29 de agosto de 2005   —   08:14:08
À inespera de alguns telefonemas
Já fiz o favor de citar anteriormente, usando para tanto um texto roubado, que “as boas amizades que fazemos em momentos incertos são nossa certeza de que tudo vale a pena”. Uma vez li, num desses textos que rodam por aí, que a tristeza dividida cai pela metade, e a alegria dividida é dobrada. Se a gente sofre com e por cada grande amigo nosso, por outro lado ficamos felizes com cada vitória deles, como se fosse nossa.

Eu tomava calmamente meu café quando fui interrompido por um telefonema inesperado. Por que ele me ligaria numa manhã de segunda, às 7:51? Acabei perdendo o sono. A verdade é que nesse exato momento minha alegria é grande, e posso dizer que meus olhos úmidos agradecem as lágrimas de felicidade.

Meu velho, é bom ver as coisas te dando certo.

Meus bons amigos, tudo de bom pra vocês dois nesse dia tão sublime. Só posso dizer que as energias que mando são as melhores possíveis.

22 de agosto de 2005   —   01:28:37
Arrasou

As boas amizades que fazemos em momentos incertos são nossa certeza de que tudo vale a pena.

Nossos passos não são a toa, e mesmo os caminhos que percorremos descontentes e a força nos trazem pessoas que jamais imaginariamos poder um dia incluir em nossas vidas.

Estas pessoas, e elas sabem bem quem são, fazem toda a diferença!

Copiado, sem pedir licença, do blog da srta. Bia Fiuza. É por aí.

Boa semana para todos nós. 🙂

20 de agosto de 2005   —   11:53:00
O vôo da águia
E foi numa dessas noites barulhentas que uma mulher me abordou e essa conversa aconteceu.
Você é águia?
Hein?! Eu tinha entendido, mas não fazia sentido.
Você é águia?
Como assim?!
Você curte homem ou mulher?
Só mulher!
Só mulher?
Só mulher. Repeti.
Então tá, deixa pra lá.

Fiquei sabendo que ela queria me apresentar pruns amigos dela…
Resta saber o que é águia.

15 de agosto de 2005   —   05:14:49
Estou encaixado em versos perdidos por aí, lugares em formato de onda mecânica onde descanso e repousa minha dor, minha alegria, minha fé e tautologias inventadas ou não. Prendo-me a uma ou outra frase como quem achou um auxílio, soltando-me se chega o momento. Há poesia e prosa em minha mente, aguardando a temida hora de serem reduzidos a tinta sobre celulose e ganharem o mundo. O que faria se a hora passasse não sei, mas adio interminavelmente a hora de mostrar a algumas palavras o papel, como quem teme ver em sua frente uma verdade que tem repousando entre um e outro raciocínio.

3 de agosto de 2005   —   10:47:24
Eu tinha 13, 14 anos. Minha vida se resumia a casa e colégio, e eu passava os fins de semana no computador, usando internet discada. Ali, no meu mundinho, uma causa estúpida fazia eu me sentir superior à maioria das pessoas: eu tirava notas boas. Sim, eu fui convencido um dia.

Mas a vida era mais que aquilo. O tempo passou, e iniciei uma vida social. Conheci pessoas maravilhosas, muito boas. Veja só, algumas delas não tiravam notas altas, mas nem por isso eram menos maduras e inteligentes. Agora, eu tinha casa, escola e saía nos fins de semana.

Mas o tempo continuava passando, e vieram os dias do coração bater depressa e do sistema nervoso produzir feniletilamina. Dando errado, ou dando certo por um tempo. Nunca somos bons o bastante. Às vezes dias de cabeça baixa, às vezes de voltar pra casa satisfeito. E a vida seguia em frente, seguia depressa, ela não era só aquilo.

Veio a faculdade. Agora era casa, faculdade, amigos. Começa-se a falar em trabalho, a pensar em ganhar dinheiro. A menina que era sex symbol no colégio engravidou e teve que casar. Teus amigos tão tomando calmantes, tão te acordando pelo telefone e falando em suicídio, e você salva a vida deles. E a cabeça, às vezes, bagunça também. Aí você descobre que o mundo não vai parar pra você colocar as coisas no canto: as cobranças não vão parar, a faculdade não vai te esperar, a prova é na sexta e dane-se se você não consegue estudar, você precisa estar de pé daqui a três horas, e antes disso precisa conseguir dormir.

E você precisa de coisas pra acreditar, e aquilo em que você acredita vai ser testado dia após dia. Vão ter aqueles que vão apontar o caminho e vão contigo enquanto a coisa tiver boa, para depois desaparecer e fazer pouco caso dos seus problemas. Vão ter aqueles que vão rir de você. Vão ter aqueles anjos que vão surgir quando a pista tiver irregular. E agora é sua vez de ligar pros seus amigos de madrugada.

E, no meio duma fuga sua, você estará numa madrugada qualquer, pensando na vida, quando um amigo telepata vai dizer, do nada, epifanicamente: a vida deve ser muito mais que isso…

A frase ecoa na minha cabeça.