o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
30 de julho de 2007

Bond. James Bond.

Aproveitei as férias pra começar a atender uma vontade antiga: ver todos os filmes de James Bond. Vai ser difícil: até agora são 21 filmes, dos quais já consegui ver 5, e daqui a uma semana as aulas recomeçam (sim: minhas férias da faculdade começaram há uma semana e daqui a uma semana elas acabam).


– My name is Bond. James Bond.
Ver os 21 filmes do James Bond feitos de 1962 até hoje, além de divertido, é no mínimo curioso. A primeira coisa que impressiona é a quantidade de mulheres que o Bond pega por filme, algo que diminuiu nos últimos filmes da série, já que estamos em tempos de AIDS – que só foi surgir cerca de 20 anos após o primeiro filme do agente.

Também há uma tremenda fumaceira nos filmes: James Bond fuma feito um caipora. De lá pra cá, fumar tem se tornado mais um incômodo que um charme (e eu concordo com a lição do tempo). Tanto é que a primeira aparição de Bond, em 007 Contra o Satânico Dr. No (repare no título sensacionalista que o filme ganhou no Brasil), já é com Bond fumando um cigarro.


A mochila voadora do início de 007 contra o foguete da morte,
que James Bond tira sabe-se lá daonde, realmente existe

E a Guerra Fria? Há, em vários filmes, inimigos armando intrigas para colocar Estados Unidos e União Soviética em Guerra. Além da espionagem em si, são abordados assuntos como a corrida espacial. Pra quem não existia na época, como eu, é no mínimo curioso.

Também há outros padrões de beleza, padrões de moda, de tecnologia; ver os 21 filmes, de 1962 até hoje, é como caminhar através de tudo isso. Uma boa viagem no tempo pra quem, como eu, não nasceu nessa época em que nem se sonhava com celulares com filmadoras…

Apenas um comentário!

  1. Helio Mello Vianna disse:

    Parabéns, Esdras.
    Belo texto, bela obseração.
    Hoje estou terminando de formatar minha monografia para entregar na faculdade (estudo Produção Cultural no Rio de Janeiro). O título é “James Bond e os conflitos internacionais”. Juntei a produção cultural com outra faculdade que fiz antes, Relações Internacionais. Há um capítulo em mu trabalho abordando as adaptações culturais que você cita em seu texto, como o fumo, a promiscuidade e os padrões estéticos.
    Da mesma forma que você, há 3 anos resolvi alugar todos os filmes de 007 e assiti na sequência. Hoje somam 21 filmes, pela contagem oficial, mas existem 2 a mais, que não levam a marca registrada “007″ por não terem sido produzidos pelo detentor dos direitos (Albert Broccoli, falecido e pai da atual produtora, Barbara Broccoli). Estes filmes são o “Cassino Royale” de 1965, uma comédia tendo Orson Welles e Woody Allen como vilões e David Niven como James Bond (e de bigode ainda por cima), e o “Nunca mais outra vez” da década de 80, um remake de “007 contra a chantagem atômica” tendo de volta o Sean Connery (atuando de peruca) e Kim Basinger como a Bond Girl.
    Acabei escolhendo esse tema mesmo a principio como a desculpa que faltava para eu meter a mão no bolso e comprar os boxes que foram lançados. São os extras mais espetaculares que já vi!!! Minha apresentação será no fim deste mês e já decidi como encerrá-la: com a abertura de Goldeneye, que prova o cunho político da série (as mulheres destruindo símbolos da ex-URSS.
    Grande abraço.


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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