Bond. James Bond.

30 de julho de 2007   —   10:54:19
Aproveitei as férias pra começar a atender uma vontade antiga: ver todos os filmes de James Bond. Vai ser difícil: até agora são 21 filmes, dos quais já consegui ver 5, e daqui a uma semana as aulas recomeçam (sim: minhas férias da faculdade começaram há uma semana e daqui a uma semana elas acabam).


– My name is Bond. James Bond.
Ver os 21 filmes do James Bond feitos de 1962 até hoje, além de divertido, é no mínimo curioso. A primeira coisa que impressiona é a quantidade de mulheres que o Bond pega por filme, algo que diminuiu nos últimos filmes da série, já que estamos em tempos de AIDS – que só foi surgir cerca de 20 anos após o primeiro filme do agente.

Também há uma tremenda fumaceira nos filmes: James Bond fuma feito um caipora. De lá pra cá, fumar tem se tornado mais um incômodo que um charme (e eu concordo com a lição do tempo). Tanto é que a primeira aparição de Bond, em 007 Contra o Satânico Dr. No (repare no título sensacionalista que o filme ganhou no Brasil), já é com Bond fumando um cigarro.


A mochila voadora do início de 007 contra o foguete da morte,
que James Bond tira sabe-se lá daonde, realmente existe

E a Guerra Fria? Há, em vários filmes, inimigos armando intrigas para colocar Estados Unidos e União Soviética em Guerra. Além da espionagem em si, são abordados assuntos como a corrida espacial. Pra quem não existia na época, como eu, é no mínimo curioso.

Também há outros padrões de beleza, padrões de moda, de tecnologia; ver os 21 filmes, de 1962 até hoje, é como caminhar através de tudo isso. Uma boa viagem no tempo pra quem, como eu, não nasceu nessa época em que nem se sonhava com celulares com filmadoras…

EU TÔ DE FÉRIAS, CAR@#$%!

24 de julho de 2007   —   11:01:25
Não, você não ficou doido. É 24 de julho e estou de férias há menos de 24 horas. E vou fazer um texto todo enfeitadinho de figuras nonsense e piadinhas infames, no melhor estilo dos textos do Silveira no Eu podia tá matando, que dá ibope.

Mas continuando, doido fiquei eu. Enquanto a maioria dos meus amigos está de férias há 2 semanas ou mais, alguns professores foram muito, muito além dos prazos estabelecidos pela faculdade. Esse semestre foi marcado por uma tremenda desordem na faculdade.


Homem-Aranha em 1968, na ótima fase
em que foi desenhado por John Romita Sr.

Estudei mais nesse semestre que em vários outros somados. Deixei os amigos e hobbies de lado, tudo isso na esperança de um dia conseguir um canudo de papel nojento e ficar rico. Provas e trabalhos da faculdade, provas de certificações, trabalho… Tirando a parte de deixar tudo que gosto de lado, acho que valeu a pena e tudo deu certo.


– Valeu a pena! Ê, ê!

E, enfim, chegaram as férias. É estranha a sensação que sinto de ontem pra hoje: sem nada pra estudar e sem nenhum trabalho da faculdade, eu tenho a nítida impressão de que tô negligenciando alguma coisa. Coisa de workaholic maluco.

Mas eu vou curar tudo isso com um tratamento intensivo de vagabundagem que durará até o dia 5 de agosto. Maravilha: 2 semanas de férias. Mas procurarei aproveitá-las com intensidade. Vou vagabundar até dar uma dor.

Religarei meus video games e vou jogar até dar um jeito no pulso.

Ô bicho fêi
Será que tem alguma promoção por aí
dando 150 Nintendo Wii?

Se os video games deixarem sobrar algum pulso, eu vou estragá-lo na guitarra.


Espero ter mais paciência com a guitarra
que esse cara aí.

Antes que me julguem um ignorante, eu não esqueci dos livros que tenho que ler (e devolver pra quem me emprestou, né?).


British Library, em Londres. Um dia…
E matar as xaudaxiXxXx duXx meus MiGuXoXxXx!!


"Amizade é a melhor coisa do mundo", já dizia o filósofo Tiririca.
E fotos de criança dão ibope. Mas eu prefiro a da Cicarelli…
Pra não me servir de consolo, o semestre que vem vai ser muito, muito mais corrido. Preciso correr pra minha temporada de vagabundagem, já que em no começo de 2008 provavelmente estarei num hospício e lá não deve ser muito divertido.

Um dia, quem sabe…

5 de julho de 2007   —   02:17:27

Minha vida tem sido correria e só correria. Provas. Trabalhos. Trabalho. Correndo, correndo sempre, contabilizando as horas, dormindo mal. Corro, sobretudo, atrás de sonhos, penso em estar dum jeito melhor e num canto melhor daqui a uns anos, e isso me sustenta de alguma maneira, me faz abrir os olhos por mais alguns segundos enquanto meu corpo quer dormir.

Às vezes bate uma sensação chata, talvez a realidade dando pauladas na minha nuca. Tudo bate numa coisa chamada dinheiro, e no fundo eu estou lutando por ele sempre. 24 horas por dia. 7 dias na semana. Sonhar é romântico, mas todo sonho e toda realização têm, na sua essência, uma certa ligação a dinheiro. E quanto mais brigo pra tentar encher os bolsos nem que seja a médio prazo, mais pobre de espírito me sinto. A vida tem mostrado, dum jeito chato, que o que move o mundo é dinheiro…

Não, não virei comunista. Apenas sinto falta de quando eu pedia dez reais pros meus pais, encontrava meus amigos e voltava feliz pra casa. A vida adulta é um saco, mas não posso passar a vida toda pedindo dez reais e essa é a realidade. Menos abraços, mais suor.

Por vezes ao dia sinto falta dum abrigo, de um lugar onde eu possa descansar sem ser descoberto. Sem cobranças, sem ordens, sem obrigações, sem barulho. Queria apenas lembrar que estou vivo e conseguir relaxar a mente e sentir o espírito. Quando a gente pensa que vai ter descanso, a vida vem e dá uma rasteira na gente, e já é hora de lutar de novo, com mais força… Isso cansa.

Queria dar menos o cano nos amigos, mas sempre tem um empecilho, uma obrigação, e tenho que correr pra me formar, ter um emprego legal, ter um currículo bom, poder dar alguma coisa pra quem já me deu tanto, recuperar o tempo perdido, me limpar de qualquer conformismo que venha a surgir do chão querendo se prender aos meus pés.

O tempo tem me deixado amargo, workaholic, sem assunto, afastado das coisas que acalentam o coração. Tornei-me um alienado, cheio de conversas sérias, usando muito a cabeça e pouco o espírito. O relógio corre depressa e penso se estou aproveitando bem: coisas que fiz ontem já têm semanas, textos tão recentes têm dois anos.

Só espero sentar um dia, a médio prazo, olhar pra trás e poder falar que tudo valeu a pena.