Filmes, filmes, filmes

30 de janeiro de 2005   —   06:48:46

Citei no meu fotolog que minha lista de filmes para assistir finalmente ia andar. É, tem filmes que todo mundo já viu, menos eu, e espero que não se espantem com minha lista, raramente assisto filmes com tranquilidade em casa. A Flora deu a idéia de citar os filmes com emoticons pra representar o que achei, como de crítico todo mundo tem um pouco então lá vai.

Star Wars IV, V e VI – :)))))
George Lucas mostra que é foda, e a trilogia de mais de 20 anos poderia ter sido feita hoje que ainda seria um espetáculo. O relançamento dessa primeira trilogia, em DVD, consegue trazer uma imagem mais limpa que muitos filmes atuais disponíveis por aí. Maravilha da ficção. Viva o Chewbacca.

21 gramas – :))))
Eu esperava mais depois de ouvir tantos elogios. Misture um maluco doente do coração, uma mulher que endoida depois de perder a familia e um religioso maníaco. O começo me pareceu tedioso, mas o filme desenrola-se muito bem.

O fabuloso destino de Amélie Poulain – :)))))
Eu já sabia que a moda de cabelo curto que vejo nas minorias sociais excêntricas tinha sido desencadeada por esse filme, e agora entendi também de onde surgiu a mistura de vestido + sapato. A fotografia é excepcional, daria, talvez, pra pegar cada cena do filme e colocar numa moldura. Fantasioso, não deve ser levado a sério ou como filosofia de vida (lembre-se, é um filme). Muito bem escrito e muito bem humorado, muito acima da imagem que eu tinha dele antes de assisti-lo.

Star Wars I e II – :))))
Os episódios I e II de Star Wars são bons, mas embora mostre o que George Lucas aprendeu a fazer nesses anos todos, a história deixa a desejar em relação à antiga trilogia. Ainda assim, é um bom filme. Espero ansiosamente pelo III, que deve sair esses meses pelo cinema.

Prenda-me se for capaz – :)))))
Um filme pra você terminar de assistir de boca aberta, o Spielberg se garantiu. Não dá pra acreditar que a história baseia-se em fatos reais e que o protagonista (vivenciado por Leonardo di Caprio, muito acima do Titanic) realmente existe e fez aquilo tudo.

Mar Aberto – 😐
Não aluguei essa droga, mas assisti no cinema há uns meses e vi que chegou na locadora. Tenha piedade da sua existência e não assista, não vale a pena. Muito ruim, vai ser difícil aparecer outro filme na década que o supere. Quando saí do cinema, tive vontade de pedir o dinheiro de volta. Eu e a sala toda, que reclamava.

29 de janeiro de 2005   —   05:32:11

Sometimes I feel I’ve got to run away
A água me mantém acordado por mais alguns minutos, enquanto eu me esforço pra passar mais alguns minutos em pé. Raciocínio pouco, reflexos lentos, sono, muito sono. Há centenas de palavras, pensamentos e pressentimentos querendo ser processados por um ou outro neurônio que ainda permanece acordado, enquanto bilhões de outros me imploram pra dormir. Agora não, não hoje.

20 de janeiro de 2005   —   03:54:22

Papelaria
Posiciono-me próximo à prateleira, defronte do porta-retrato. Ele lança o desafio: ponha aqui a foto do seu amor. O pequeno objeto toma proporções de esfinge; guarda o retrato da minha sensibilidade e é o espelho da minha insensibilidade, os dois lados do tabuleiro que é minha vida, com peças que se movimentam sem lógica alguma, avançando, recuando, entrando e saindo do jogo numa velocidade absurda.

A ausência da foto empresta uma sensação instantânea de vazio. Vazio, como o conteúdo de papéis em branco onde não foram escritas as cartas com palavras que esqueci. Vazio, como são vazias as caixas que existem na prateleira dois corredores atrás de mim, que um dia não comportaram presentes que nunca foram entregues.

Vazio, como o ar que já foi preenchido por ondas duma canção dolorosa e circulado por uma expiração de exaustão. Um vazio bom, em forma de uma dor latente e anestesiada, coberta com a compressa úmida dum dia nublado. Bom. E agora tanto faz.

O vazio acaricia minha cabeça e diz que está tudo bem agora. Tudo está como deve estar. Tanto faz.

O tempo e o acaso proverão tudo que for necessário. Eu não tenho pressa.

14 de janeiro de 2005   —   09:11:13

E minha curta primeira experiência como DJ foi melhor do que eu imaginava. Na verdade, em 19 anos e 7 meses, nunca fiz algo que desse tão certo, que fosse tão bem aceito e que me rendesse tantos elogios. Registro mais uma vez meu sincero agradecimento a todos que foram, espero brincar mais outro dia.

A quem interessar possa, foram dois sets divididos por sets da Julie Marques (outra convidada) e do DJ Dado. São eles:

1º set:
Pulp – Like A Friend
Oasis – Fuckin in the bushes
U2 – Discoteque
Echo and The Bunnymen – Lips Like Sugar
Moby – Bodyrock
Primal Scream – Rocks
Ataque 77 – Por Que Te Vas
Madonna – Material Girl
Belle & Sebastian – Sleep The Clock Around

2º set:
Blur – Girls and boys
Depeche Mode – New Life
Muppet Babies Theme
Muse – Time is running out
Radiohead – There there
When In Rome – The Promise
Beach Boys – Wouldn’t it be nice
Oasis – Headshrinker
Jesus & Mary Chain – Happy When It Rains
The Hives – Die, All Right?
Billy Idol – Dancing With Myself

Enfim o show business

9 de janeiro de 2005   —   04:23:25

Um pouco de propaganda: na quinta-feira 13, vou atacar de DJ durante algum tempo no Noise3D. Participarei do projeto Hora da Cinderela, com mortais vindos do público brincando de DJs durante aproximadamente 1h e escolhendo as músicas que vão tocar.

O local, pra quem não sabe, fica pelas bandas do Dragão do Mar, ao lado do Hey Ho. Não faço muita idéia ainda, mas prometo Depeche Mode a Oasis, passando por Moby e New Order. Quem gostar, por favor, apareça.