A entidade Sandijúnior

2 de janeiro de 2007   —   23:57:07

Hoje de manhã, na hora do café, antes de ir pra faculdade, liguei a TV. De início, fui caçar algum clip bacana. Na MTV, passava alguma porcaria de hip hop imitando Seven Nation Army, do White Stripes (tadinhos dos irmãos White). Aí botei na TV União. O que passava não era do melhor gosto, mas era pelo menos engraçado: o clip de Não ter, da dupla Sandy & Júnior, lá do meio da década de 90.

Vocês já viram aquelas pessoas que se referem à dupla como uma única pessoa, até mesmo como gafe? Algo como "A Sandijúnior tá sumida"? Engraçado demais. Legal uma vez, quando alguém disse "Ah, a Sandijúnior tá namorando o carinha da família Lima". O Júnior nunca me enganou.

Sem mais delongas, aí vai o fabuloso clipe:

Algumas coisas não poderiam passar batidas:

  • O batonzão vermelho da Sandy;
  • 17 segundos: a mecha de cabelo solta dá todo um charme.
  • 45 segundos: a camisa xadrez do Júnior é tudo sobre a moda da década de 90.
  • Pouco após 1 minuto e 20 segundos, a troca de cenas dos ursinhos em cada batida da bateria é espetacular! A melhor parte do clipe!
  • A essa altura, os ouvidos mais aguçados já devem ter percebido alguma semelhança entre o instrumental da música e alguma coisa no estilo The Police, tipo Every breath you take;
  • Aos 2 minutos e 15 segundos, a mudança de foco mostra toda a cafonice dos efeitos do clipe. Super profissional e criativo.
  • 2 minutos e 20: Sandy deitada na toalha do piquenique, de botas, fazendo "não" com os dedos. Mais anos 90.
  • Mais ou menos aqui, coloquei no Telecine. Tava começando Star Wars III: A Vingança dos Sith. Coloquei de volta na TV União, senão eu ia querer ver o filme e ia perder minha aula. É meu Star Wars favorito.
  • Alguém reparou que o Júnior é só figurante (e nunca deixou de ser)?
  • 3 minutos e 40: mais mudança de foco. ("Ô Zé, o que a gente faz agora?", "Já sei, muda o foco de novo! Tá quase acabando!")
  • 3 minutos e 50: Júnior fazendo cara-de-quero-mais encostado na árvore.
  • 4 minutos e 20: olha que cachorrinho bacana!

Mas vamos combinar que a música (versão duma música da Laura Pausini) é bonitinha.

New Year’s Day

1 de janeiro de 2007   —   03:11:28

Começo de ano é aquela coisa.

Eu não podia falar de ano novo sem falar dos textos de fim de ano dos blogs da Carol e da Luciana, duas pessoas que estão presentes na minha vida desde 2004 e estarão até o fim dos tempos.

Num momento do réveillon 2005/2006, eu falei pra Carol e ela citou no blog dela: “Vamos deixar o passado em 2005″. Nem eu mais lembrava dessa citação tão enfática, mas que foi bem colocada. 2005 tinha sido complicado. Termino 2006 sem levar grandes porradas, foi quase um ano que tirei pra descansar o espírito.

A Luciana falou de planos no blog dela de maneira espetacular. Engraçado como eu os faço e sempre acontece alguma reviravolta. Já faz uns anos que prometo ao espelho entrar em forma. Já faz uns anos que prometo que vou aprender a tocar violão e guitarra, terminar o ano novo com uma banda e jogar no limbo todas as duplas desde Lennon & McCartney até o Kings of Convenience, passando por Camargo & Camarguim (Haroldo, você ainda lê isso aqui?).

Queria também voltar a desenhar. Era algo que eu fazia com alguma dignidade, desenhando sempre meus super-heróis favoritos, até cerca de 1998. Fiz alguns rabiscos não lembro se no fim de 2005 ou no começo de 2006, mas preciso continuar.

Quero encontrar mais meus amigos. Não estive tão próximo das pessoas quanto gostaria em 2006. Ficam meus pedidos de desculpas.

E preciso manter minha vida universitária na mesma curva que ela vem tendo nos últimos tempos, e o mesmo vale pra minha vida profissional.

O problema é esse. Quando a gente percebe, tem planos demais. Aí pra conciliar tudo é uma trabalheira, e quando você percebe, um monte de planos novos caíram do nada, e tomaram o tempo das coisas antigas.
No mais, feliz ano novo para todos nós. E que possamos ser pessoas otimistas e realizadas. E vou terminar o texto com uma citação do Drummond que roubei na cara dura do blog da Luciana (hehehe):

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”

Amém.