
Também há uma tremenda fumaceira nos filmes: James Bond fuma feito um caipora. De lá pra cá, fumar tem se tornado mais um incômodo que um charme (e eu concordo com a lição do tempo). Tanto é que a primeira aparição de Bond, em 007 Contra o Satânico Dr. No (repare no título sensacionalista que o filme ganhou no Brasil), já é com Bond fumando um cigarro.
E a Guerra Fria? Há, em vários filmes, inimigos armando intrigas para colocar Estados Unidos e União Soviética em Guerra. Além da espionagem em si, são abordados assuntos como a corrida espacial. Pra quem não existia na época, como eu, é no mínimo curioso.
Também há outros padrões de beleza, padrões de moda, de tecnologia; ver os 21 filmes, de 1962 até hoje, é como caminhar através de tudo isso. Uma boa viagem no tempo pra quem, como eu, não nasceu nessa época em que nem se sonhava com celulares com filmadoras…
Mas continuando, doido fiquei eu. Enquanto a maioria dos meus amigos está de férias há 2 semanas ou mais, alguns professores foram muito, muito além dos prazos estabelecidos pela faculdade. Esse semestre foi marcado por uma tremenda desordem na faculdade.


Mas eu vou curar tudo isso com um tratamento intensivo de vagabundagem que durará até o dia 5 de agosto. Maravilha: 2 semanas de férias. Mas procurarei aproveitá-las com intensidade. Vou vagabundar até dar uma dor.
Religarei meus video games e vou jogar até dar um jeito no pulso.


Antes que me julguem um ignorante, eu não esqueci dos livros que tenho que ler (e devolver pra quem me emprestou, né?).


Às vezes bate uma sensação chata, talvez a realidade dando pauladas na minha nuca. Tudo bate numa coisa chamada dinheiro, e no fundo eu estou lutando por ele sempre. 24 horas por dia. 7 dias na semana. Sonhar é romântico, mas todo sonho e toda realização têm, na sua essência, uma certa ligação a dinheiro. E quanto mais brigo pra tentar encher os bolsos nem que seja a médio prazo, mais pobre de espírito me sinto. A vida tem mostrado, dum jeito chato, que o que move o mundo é dinheiro…
Não, não virei comunista. Apenas sinto falta de quando eu pedia dez reais pros meus pais, encontrava meus amigos e voltava feliz pra casa. A vida adulta é um saco, mas não posso passar a vida toda pedindo dez reais e essa é a realidade. Menos abraços, mais suor.
Por vezes ao dia sinto falta dum abrigo, de um lugar onde eu possa descansar sem ser descoberto. Sem cobranças, sem ordens, sem obrigações, sem barulho. Queria apenas lembrar que estou vivo e conseguir relaxar a mente e sentir o espírito. Quando a gente pensa que vai ter descanso, a vida vem e dá uma rasteira na gente, e já é hora de lutar de novo, com mais força… Isso cansa.
Queria dar menos o cano nos amigos, mas sempre tem um empecilho, uma obrigação, e tenho que correr pra me formar, ter um emprego legal, ter um currículo bom, poder dar alguma coisa pra quem já me deu tanto, recuperar o tempo perdido, me limpar de qualquer conformismo que venha a surgir do chão querendo se prender aos meus pés.
O tempo tem me deixado amargo, workaholic, sem assunto, afastado das coisas que acalentam o coração. Tornei-me um alienado, cheio de conversas sérias, usando muito a cabeça e pouco o espírito. O relógio corre depressa e penso se estou aproveitando bem: coisas que fiz ontem já têm semanas, textos tão recentes têm dois anos.
Só espero sentar um dia, a médio prazo, olhar pra trás e poder falar que tudo valeu a pena.
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