Uh uh uh, la la la, ié ié!

21 de março de 2007   —   09:21:13

Enquanto eu ponho as palavras em ordem, uma musiquinha bacana pra vocês.


Pato Fu – Uh uh uh, la la la, ié ié

(John)

As pessoas têm que acreditar
Em forças invisíveis pra fazer o bem
Tudo que se vê não é suficiente
E a gente sempre invoca o nome de alguém

UH UH UH, LA LA LA, IÉ IÉ! \o/
UH UH UH, LA LA LA, IÉ IÉ! \o/
UH UH UH, LA LA LA, IÉ IÉ, IÉ IÉ! \o/

Acho muito caro o que ele tá pedindo
Pra eu ter muito mais sorte e menos azar
Acho muito pouco o que tenho no bolso
Pra ver o sol nascer não tem que pagar

É certo que o milagre pode até existir
Mas você não vai querer usar
Toda cura para todo mal
Está no Hipoglós, Merthiolate e Sonrisal

Quem tem a paz como meta
Quem quer um pouco de paz
Que tire o reboque que espeta
O carro de quem vem atrás

Shopping

15 de março de 2007   —   13:45:23
Eu gosto de andar em shoppings. Sério. Nos dias mais vazios, é claro, que não tem aquela criançada querendo ser adulta amontoando os shoppings, fazendo barulho, se agarrando tão precocemente. Uma vez, nesses dias de alta frequência infantil do Iguatemi, um grupo de pré-adolescentes começou a cantar parabéns pra alguém. Em segundos, haviam pestinhas espalhados por dois andares cantando parabéns, e brotaram seguranças do shopping como duendes para conter o barulho.

Mas não é esse o tema do texto. Pois bem: desde que entrei na faculdade peguei esse costume de sair da faculdade e ir dar volta em algum shopping, pois das paradas de ônibus da universidade sempre tinha algum ônibus que passasse perto dos principais shoppings de Fortaleza. Mesmo sem grana e sem comprar nada, eu ia dar uma volta nos shoppings. Um deles ficava perto duma parada onde eu fazia escala pra pegar outro ônibus pra voltar pra casa, então não custava nada passar ali.

Mas não estou ficando doido. O grande barato dos shoppings, na provinciana Fortaleza, é cruzar inesperadamente com os amigos, botar o assunto em dia nem que seja por uns poucos minutos. Ou simplesmente andar a esmo, pensando na vida, observando as pessoas, e dar uma folheada nos livros, uma fuçada nos CDs, uma olhada nas roupas. Criar sonhos de consumo que um dia serão esquecidos ou realizados, ou ver o que tá em cartaz no cinema pelo menos pra se atualizar (algumas vezes até encarei, sozinho, uns filmes). Tudo isso com uma segurança um pouco acima da média (infelizmente agora há assaltos frequentes em estacionamentos de shoppings) e ar condicionado.

Lembro do shopping Avenida, hoje um shopping fantasma, quase sem lojas, que num tempo pôs adesivos no chão com "100m", "200m", pra tentar atrair pra dentro do shopping pessoas que quisessem fazer cooper (pode?). Quem disse que não há vida saudável no corre-corre da cidade grande? Em Ribeirão Preto, lembro de ter visto uma academia enorme dentro dum shopping, que tinha até o já citado ar condicionado (sempre ele). E a tendência agora é começarem a construir aqueles edifícios com andares de lojas e andares de residência. Algumas pessoas até brincam dizendo que dá pra nascer e morrer dentro deles.

Andar no shopping sem um objetivo específico deve ser mais uns dos costumes malucos que a gente desenvolve morando na cidade.