional!
Depois da 4ª hora a 5ª é grátis!
CD do Wando e algemas de couro inclusas!

E aí, topa?

27 de abril de 2004

Ontem comprei um livro pra passar o tempo, e, no meio dele (na verdade no começo), o autor falava brevemente de Sísifo. Imediatamente pesquisei no Google sobre tão curioso personagem.

Sísifo foi condenado por toda a eternidade a carregar uma pedra até o alto duma colina, e, chegando ao topo, a pedra rolava colina abaixo e lá ia Sísifo recomeçar, de novo, todo o seu trabalho.

Pus-me a pensar. E enquanto o amigo leitor lê esse texto, Sísifo está carregando a pedra ladeira acima mais uma vez; ou então se encontra no topo da colina, com as mãos na cabeça, praguejando, observando a pedra despencar; ou, ainda, Sísifo estaria descendo a colina tendo em mente o horror de sua desgraça e a próxima vez que subirá a pedra colina acima… nessa vez Sísifo logrará êxito ou vai mergulhar em fracasso, para mais uma vez carregar a pedra?

Impossível não me identificar, esses dias, com Sísifo. E não vão me faltar pedras.

24 de abril de 2004

Amigos, cara, quem tem amigos tem tudo, e essa semana pude passar ótimos momentos ao lado de muitos deles.

Teve gente que eu conheço há muito tempo, mas, de besta que sou, acabei me distanciando (um beijo pra Lívia, pra Luana e pra Lia). Teve a Raquel que eu não via há bem um mês, e deu pra rir um bocado ao lado dela, do Alfredo e do João Lucas. Teve o aniversário da Larissa e a lista infindável de pessoas que tiveram lá, e acabei de chegar em casa depois de sair com a Alinne, o Igor, o Rafael e a Ruth (vejam só, quem sabe a gente consiga ser amigos).

Mas a frase ali em cima ainda pesa na minha vida, e se pra cada beijo há uma bala no rosto, sempre tem gente querendo tornar minha existência um martírio. E quando essas pessoas conseguem, dói pra caralho.


The Promise
(When In Rome.
Também não consegui descobrir o autor,
nem garanto a autenticidade da letra…)

If you need a friend, don’t look to a stranger,
You know in the end, I’ll always be there.
But when you’re in doubt, and when you’re in danger,
Take a look all around, and I’ll be there.

I’m sorry, but I’m just thinking of the right words to say.
I know they don’t sound the way I planned them to be.
But if you’ll wait around awhile, I’ll make you fall for me,
I promise you, I promise you I will.

When your day is through, and so is your temper,
You know what to do, I’m gonna always be there.
Sometimes if I shout, it’s not what’s intended.
These words just come out, with no gripe to bear.

I’m sorry, but I’m just thinking of the right words to say.
I know they don’t sound the way I planned them to be.
But if you’ll wait around awhile, I’ll make you fall for me,
I promise you, I promise you…

Péssima notícia essa semana: um dos meus professores de Informática do 1º grau, o Eldo, faleceu, vítima de atropelamento. Tive com ele há pouco mais de um mês, se não me engano, e é foda aceitar que o cara que você viu há um tempo muito bem duma hora pra outra já não tá mais ali, eu não esperava que minha última despedida fosse ser a última possível. Que o Eldo, esse cara gente boa, descanse em paz.



19 de abril de 2004

Não aguento mais os imitadores do gago da Nova Schin!

18 de abril de 2004

Tava dando uma volta no Del Paseo e vi a capa duma revista Mad (é a nova), onde tinha mais ou menos assim: “Anos 80, a época em que ‘traçar um garoto’ era comer um chocolate”.

Muito boa. heheh

16 de abril de 2004

Sim, amiguinhos, eu ainda estou vivo. Ou pelo menos consegui sobreviver aos últimos dias. Minha semana santa foi toda fazendo trabalhos pra faculdade. Sábado à noite traí minha filosofia de vida e fiquei em casa, de tão moído que estava. Pra eu ficar sábado à noite em casa, tenho que estar beeem moído. É a velhice chegando, e faltam menos de 2 meses para meus 19 anos. Oh Deus! Daqui a pouco estarei com a mesma disposição dum amigo meu ali, *cof cof*.

5 de abril de 2004

Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: o meu primeiro pé na bunda

Voltamos para 1992, época em que eu fazia 1ª série no Colégio Batista. Era um tempo de rivalidades, aquela velha coisa de meninos prum lado e meninas pro outro, havia aquela segregação toda. Meu irmão insistia em dizer que eu gostava duma menina da minha sala. E eu dizia que não.

Ele dizia, e eu respondia que não. Um dia, vencido pelo cansaço, cedi às implicações do meu irmão. Percebam que eu não gostava da menina, mas, pro meu irmão parar de encher o saco, deixei que ele chegasse para a menina e dissesse que eu queria namorar com ela. Ok. Eu lembro como se fosse hoje, se eu andasse novamente pelas proximidades da quadra que ficava em frente à 1ª série turma C poderia até apontar o local onde se deu o fato.

Estávamos eu e meu irmão juntos e a citada menina passou com uma amiga dela. Meu irmão a chamou e disse que eu queria namorar com ela. Ela, ou foi meu irmão, perguntou algo para mim, como se para confirmar que fosse verdade. Respondi com a cabeça que sim. E ela mexeu a cabeça dum lado para o outro, dizendo que não. E foi embora.

E aos 7 anos de idade, precocemente, levei meu primeiro pé na bunda.



2 de abril de 2004

Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: a mola

Estamos agora em 1995, no mês de junho, mais exatamente um pouco após o dia 15. Eu tinha completado 10 anos de idade, e um dos meus tios por parte de pai chegou para mim e disse: “Sua tia está em Nova Iorque e vai trazer de lá seu presente de aniversário”.

A imagem que eu tinha dos Estados Unidos era de um paraíso tecnológico, e, aos 10 anos de idade, imaginei que viria todo tipo de treco eletrônico, video game, brinquedo… Os dias passaram, e minha tia voltou. Encontrei meu tio e ele me entregou a caixinha com o presente. Até hoje eu imagino a cara que fiz ao abrir a caixa, desiludido.

Era uma daquelas molas que se encontra em qualquer camelô, que você fica mexendo um lado para cima e o outro para baixo, com as cores do arco-íris.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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