Domingos

27 de fevereiro de 2005   —   03:44:53

Tédio.
A voz do mala sem alça do Faustão vindo da TV da sala.
O forró alto, muito alto, tocando aqui perto, no costume seguido religiosamente todo fim de semana desde 1997, quando um filho da puta do som potente e mau gosto se mudou aqui pra frente.
A iminência da ameaçadora segunda-feira.

Domingos são chatos…

23 de fevereiro de 2005   —   10:45:22
Perdoa se eu chorar


Entenda que o meu coração
Tem amor demais, meu bem
E essa é a razão
Do meu ciúme
Ciúme de você…

Estou ouvindo, nesse momento, Roberto Carlos. Aí em cima é Ciúme de você, da qual eu comecei a gostar aos 8 anos de idade, quando a ouvi na propaganda do Ford Escort novo, em 1993. É, quando mudaram as linhas do desenho do Escort. O Rei é cafonice pura, mesmo assim dá pra achar pérolas louváveis no repertório desse cara que hoje mais reza do que canta (ainda que fique melhor com outros cantores e outros arranjos), vide Nunca mais eu vou deixar você tão só, O Divã, Do fundo do meu coração. Pra mais informações, procurem o especialista em Roberto Carlos Mário Quinderé.

Biscoitos, Pães de queijo (Alexandra, lembrei de você), um pouco de cansaço. Um dia leve, após reencontrar algumas pessoas e botar o assunto em dia. Eu consigo a atitude fabulosa de estar sempre ocupado, no fim das contas não ver obra alguma concretizada e sumir após me esconder em lugar algum.

Estou no computador do meu irmão, alterno entre esse e o do meu pai, já que o meu quebrou. Pra falar a verdade, estou sem pressa pra ajeitar. Sem o computador, durmo mais, como melhor, leio mais livros, chego menos atrasado nos cantos. A internet banda larga 24h fodeu com nossas vidas. Tipo da coisa: ruim com ela, pior sem ela. Sei que no fim de semana eu vou endoidar.

Até o dia em que eu mandá-lo pro conserto, fico aqui postando do micro alheio e ouvindo as pérolas do Rei.

Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo
Corrijo num segundo
Não posso parar…

21 de fevereiro de 2005   —   11:09:58
De volta ao campus do Pici
E hoje foi a volta às aulas. Pode ser que isso passe, mas há tempo eu não voltava tão empolgado pras aulas. Não sei por que razão, até porque empolgação em ir pra aula não é coisa lá muito explicável. A verdade é que a imagem da faculdade anda melhorando pra mim, talvez o fato de eu ter me dado bem semestre passado, e isso traz consigo algum ânimo pros estudos.

Hoje foi a recepção aos bichos (me recuso a escrever bixos, como fazem as outras pessoas). Acho bonito aquele brilho no olhar dos calouros, o medo do trote, a emoção de viver uma fase nova, aquela sensação de novidade que eles expiram. A minha foi embora meses depois de eu provar o gosto da faculdade, a qual já pensei em largar pra fazer algum curso besta em algum canto mais besta ainda, mas ultimamente até tenho recuperado o ânimo pros estudos. Hoje eu tava pensando como parece que foi ontem que cheguei ali, mas faz 2 anos.

Por sinal, vou indo dormir, amanhã tenho aula 8 horas. Aula, agora, todo dia útil, de 8 às 12. Desde o 2° semestre eu não tinha aulas todas as manhãs, deixava reservadas as manhãs de terça e quinta para descansar. Esse semestre decidi pegar menos leve e me esforçar um pouco. Vai valer a pena.

20 de fevereiro de 2005   —   04:01:25

Plug It In!, a festa
foi do papôco. Infelizmente cada DJ teve pouco tempo, mas deu pra fazer o serviço com dignidade e muito retorno.

Uma das desgraças da nossa terra
é o povo pobre de caráter e rico de dinheiro.
Que acha que pode tudo.
Pior que isso interfere fora do círculo deles.

Mudanças

Dejé al miedo, la sombra del dolor
Dejé mi nueva piel quemarse bajo el sol
Dejé a los que dicen que nada va a cambiar
Y algo ya se cambió
Acá dentro en mi

— El Vampiro Bajo el Sol, de Fito Paez e Herbert Vianna.

O que há de diferente entre o cara de camisa pólo e cabelo de lado no melhor estilo nerd do cara de camisa de pinguim e cabelo grande rebelde separados pela distância de 5 anos?

Nada.
E tudo.

Sobre soluções e problemas
1. As soluções para os problemas podem aparecer de forma curiosa;
2. O que parece solução pode resolver um problema, mas trazer mais problemas;
3. O que parece solução pode ser um problema.

Férias
Acabam-se, enfim, as melhores férias da minha vida. Tiveram, sim, seus momentos difíceis e/ou chatos. Mas não deixaram de ser as melhores.

17 de fevereiro de 2005   —   10:01:08

“Deu uma reação química na pintura do carro por causa do tempo, aí não deu 100% no meu teste de qualidade e mandei refazer o serviço.”

A frase é de um cara da 800auto (pra onde mandei o carro pra ajeitar problemas na porta e resolver problemas na pintura) explicando porque o carro que ficou um dia e meio lá ia passar mais um dia.

Ele devia pagar um táxi pra eu sair agora.

E não mandem seu carro pra lá.