29 de outubro de 2006   —   01:34:23
Enjoy the silence

"Pra pedir silêncio eu berro
Pra fazer barulho eu mesmo faço"

(Rita Lee, em Jardins da Babilônia)

Tenho tido um apreço especial pelo silêncio nos últimos tempos. A coisa que mais quero, no fim de um dia, é silêncio. Se eu quiser barulho, eu ligo o som ou vou pra algum canto que tenha barulho. Mas eu queria, às seis da noite, ter o direito ao silêncio. À paz. Nada de gente gritando, nada de música alta na frente de casa. O direito a escolher o silêncio, o amado silêncio, o sossego, ou o barulho. Não tenho. Ontem tentei dormir imaginando eu quebrando o som do cara duma casa aqui da frente que tava tocando música brega. Eu sonho com o dia em que chegarei em casa no fim de um dia cansativo, entrarei no meu apartamento silencioso, onde eu possa ler um livro com tranquilidade, dormir, ver televisão, dormir, sem ninguém enchendo.

25 de outubro de 2006   —   12:35:40
Tô ficando velho
Lembra de Conquista, de Claudinho e Buchecha? Aquela que dizia “Sabe, tchurururu, estou louco pra ter veeeeeer, oh yes!”? Tava querendo esquecer, né? Foi mal ter lembrado.

Pois é. Sei que ontem tava passeando pelo rádio quando ouvi a tal música no Jurassic Pan, programa de antiguidades da Jovem Pan II FM. Aí eu lembrei que foi ontem, em 1997, que a tal canção foi lançada. Lembro das pessoas modistas levando o CD pro colégio, ainda que fosse só pra dizer que tinham. E eu estava entre meus 11 e 12 anos, 9 anos atrás, e agora a música tá lá, tocando no Jurassic Pan.

E depois tocou Shala Lala, dos Vengaboys, de 2000. De 2000, #*$§@! 6 anos atrás! No auge dos meus 15 anos, com aquele refrãozinho grudento, “my heart goes shala lalala” e todo mundo batia palma três vezes. Meu irmão ouvia direto. Tocava no rádio, lembro da música tocando no som mecânico, antes dum show dos Engenheiros do Hawaii no Paulo Sarasate. Tocando ali, no programa de velharia.

Quando eram aqueles revivals chatos da década de 80 dos quais peguei abuso, eu me sentia menos mal.

9 de outubro de 2006   —   09:29:18
Guia da Boa Convivência com Esdras Beleza
(ou De uma vez por todas, tentem me entender)

  • Eu não gosto de coisas líquidas ou cremosas com coisas sólidas dentro, como iogurte com pedaços de frutas. A única exceção é milk shake de Ovomaltine.
  • Suas aventuras sexuais não me interessam. Eu detesto raparigagem e galinhagem. E se você tem essa necessidade de agarrar muita gente, você tem problemas de carência. E se tem que contar pros outros, tem problemas de insegurança.
  • O mesmo vale pra quando você trair sua namorada, noiva ou mulher. Eu não vou achar bonito. Eu prezo pela monogamia.
  • Se você me perguntar o que acho daquela gostosa ali e eu não responder, não quer dizer que sou viado. Eu apenas não vejo por que compartilhar esse tipo de opinião.
  • Eu não acho beber até dizer chega divertido ou engraçado. E sim, eu bebo. Pouco.
  • Drogas? Não, obrigado.
  • Eu não gostei do seu filme de arte europeu supercult? Que pena.
  • Eu não assisti aquele filme nem li aquele livro? Não me olhe torto, me empreste.
  • Apesar de eu fazer Computação, não espere de mim cabelo curto de lado, óculos e uma camisa com uma calculadora e uma lapiseira dentro do bolso.
  • Apesar de eu fazer Computação, isso não quer dizer que eu saiba resolver o problema do seu computador. E nem que eu deva.
  • Eu não sou suporte técnico. Tem gente que só lembra de mim quando o computador dá problema. Então, não espere atenção.
  • Não faça a piada “E aí, Esdras, Beleza?”
  • Não ache que vai ser o primeiro a fazer a piada acima.

2 de outubro de 2006   —   10:27:57

Maluf eleito.
Collor eleito.
(já não estava ruim o bastante sem eles?!)

José Airton, no qual votei pra governador em 2002 e descobri metido no escândalo dos sanguessugas, eleito.

E ainda tenho que aguentar pessoas usando como argumento de voto a velha má política do “rouba mas faz”.

Façam-me o favor.

(Vou parar antes que isso vire um blog político.)