o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
24 de outubro de 2008

Eu não gosto de futebol

Na verdade, odeio futebol. Não coloquei “odeio” no título pra não soar grosseiro logo de início, ou pra não parecer nome de comunidade do orkut. Inclusive não é de hoje essa minha despredileção pelo esporte favorito das terras canarinhas.

Já tentei gostar de futebol quando era criança, torcia por um time e tal, mas o gosto logo passou quando meu time perdeu o Campeonato Brasileiro. É, pulei fora do barco na primeira derrota do time. Definitivamente, eu não tinha determinação pra coisa.

Na escola, eu não suportava os dias posteriores aos dias de jogos de futebol na TV, quando, nos minutos antes das aulas começarem, enquanto os alunos se acumulavam na sala, algum colega já passava pela porta gritando com outro, porque o time do outro havia perdido. Tudo isso acompanhado de gritos trogloditas e selvagens do tipo “Chuuuuupa, tricolor” ou “Toooooma, vozão”.

E toda a comoção durante campeonatos, os comentários em todos os lugares, toda a pressão por você estar na torcida, estar acompanhando os jogos, a pergunta “por qual time você torce?”, os gritos em restaurantes quando tudo que eu queria era comer sossegado acabaram transformando meu não-gostar de futebol por um tremendo abuso.

Já joguei vôlei em 1992, fiz natação durante uns cinco anos, joguei basquete em 1999 e hoje banco o ciclista, mas se tem algo por que não consigo ter apreço é futebol. Minha única aproximação do futebol foi um campeonato durante a primeira série do primeiro grau (como chamam primeiro grau hoje?) onde o único esporte disponível era futebol, no qual certamente contribuí para a derrota de meu time.

Me perdoem, amigos, mas não gosto de futebol, não gosto de racha e vou recusar o convite pra ver o jogo do Brasil no telão de alguma churrascaria.

Pronto, falei.

6 comentários

  1. Débora disse:

    O que me faz antipatizar com futebol é o fanatismo mesmo que ele causa, parece dar permissão pras pessoas esquecerem sua civilidade em casa em época de jogo.

    E é muito chato ver que nos supostos programas de esporte só dá futebol, os outros esportes tendem a ser ignorados… Chove placar de campeonato em todo buraco, mas ninguém fala de como estão os outros até chegar em alguma Olímpiada e aparecerem aquelas matérias à la Gugu, do nadador/karateca/atletista que não tem condições dignas pra treinar bem, que mendigou patrocínio e por aí vai… Enquanto isso, o futebol, pela exposição que tem, coloca em jogo milhões de reais, com uns pernas-de-pau exorbitantemente bem pagos sabe-se lá pra quê XP


  2. Alfredo disse:

    Concordo! :P
    Pra mim ainda restam lembranças do período anterior à 5ª série em que eu era isolado do resto da turma por não jogar futebol. No recreio todos iam pra quadra… irritante =/…

    Abraços,


  3. andersonvom disse:

    Rapaz, eu li seu post e me lembrei exatamente de como me sentia em 1993 +/- quando o pessoal do colégio me coagiu a escolher um time para torcer. hehehe
    Até cheguei a escolher um e dei sorte, logo em seguida ele ganhou a Libertadores, mas… sabe aquela coisa que não rola? Pois é.
    Futebol, para mim, só mesmo quando é a seleção brasileira e é mais pela algazarra que pelo esporte em si. Poderia ser qualquer outro.

    Concordo com a Débora que o fanatismo me faz ter mais asco também. Não consigo compreender isso tudo. Sério mesmo.


  4. leandro disse:

    Me inclua no time. Futebol pra quê mesmo?


  5. manero disse:

    viadagem. futebol é o REI dos esportes.


  6. Gabriel disse:

    monarquias são tão estupidas..


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Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 24 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
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