o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
27 de abril de 2004

Ontem comprei um livro pra passar o tempo, e, no meio dele (na verdade no começo), o autor falava brevemente de Sísifo. Imediatamente pesquisei no Google sobre tão curioso personagem.

Sísifo foi condenado por toda a eternidade a carregar uma pedra até o alto duma colina, e, chegando ao topo, a pedra rolava colina abaixo e lá ia Sísifo recomeçar, de novo, todo o seu trabalho.

Pus-me a pensar. E enquanto o amigo leitor lê esse texto, Sísifo está carregando a pedra ladeira acima mais uma vez; ou então se encontra no topo da colina, com as mãos na cabeça, praguejando, observando a pedra despencar; ou, ainda, Sísifo estaria descendo a colina tendo em mente o horror de sua desgraça e a próxima vez que subirá a pedra colina acima… nessa vez Sísifo logrará êxito ou vai mergulhar em fracasso, para mais uma vez carregar a pedra?

Impossível não me identificar, esses dias, com Sísifo. E não vão me faltar pedras.

8 comentários

  1. Kataoka! :D disse:

    poxa.. q historia interessante :D


  2. alinne disse:

    então eu sou a sísifa… hehehe


  3. MônicaVeras disse:

    nossa, esdras……eu realmente sou tua fã!


  4. ruth disse:

    eu acho q nem sempre é preciso carregar a tal pedra.


  5. Luiz Alfredo disse:

    Eu sei que vai ser um comentário nonsense e nada poético, mas… Além de ter que carregar pedras pela eternidade colina acima o pobre Sísifo também tinha que ser condenado a ter um nome tão feio?


  6. ivna disse:

    realmente, será que ele não poderia ficar parado segurando a pedra, já que ele sabe que nunca conseguirá deixá-la no topo?


  7. PepiS disse:

    é…hj eu me identifiquei com ele tb… ain ain viu?!


  8. Marcelo disse:

    Na realidade, Sísifo, no seu martírio “o martírio de Sísifo” não poderia parar com o castigo imposto por Zeus, porquanto os “guardiães”, ali deixados pela deidade, lhe impingiam dores caso não erguesse a pedra colina acima continuamente. Seu martírio nos lembra da impotência humana frete aos problemas do cotidiano…. Muitos insolúveis, mas que continuamos, mesmo com plena consciência de sua inutilidade, a repeti-los por conta de uma obrigação imposta pela “sociedade contemporânea” ou por nos mesmos.


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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