o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
14 de junho de 2005

Vivendo e aprendendo, antes tarde do que nunca
Conclusão do dia: falar menos e ouvir mais faz bem.

O importante é que emoções eu senti
E relevem a amargura do último texto, sim? :)

9 de junho de 2005

Love will tear us apart

É no fim do mês de maio e começo de junho que as vitrines e outdoors me atacam, com seus milhares de corações vermelhos pendurados, desenhados, flutuantes. O cara que inventou o Dia dos Namorados ou não era solteiro ou era um comerciante muito esperto. Surgiu até um mercado alternativo para solteiros nessa época do ano, destinado para quem a flecha do cupido passou longe. O cúmulo da decadência: tem viagem pra solteiros, festas pra solteiros… Vamos celebrar nossos fracassos ou nossa ausência de sucessos.

Simpatia pro Dia dos Namorados: uma caixa de Lexotan na noite do dia 11. Acorde só dia 13. E desvie dos outdoors que, traiçoeiros, ainda estarão lá.



Um mês chegava a seu final. Eu estava em pé, na parada do ônibus, cerca de meio-dia e meia. Eu tinha prova uma da tarde, sabia que ia chegar atrasado e, naquele momento, não me importava nem um pouco com isso. Foi naqueles dias, mais ou menos, que a voz surgiu na minha cabeça. Repetia uma mesma frase. Imagine ler esse texto ou qualquer outro e ter seu raciocínio interrompido pela mesma frase, de segundos em segundos. A voz não era de ninguém senão de mim mesmo, era minha alma pedindo ajuda, uma luz vermelha de SOS, me inquietando. Nunca um segundo demorou tanto pra passar.

Você sabe o que é medo, amigo? Deus e alguns poucos amigos meus sabem. Ele está estampado em mim, gravado a ferro e fogo.

Por dias e dias, a voz se repetia. Um dia, o conteúdo deixou de ser um lamento para ser algo de obstinação, e assim o foi durante mais algum tempo. Até que, repentinamente, ela calou-se e eu nem percebi, apenas segui minha vida adiante. Desde então, nunca mais ouvi a voz. Mas confesso ter medo de ouvi-la novamente. E você, ah, você não sabe o que é medo.



Pra terminar: tão vendo a lista de links de blogs aí do lado? Abram o blog da Candice, leiam o texto de “Sexta-feira , 27 de Maio”.

7 de junho de 2005

Enquanto não escrevo alguma história mazela ou vômito sentimental, fiquem com a notícia de que finalmente consegui apresentar meu trabalho (não entendeu? Leia o post anterior) e o professor elogiou bastante (é o mínimo que ele deveria fazer, após adiar o trabalho 5 ou 6 vezes e me cortar 472 vezes enquanto eu falava).

Abraços e fiquem bem.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 25 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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