o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
18 de maio de 2004

Contos de Fortaleza (III)
Clique aqui e leia os outros dois Contos de Fortaleza, com histórias minhas sendo roubado.

E, nesta segunda (17), eu fui assaltado de novo.

O amicíssimo Heraldo me deu carona até próximo da Av. Senador Virgílio Távora. Desço até a citada avenida e sigo pela calçada. Próximo ao CNA (que fica do lado oposto ao colégio Santa Cecília), um cara de bicicleta se aproxima da calçada e diz “Ei, chapa, me arruma um real senão ‘cê morre”.

Diante de convincente argumento, puxo a carteira e dou dez reais ao homem. Eu não sabia se “um real” era mesmo um real ou uma expressão geral pedindo uma quantia considerável de dinheiro, então entreguei 10 reais. Não é quantia digna de um assalto ao Trem Pagador, mas não é pouco como um mísero real. Ele então diz “Eu pedi um real e ‘cê deu dez, então eu vou ficar”, e se manda. Devia estar sem troco, o moço.

Não podemos mais dizer que não valho nada: eu valho um real. Foi o preço dado para eu continuar vivendo.

Pela primeira vez em anos, me valorizei: podia ser só um real, mas dei 10.

Que bom, hein? Viva a segurança pública.

Discografia recomendada para este post, no melhor estilo Igor: Melô do Ladrão, de Wanderley Andrade, e todo o disco Hail to the thief, do Radiohead.

3 comentários

  1. MônicaVeras disse:

    pUtz, esdras! q merda! kkkkkkkkkkkkkkkkkk! só podia ser contigo mesmo. acho q se fosse comigo eu perguntava se ele aceitava 0,75 centavos!heuheuehu brincadeira!^^


  2. Esdras disse:

    Os comentários tão com defeito? Ou ninguém tem nada pra falar?


  3. Perpétua disse:

    menino…não esquece de pedir o troco da proxima vez que encontrar com ele! =p


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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