o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
28 de setembro de 2004

Impaciência, tédio e tensão.

Estes são dias de tédio.

Nada pra fazer, nenhum canto pra sair à noite. Voltei à época dos meus 13 anos onde o máximo que dava pra fazer era sair pra shopping, mas na época o que me limitava era a idade.

Não suporto mais olhar o monitor, e quanto mais tempo gasto na frente dele mais irritado eu fico. Aí eu tento ler um livro e não me concentro. Aí eu tento jogar algo mas não consigo me enganar.

Fortaleza só piora ou eu sou pessimista demais? Se você não gosta de forró e pagode, você tá lascado e pronto.

24 de setembro de 2004

Don’t Look Back In Anger
“It’s about not being upset about the things you might have said or done yesterday, which is quite appropriate at the moment. It’s about looking forward rather than looking back. I hate people who look back on the past or talk about what might have been.”
(Noel Gallagher, numa entrevista)

Porque hoje eu acordei animado, tanto que estou com medo. Estou otimista a ponto de ficar pessimista e imaginar que algo chato vá ocorrer depois, mas enquanto não ocorre eu tento sorrir.

Porque não cheguei onde eu gostaria de estar ou deveria estar, mas quem disse que foi fácil chegar aqui?

Porque tenho 19 anos, estou na melhor fase dos últimos anos, e não quero mais ter 14 ou 15 anos ou voltar ao passado.

Amém.

21 de setembro de 2004

Born to be rice!
Pérolas aos porcos em forma de desabafo dum arroz orgulhoso

Pois é, portanto, larga de ser arroz ,pô?!! Romantismo momentaneo é uma coisa,
até bacana, as vezes, mas romantismo ilusorio, cego e limitador num serve de
nada. Sabe o que você tá parecendo, Esdras?! Aquelas donzelas de estorinha
medieval que ficam esperando o principe encantado.
Arrisca ,Tenta, se permite.
Pois é, bronca dada.
Falou meu velho

(comentário do Haroldo no meu fotolog)

Explicando minha forma de pensamento resumidamente, que meus conhecidos mais antigos conhecem bem mas não uso muito tempo falando pros novos:

E não seria ilusório o romantismo momentâneo?
Por que as pessoas têm má visão de limites? Sem limites e disciplina só existe desordem e assim ninguém chega a canto algum. As pessoas têm uma sede de porralouquismo, se você fala de limites, disciplina ou leis, elas tacham logo você de fascista.
O que é romantismo momentâneo? Pra mim é ilusão criada em pseudoamores passageiros, quem sabe às vezes um tempero sem gosto prum beijo sem sentimento.
E por que a pressa? Meu primeiro beijo foi aos 16 anos. Se preciso for, espero 16 anos de novo, ou mais. Se eu tô me guardando? Tô mesmo. Beijar por beijar, eu prefiro ser arroz.

Nunca deixei de cumprir alguma vontade. Eu simplesmente não vejo sentido em algumas coisas, o que não me desperta vontades comuns.

Amor não se procura, se acha. Foi a primeira idéia que tive quando parei de vegetar e comecei a pensar, uma amiga minha, a Fanny, me falou isso em 99 e nunca esqueci. Eu vou continuar esperando minha princesa encantada. Quem tem pressa beija sapo e termina na merda.

Eu sei o que muita gente vai pensar quando ler isso. Quadrado? Mole? Frouxo? Retrógrado? Atrasado? Puritano? Moralista? Falso moralista? Viado? Chamem do que quiserem, não vai ser nada de novo ou que eu não tenha escutado nos últimos 5 anos.

Ps.: Haroldo, não considere isso uma ofensa, o texto não foi pra ofender, mas pra desentalar, desabafar. Nada que afete nossa amizade. Um abraço.

13 de setembro de 2004

Segunda-feira
(mas podia bem ser qualquer dia)

Dou bom dia pro trocador
que nem sempre responde

Eu vejo os automóveis sorrindo,
me provocando

Eu vejo as roupas nas vitrines
e coisas que um dia ainda vou comprar

O suor que escorre nas costas,
o reflexo num vidro me lembra quem sou

Eu admiro as garotas dos outdoors
e vejo as garotas que nunca vou ter

Eu aborto um amor a cada minuto
- Oi, bom dia pra você também

Cada semana começa igual a outra,
bis eterno dum espetáculo chato…



12 de setembro de 2004

Tô de volta a Fortaleza, Florianópolis regarregou um bocado minhas pilhas e tô uns anos mais novo (São Paulo descarregou um pouco, mas ok). A amicíssima Polyanna me disse uma vez que pisar na areia da praia descarregava energia negativa, acho que o fiz em grande estilo.

Se um de vocês tiver a chance de ir em Florianópolis, arrume as malas e VÁ. Sem pensar duas vezes.

8 de setembro de 2004

Florianópolis é linda. Tô em São Paulo agora, escrevendo do computador do hotel que dá acesso a internet pros hóspedes. Não tenho muito tempo aqui, portanto o post é curto. Tô doido pra voltar pra Fortaleza agora, e dar um abraço nos amigos. Pra quem não sabe, meu celular já era, pifou em Florianópolis (quem sabe um dia eu conte como). Não tô tendo êxito pra ver os amigos de São Paulo, e também tô com saudades da Samantha, que, conforme me prometeram, é super gente boa.

=(


:: Engenheiros do Hawaii – Quartos de Hotel
(Humberto Gessinger)

tô num lugar comum
onde qualquer um se esconde
pra fazer a frase feita
e sentir os efeitos colaterais
tô em lugar nenhum
???ONDE???
onde qualquer um se esconde
pra fazer a frase feita
contrabando de uma seita oriental
não tenho estado muito em casa ultimamente
nem me lembro quanto tempo faz
aprendi a não olhar pra trás
eu conto as horas que passam
eu conto estrelas no céu
na solidão das noites sem graça
nos quartos de hotel
?como se chama essa cidade?
?como se chama atenção?
de uma cidade que dorme
enquanto a gente, infelizmente, não?
bobeiras da noite, noites inteiras
pensando bobagens, bebendo besteiras
sem companhia, sem companheira
nos quartos de hotel
a cada cena as paredes mudam de cor
no quarto quase escuro
à luz apenas do aparelho televisor
(espelho retrovisor futuro)
a duras penas eu apago a televisão
o quarto fica quase escuro
iluminado apenas pela letra “H”
da palavra “HOTEL”
escrita em neon
amanhã numa cidade diferente
não haverá diferenças no ar
as noites passarão do mesmo jeito
as estrelas estarão no mesmo lugar
?como se chama essa cidade?
?como se chama atenção
de uma cidade que morre
enquanto a gente, mente que não?
meias verdades, noites inteiras
bebendo bobagens, pensando besteiras
sem entender o que sempre acontece
nos quartos de hotel
a cada cena as paredes mudam de cor
no quarto quase escuro
à luz apenas do aparelho televisor
(espelho retrovisor futuro)
a duras penas eu apago a televisão
o quarto fica quase escuro
iluminado apenas pela letra “H”
da palavra “HOTEL”
escrita em neon…
…pra chamar atenção
de quem passa na rua
contando as horas que passam
contando estrelas…
…no céu


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 24 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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