Da série “Frases de uma noite de sábado”…

21 de agosto de 2006   —   02:28:23
"Domingo é o dia em que até Deus pediu penico!"

(de uma conversa com Marquinhos e Danny Husk)

10 de agosto de 2006   —   12:57:10
Jah vem besteira


Armandinho. Foto em baixa resolução de propósito, pra não gastar espaço nem conexão com ele que já gasta nossos ouvidos

O título desse texto é o título do box duma página da Veja de 2 de agosto que tive gosto de ler. É justo: a página desce a lenhada no Armandinho, o maior mala da música atual, que tá tocando em todo buraco, e que apareceu num disco ao vivo que até então eu não sabia de onde tinha saído. Não é que o mala já tinha dois discos antes?

Bem, marquem uma consulta em seus dentistas e procurem a veja de 2 de agosto naquela pilha de Veja velha que eles guardam na recepção dos consultórios. Mas eu adianto esse trecho da reportagem sobre o disco ao vivo do mala do Armandinho e de Edu Ribeiro, outro chato que lançou um disco chamado Roots Reggae Classics:

Armandinho e Edu Ribeiro fazem “reggae de cachoeira”. São músicas que só têm o mais detestável do reggae: as letras sem pé nem cabeça sobre amor e natureza, as referências ao deus Jah e a idéia de que a maconha é uma erva sagrada. Armandinho iniciou a carreira nos botecos de Porto Alegre e gravou dois discos até ser contratado pela gravadora Universal. Ao Vivo reúne o supra-sumo de sua arte. Em Desenho de Deus ele diz: “Quando Deus te desenhou / Ele tava namorando / Na beira do mar do amor…”. Mas nada se compara a Folha de Bananeira, que introduz uma nova rima no português: “A folha é boa, a erva é fina / Fumo na boa só pra pegar as menina“. Ribeiro é mais autêntico, a começar pelos dreadlocks aquelas tranças ensebadas. Nascido na periferia de São Paulo, ele começou a carreira no movimento hip hop, mas logo trocou o rap pelo reggae. “Sou do gueto, mas gosto de falar de amor”, diz. Me Namora, seu sucesso, foi composto para uma menina que o esnobou. Ao tocar recentemente no Domingão do Faustão, o apresentador olhou Ribeiro e disse: “Olha o que ela perdeu…”. Não, Faustão. Pelo conteúdo de Roots Reggae Classics, ela não tem do que se arrepender.
(Sérgio Martins, na Veja edição 1967, de 2 de agosto de 2006, pág. 124)

Em tempo, não confundam o Armandinho, o mala sem alça reggaeiro, com o fabuloso Armandinho de Pernambuco:


Armandinho, grande tocador de bandolim.