o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
7 de janeiro de 2007

As aventuras de Esdras Beleza na repartição pública

Bem, faz cerca de um mês que comecei meu novo trabalho como bolsista numa repartição pública lá da faculdade.

Beleza. Cheguei lá, ficaram de montar um computador pra mim. Começou aí todo o embuste burocrático. O computador foi montado logo, mas só pode ser liberado dois dias depois, porque precisava da assinatura de Fulano pra ser liberado. Só que o Fulano ou tinha "acabado de sair", ou "tava chegando". E quando eu subia e descia as escadas atrás do Fulano pra liberar o computador, tinha funcionário que se irritava comigo, porque tinha que me ajudar a achar o cara. Porque eu tava querendo trabalhar e atrapalhando a vagabundagem alheia.

Aí aparece meu computador, beleza! Vamos começar a trabalhar. Pra começar a trabalhar, tem que esperar Beltrano aparecer. Mas Beltrano não aparece. E marca de aparecer, de fazer reunião, e nada do Beltrano. Aí lá vou eu atrás do telefone do Beltrano, pra ligar pra ele, pedir pra Beltrano aparecer, senão meu trabalho não sai. Aí ele finalmente aparece, uma vezinha, rabisca umas coisas no papel e me dá. Ok. E fica de aparecer depois.

Então eu peço por uma reunião, e felizmente sou prontamente atendido. Mas tem que passar umas coisas pro Sicrano, mas o Sicrano tá de férias. Dias depois o Beltrano me encontra, me pede um retorno, e fica de voltar no dia seguinte pra ir comigo conversar com o Sicrano. Mas o Beltrano não aparece conforme marcado, e então eu vou sozinho falar com o Sicrano. O Sicrano me atende prontamente, trabalha muito bem, mas me dá informações por e-mail pela metade. Quando vou de novo atrás do Sicrano, cadê o Sicrano? A sala do Sicrano tá vazia.

Enquanto isso, na sala vizinha à minha, tem um povo que passa o dia coçando e ganhando pra isso. Levam os filhos direto, que ficam brincando nos computadores, organizam altos piqueniques, passam o dia conversando. E trabalho que é bom, nada.

Apenas um comentário!

  1. rebeca disse:

    eu li so pra ter raiva foi?
    =**


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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