Preciso de dias de 48h.

22 de agosto de 2008   —   00:18:21
Toda noite é a mesma coisa: eu vou dormir tarde porque acho que há muita coisa interessante pra ser feita, e que dormir toma muito tempo. Então eu procrastino ao máximo o sono.

Mais: tenho a impressão de que há muito o que se fazer e muito pouco tempo.

Há muito pra ler,
muito pra assistir,
muito pra escrever,
muito pra ouvir,
muito pra conversar,
muito pra conhecer…

E pensar que na adolescência eu reclamava tanto de tédio.

Se cuida, Robinho

7 de agosto de 2008   —   01:50:16
Não achei título melhor pro texto que esse trocadilho infame.

Já faz alguns meses desde que comecei a pedalar. Não sei até hoje de onde veio essa vontade, talvez pelo fato de ser algo que não fiz durante a infância e que precisei retomar na idade adulta, aos 23 anos. Nunca é tarde pra se descobrir um novo gosto, principalmente quando ele é saudável.


Meu capacete!

Sendo conciso: pedalar é uma paixão que descobri aos 23 anos, é algo que me dá um tremendo gosto e que já vi que vou levar pro resto da vida.

Prometi a mim mesmo que me juntaria a um desses grupos de passeio noturno de ciclistas durante as férias. Há algumas semanas, descobri no orkut um grupo de ciclistas que sai toda segunda e quarta às 20h da frente da lanchonete Subway da Av. Washington Soares. Cumpri minha promessa, e hoje as segundas e quartas saio correndo do trabalho pra arrumar as coisas pra pedalar.

No início fiquei meio ansioso: nunca havia pedalado na rua, tinha medo dos carros, temia não ter ritmo. Mas se não há razão de existir dos medos senão ser encarados, meti as fuças. Estranhei quando me vi desviando tão fácil dos carros, passando entre eles. E dia após dia a naturalidade aumenta, assim como meu gosto pelo ciclismo.

O grupo, que anda em ritmo moderado justamente para acostumar os iniciantes, é bastante receptivo. Aliás, de todos os círculos sociais de que me considero parte, posso dizer que os ciclistas são o grupo mais receptivo: sempre pacientes com os iniciantes e sempre com uma palavra de incentivo.

Pedalar em grupo pela cidade à noite é fantástico. Ver de perto lugares que de dia passam despercebidos, conhecer lugares novos por onde eu nunca havia passado de carro ou simplesmente sentir o vento nas descidas é algo que devia fazer os portadores de bicicletas ergométricas se arrependerem de não terem optado por uma bicicleta com rodas.

O resultado imediato é que, além da diversão do momento, já me sinto mais disposto, minha diabetes tem estado mais controlada e o mais milagroso: arrumei uma razão pra gostar das segundas…