Isso que é ar-condicionado central…

25 de maio de 2007   —   14:17:08
Moro em Fortaleza e considero essa cidade um inferno de tão quente. Se eu pudesse puxava o carro pro Sul, onde faz frio (e onde as cidades são bonitas, onde as casas são bonitas, onde as pessoas são bonitas, e por aí vai).

Dia desses tava no telefone acertando umas coisas via telemarketing com uma empresa de São Paulo e atendente me perguntou se aqui tava fazendo sol, porque lá tava frio e ela vinha pra cá. Deus, tem gente que não sabe o que é bom.

Pra piorar, hoje recebi certas notícias que eu preferia nunca ficar sabendo. Uma imagem vale mais que mil palavras:

(Nesse exato momento, Tony Martelo e Joe Faca Fina estão preparando o sapatinho de cimento pra Samantha, que me passou essa notícia e vai praticar mergulho de cima da ponte Hercílio Luz, em Floripa.)

Música prum dia de chuva

20 de maio de 2007   —   22:57:06

Tô há semanas tentando fazer uma lista mental de músicas pra dias tranquilos, daqueles que o tempo passa devagar e a chuva bate na janela (que descrição fresca).

Tá na mão de vocês. Façam as sugestões nos comentários.

O fim dos Los Hermanos

11 de maio de 2007   —   11:01:19
O título é só pra chamar atenção. E pra trazer gente pra cá que tenha procurado "fim dos Los Hermanos" no Google.

Los Hermanos
– Marcelo, cuidado que o show vai tá cheio de Chorão!
– HAHAHAHA!
Meu breve comentário sobre a banda é que gosto muito do trabalho deles. Porém eles sofrem do mesmo mal da Legião Urbana: uma ótima banda com ótimas músicas, mas com uma legião puxa-saco de fãs malas sem alça com chumbo dentro. Se o Marcelo Camelo cospe no chão, é capaz de algum fã ir lamber o cuspe. E se o Amarante sai do banheiro, vão dizer que o que tava no vaso sanitário não é cocô, é poesia.

Já faz uns dias deste que li no Eu Podia Tá Matando sobre o fim dos Los Hermanos.  Não, eles não acabaram. Só tiraram férias por tempo indeterminado. Só que um bando de adolescentes dramáticos estão infestando os comentários de reportagens na internet sobre o assunto e comunidades do orkut falando coisas como "não acabem! façam só mais um show na minha cidade!!", como se os barbudos tivessem lendo todas as reportagens sobre eles.

Meu amigo Cassiano (que também escreve no blog acima citado), disse uma vez que banda era igual namoro, tem todo um esquema de química entre os integrantes. Mas no caso de bandas, nem sempre dar um tempo significa acabar (ou você acredita nisso em namoros?) e a "poligamia" não só é comum como rende bons frutos. Normal um integrante duma banda participar de várias outras bandas, que tenham propostas diferentes (como o barbudo Amarante faz parte da Orquestra Imperial).

Mais perfeitamente normal ainda é bandas tirarem férias. Os Kings of Convenience, por exemplo, passaram um tempo trabalhando em projetos separados: um foi fazer trabalhos solo ou com outra banda, e outro foi se dedicar aos estudos. O Barão Vermelho tirou férias em 2001, após o Rock In Rio. Disseram que ia ser por 2 anos, levou quase 4, mas voltaram. Normal. O importante é trabalhar por causa da química.

Mas legal mesmo é ver que os barbudões tão aproveitando esse barulho todo do melhor jeito possível, segundo uma notícia do Cifra Club: os Los Hermanos vão fazer os últimos shows antes das férias, um deles a R$ 80,00 a entrada, R$ 40,00 a meia.

Vão tirar férias em grande estilo, com a barba cheia de grana.

“Pavê ou pacomê” reloaded

7 de maio de 2007   —   23:20:57

Eu tava num restaurante perto daqui de casa e pedi um pavê pra sobremesa. Eis que chega o garçom com um óculos na mão, estende pra mim e diz:

– Aqui, senhor, pavê!

Quase me acabo de rir. Genial. Ou pelo menos imprevisível.

No fundo do poço.

3 de maio de 2007   —   15:42:42

Lembram do meu último texto sobre quadrinhos, dias atrás? Começou ali. Acabei achando, em comunidades do orkut, links para revistas digitalizadas e traduzidas. E em algumas madrugadas fui dormir mais tarde, tentando matar a sede insaciável de voltar a ler quadrinhos.

Depois veio Lost. Até minha psicóloga riu quando falei que nunca tinha visto Lost antes. Comecei a ver. No começo parecia inofensivo, nem parecia ser aquilo tudo que as pessoas diziam… Quando menos percebi, já estava viciado, procurando respostas, pensando em explicações pros mistérios da tal da ilha.

Achei no Submarino um joystick pro computador em promoção, com frete grátis e parcelado em várias vezes. Mesmo liso, comprei. Agora passo algum tempo no computador jogando as coisas que para eu jogar antigamente tinha que poitar o Mega Drive ou o Super Nintendo do vizinho ou pagando o caro aluguel da locadora, e sem aquele desconforto nojento de jogar com o teclado.

Mas eu ainda podia ir mais fundo, aí vem os amicíssimos Mônica e Pedro e ensinam pra mim como jogar pôquer. E eu gostei. Até então, eu nunca havia entendido porque toda vez que um grupo de amigos meus marcava de sair ficavam uns ilhados (hã… ilha? Lost?) numa mesa jogando pôquer.

Está difícil estudar e trabalhar. É o fundo do poço. E é muito confortável aqui embaixo…