o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
14 de novembro de 2005

Notas de viagem

Há quem diga que a primeira impressão é a que fica. Quando vi São Paulo pela janela do avião, fiquei assustado; realmente a selva de concreto me espantou quando andei por ela. Quando chegava em Florianópolis, a cidade parecia o paraíso pela janela e era. Depois de ver o Rio de Janeiro pela janela do avião durante uma escala, só sei que preciso pisar lá.



“Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor”

(Legião Urbana, em O mundo anda tão complicado)

Fui a um casamento pela primeira vez em 20 anos. Hoje eu entendo na prática por que as pessoas choram em casamentos. Toda aquela mistura de sentimentos, é impossível não sentir na hora o nervosismo do casal e a alegria pela realização, principalmente quando você sabe um pouco da história deles e sobre como difícil chegar até ali, não apenas por questões de trabalhar, juntar dinheiro pra ter uma casa, mas por superar durante anos os obstáculos que existem nos relacionamentos, até chegar ali.

Não sou muito religioso e filtro ao máximo intermediários como pastores e padres se os escuto (não curto fé cega, nem seguir uma religião específica). Apesar disso, o discurso do padre sobre fidelidade, diálogo, respeito e cumplicidade foi muito verdadeiro. Ah, as pessoas perderam o senso. Mas ainda tenho fé no amor. Às vezes fé cega, admito, às vezes mantida por momentos de felicidade alheia como esses.



Passar uns dias fora de casa, fora da cidade, me dá uma impressão de recomeço. Às vezes a prendo e levo pra casa, às vezes ela vai embora quando me vejo novamente imerso na minha realidade. Na faxina mental, acaba sobrando algo que a gente quer que vá embora, escondido debaixo do tapete. Mas alguras coisas retomaram seu lugar, vamos pensar positivo.



Você gosta de daruma? Comprei um. Pra quem não sabe, daruma (desse jeito mesmo, não faltou um espaço) é um bonequinho que tem os olhos brancos. Você pinta um olho, faz um pedido, e só pinta o outro olho quando o pedido for realizado. Aí ele funciona como um amuleto da sorte. Eu quero dezenas de coisas, mas na hora de pintar o primeiro olho do daruma não sei que pedido fazer.



Às vezes me passa pela cabeça dizer algumas coisas para algumas pessoas. No momento seguinte, desisto. Às vezes é melhor se calar que defender uma causa morta. Não serei eu o soldado dum país extinto.

4 comentários

  1. kataoka disse:

    sempre que vc viaja, fica essa sensação mesmo. eu acho até legal.

    casamento vc chora mesmo. me lembro do da minha prima e do da minha irma que abri duas torneirinhas e nao parava de cair agua. foi uma coisa só.

    e nem acredito que vc tá “tao pertinho” e a gente nao vai poder se ver.. :/
    enfim..

    recompenso quando for passar as ferias..

    beijos


  2. gauche disse:

    olha só. entendo o lance da daruma. esta semana acendi 4 velas. pedidos para os outros que, consequentemente, farão da minha vida um pouco mais calma. mas não são pedidos diretos a mim.
    qdo tenho chance de pedir uma única coisa, não faço o pedido do momento. faço o que desejo para sempre e que tudo fica englobado para chegar naquilo: paz, amor e saúde. com isso a gente consegue o resto.

    saudades :~
    mwuaaaaaah! :***


  3. bia disse:

    casamentos são foda mesmo, qdo vc conhece o casal e a historia e as dificuldades. :~~~

    eu sabia do daruma, mas não lembrava o nome. :P

    eu também penso em dizer algumas coisas pra algumas pessoas. e as vezes é melhor calar sim, mas as vezes não. é ai que entra a parte do “pensar bem no que se faz”… e as vezes não… as vezes pensar bem atrapalha e o bom é vc fazer aquilo que quer, se arriscar.

    :*


  4. larissa c disse:

    nossa, vc tem q ir para o rio mesmo - amo muito aquela cidade =)

    esqueca a violencia - vah com alguem que saiba por onde andar, q eh um paraiso

    ~*~

    no final do ano volto para casa e isso eh um tanto assustador.. eh engracado pensar em voltar, faz tudo q to passando aqui parecer um pouco mais como uma vida de fantasia.

    Acho que eh pq passei muito tempo simplesmente imaginando como seria minha vida qdo chegasse aqui, e agora nao existe mais duvidas, soh a realidade se impondo a cada dia.

    As pessoas com quem almoco todos os dias tao se tornando os amigos q mais sabem sobre tudo q to passando, nao mais aquela velha galerinha do fb… nao tem mais rodizios, dragao do mar ou cinema no iguatemi

    Minha vida em fortaleza eh que vai lentamente se transformando nesses proximos 4 anos em minha vida de fantasia..

    ~*~

    hohoho, chega de devaneios - isso aqui eh o seu blog

    tah, to com saudades de ter um tb e to aprendendo html em meu tempo livre (ou no meu tempo-nao-tao-livre em q to procrastinando) para reativa-lo

    ah e to com saudades de tu tb garoto!


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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