o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
2 de outubro de 2005

Depois de um ano e meio, a série está de volta:

Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: Sunday bloody sunday

“eu não sei por que
eu teimo em dizer
que amo você
se eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer?”

Zeca Baleiro, em Lenha

Algumas histórias não deveriam ser contadas em público e essa é uma delas. Mas as histórias mais secretas tornam-se um segredo sem valor com o tempo. Trata-se do dia em que levei meu primeiro pé na bunda duma pessoa que gostei de verdade. A fim de preservar sua identidade, darei a ela o nome fictício de Duculina e espero que, se um dia ela ler isso aqui, ela não fique com raiva.

Eu tinha 14 anos quando gostei da Duculina. Era aquele negócio meio distante, raramente a gente se via. Um belíssimo dia, se não me engano era 23 abril de 2000, marcamos eu, ela e uns amigos de dar uma volta no Iguatemi (típica diversão adolescente).

Cheguei lá, e nada de ninguém aparecer. Eis que ela aparece. Eu estava tão completamente desajeitado pela situação que sequer consegui cumprimentá-la nesse dia. Ficamos em pé inventando assunto, e eu pensava em como estava com sorte: todos os nossos amigos deram o cano. Enfim sós!

Mas minha alegria durou pouco. Do nada, surge ninguém menos que a mãe da Duculina. Somos apresentados, a mãe dela olha pra mim com cara de “Se você pensa que vai pegar minha filha, está muito enganado!” e diz: “Bem, já são 15 pras 5. Se só veio ele, é melhor a gente ir embora”. E assim o chão ruiu sob meus pés.

Fui dar uma volta pelo Iguatemi. Comprei duas folhas de papel que meu irmão queria e fui parar na sessão de CDs do Extra, quando escutei a música do Zeca Baleiro citada acima que até hoje me lembra o fatídico dia.

Ao chegar em casa, entro na internet e vejo a Duculina online no IRC. Vou levar um papo com ela, que pede desculpas. Eu disse que não precisava pedir desculpas, que entendia a situação, tá beleza… Então, desconfiada do meu excesso de bondade, ela pergunta o que eu queria com aquilo tudo. Eu disse.

Veio então um fora, toda uma conversa de “eu não posso namorar” e “minha mãe não deixa”, tudo isso via internet.

E, dois meses depois, a Duculina começa a namorar um vizinho.

Durou umas duas semanas, quando ela ouviu falar de outra…

Leia também:
Meu primeiro pé na bunda
A mola
O dia da pedrada

9 comentários

  1. natalia disse:

    rapaz, o primeiro fora a gente naum esquece mesmo…eu q o diga.
    acho massa o seu blog
    ele ta no meu favoritos.


  2. kataoka disse:

    bom..
    acho que peguei essa sua época
    se for mesmo
    me lembro direitinho..

    [deu uma saudade do 7 agora]


  3. Flávia disse:

    Eras! Duculina é o pior nome que ouvi recentemente. Foi pra se vingar, né? heuehueheu
    Boa Sorte para os próximos! :****

    =*


  4. dadys disse:

    valha
    tinha extra nesse tempo já?

    se eu for contar meu primeiro pé na bunda, vou lembrar do meu primeiro porre. com coca cola e rum, na famosa praia de iracema. tinha uns 14 anos.
    =)
    mas não vou contar.

    bjos, cocoto. adooro-te!


  5. rebeca disse:

    em 2000 eu morava no interior…e non tinha beijado ng ate junho, serve?

    rsrs

    =***


  6. bia disse:

    tinha um nomizim melhor n? Duculina
    eheheheheheehhehehe

    se a menina se chatear n vai ser por tu ter contado
    :P

    e foras são sempre ruins, já ecutei muita coisa por causa disso
    :~~

    :****


  7. carolsher disse:

    “what a feeling in my soul
    love burns brighter than sunshine”

    eu n tinha nada a mais pra falar, mas tava ouvindo essa musica enquanto lia..


  8. mariana disse:

    esdras, tu eh muito fofo. brusk.


  9. Flavinha disse:

    adorei o título do post
    e o primeiro pé-na-bunda a gente nunca esquece. ainda mais quando se é adolescente e tudo é mais intenso e cor-de-sangue. mas o melhor de tudo é lembrar desses fatos passados com certa plenitude.
    :*


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
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(São Paulo)

 
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(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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