Eu odeio o North Shopping

24 de dezembro de 2007   —   00:56:28
Uma amiga minha definiu o North Shopping, certa vez, como “o maior puxadinho de Fortaleza”. A verdade é que desde que o shopping foi construído ele já passou por tantas reformas, feitas de maneira caótica, que elas acabaram por tornar impossível transitar no shopping (exceto, talvez, se você andar por ele todo dia). Quase não consegui sair de lá na sexta, o shopping parece uma grande armadilha.

Fui pesquisar meu próprio presente de Natal por lá. Entrei na frente do shopping, peguei uma das entradas do estacionamento e acabei indo parar no E4, um estacionamento no alto do shopping alcançado após subir 9 ladeiras de carro. Após a pesquisa, começa a jornada para voltar ao automóvel.

Quando me dirijo a um dos caixas para pagar o tíquete do estacionamento, no valor de R$ 3, descubro que só tinha R$ 2 na carteira. Se você nunca passou por isso, ainda vai passar. Fui sacar dinheiro no caixa do Banco do Brasil, que tinha uma fila enorme, e a todo momento chegavam idosos ou mulheres com crianças de colo e passavam na frente. Mas enfim, saquei alguns trocados e fui pagar meu tíquete.

O elevador só ia até o E3. Achei estranho, mas acreditei que chegando no E3 teria algum acesso pro E4. Pago o tíquete, olho pros lados e reparo que não há escada, ladeira, elevador, nada. Pergunto pra moça dos tíquetes como chego no E4. Ela responde dizendo que tenho que voltar pelo elevador que vim, ir para o segundo piso e pegar o elevador ao lado da Riachuelo. Absurdo: o shopping tem partes que não se ligam, a não ser por andares inferiores.

Tento pegar o elevador para o segundo piso. Aperto o botão e… nada. A porta não fecha, e assim o elevador não desce. Tive que trocar de elevador. Chego ao segundo piso, corro para o elevador ao lado da Riachuelo. Sinto um alívio quando vejo o botão E4. Aperto o botão e… o botão não acende. Torno a apertar, cada vez mais irritado. O elevador sobe pro E5. Continuo apertando o E4… mesmo sem o botão acender, o elevador para no E4.

Fiquei esperando aparecer o Sérgio Mallandro dizendo “Rá! Pegadinha do Mallandro!”, mas não aconteceu, não era pegadinha. Entrei no carro aliviadíssimo, desço novamente 9 ladeiras e vejo a luz do sol vindo de fora do estacionamento. Nunca fiquei tão emocionado em ver a avenida Bezerra de Menezes.

Coisas que gostaríamos de não passar nesse fim de ano

8 de dezembro de 2007   —   11:50:18


CD chatíssimo da Simone

A Simone garantiu dinheiro pro resto da vida, imagina
quantos CDs chatos como esse são vendidos todo ano


 

Fim de ano é época de festas, não? Mas isso também implica numa porrada de coisas chatas. Sem falar que o pobre do aniversariante é pouco lembrado, talvez nem tenha nascido em dezembro e há toda uma coação para que todos sejam obrigados a ficar festivos no fim do ano.

Numa dessas noites, antes de dormir, comecei a elaborar a lista mental de chatices de fim de ano:

  • Simone;
  • Ivan Lins;
  • Confraternizações com pessoas que não lhe deram a mínima o resto do ano e vão continuar assim ano que vem;
  • Papais Noéis bizarros perambulando em estabelecimentos comerciais que queriam economizar no bom velhinho;
  • Shoppings lotados;
  • Desmontar a árvore de Natal depois das festas;
  • Reveillon vendo o Show da Virada na Globo (pra quem terminou o ano velho liso e vai começar o ano novo loser);
  • Fazer aniversário perto do Natal e só ganhar um presente;
  • Fazer aniversário 24 de dezembro e não ter ninguém na sua festa;
  • Perceber que não cumprimos as promessas pro ano novo que fizemos ano passado;
  • Fazer mais promessas que não vamos cumprir ano que vem, afinal ninguém é de ferro e ano novo é a esperança que se renova… 🙂