Cabelos molhados, música dor-de-cotovelo seguida por uma mais animada e a comemoração dum feriado que podia ter dado mais certo (desculpa Lívia, desculpa Andrea), mas foi muito bom.
Um abraço e meu agradecimento a todos os que participaram do meu fim de semana prolongado melhorando-o e minhas desculpas a quem não pude participar.
Um gole d’água - sem aditivos! - pra reidratar e que venha a semana com seus ônibus, derivadas, calor e fadiga.
“How you’d have a happy life if you did the things you like”
E eu tenho algo a dizer mas me faltam as palavras.
Talvez eu não precise de palavras pra usar agora, e sim de um pouco de sossego, descanso, repouso e abrigo pro espírito.
Preciso ver mais os amigos e menos a merda do monitor.
Preciso prolongar os dias bons aos máximo e reduzir os chatos ao mínimo.
Preciso fazer mais o que gosto e menos o que a vida bandida obriga.
Vamos… Digam-me como.
Pra quem sentia saudades, mais um Vômito Sentimental (com V e S maiúsculos)
E eu tenho conversado sobre coisas de muito tempo atrás. 4, 5 anos.
E estado sentimental pra cacete ouvindo umas músicas de madrugada.
Cada casal que vejo brigando no meio da rua leva um pedaço de mim e eu carrego um pedaço da dor de cada um.
Dá vontade de sentar num banco, no meio deles, e perguntar: “E aí, moçada? Qual o problema aqui?”
Se vão estar bem daqui a dois dias, por que prolongar a briga?
Se vão estar brigando de novo daqui a dois dias, por que não acabam logo?
- É o amor, Esdras, faz tanto tempo assim que você não sente?
Eu vou é me exilar no alto da galinha choca de Quixadá, à prova de amor. Ermitão.
Meus amigos têm se dado bem ultimamente.
Já vi épocas de namoros desabando um atrás do outro, parece haver o contrário agora.
Acho que estamos no meio dum superávit amoroso.
Espero que seja amoroso mesmo. Eu ainda tenho esperança em ver pessoas juntas que estão juntas porque se amam, e não por conveniência, oportunidade ou falta do que fazer.
Eu não sei chamar atenção de quem me chama atenção. E isso vai muito além de imitar uma garça, uma foca ou um boneco de Olinda.
O que nos leva a ouvir e se emocionar com músicas dores-de-cotovelo e dizer que elas são lindas, por mais que não estejamos apaixonados?
O Cassiano vai ler isso, ficar puto e dizer “Que texto emo!”
Foi mal, Cassiano.
Não é tristeza, apenas pensamentos desconexos.
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