Em versos

25 de novembro de 2009   —   21:09:05
porto_das_dunas

I don’t wanna be like other people are
Don’t wanna own a key, don’t wanna wash my car
Don’t wanna have to work like other people do
I want it to be free, I want it to be true

 
– New Order, Turn my way

Sobre nós, para você

8 de novembro de 2009   —   02:45:03
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

 

— Mário Quintana, Canção do amor imprevisto

 

Ela já sabe como se comportar durante os filmes, já sabe que tem o lugar dela devidamente reservado nos meus braços. E a gente já se ajeita quase que instintivamente na frente da tela, seja no cinema, seja na sala. O melhor abraço da história da humanidade, a mão na minha mão, a pressão leve dos dedos e a cabeça encostando devagar no meu ombro me lembram o quanto sou feliz; me assusta pensar como eu poderia hoje não ter isso e nem perceber, assim como me faz agradecer aos céus logo em seguida.

Depois do dia mais puxado de trabalho ou duma prova difícil é difícil continuar pra baixo depois duma boa conversa. Aliás, foi com ela que aprendi o valor duma boa conversa num relacionamento. E é com ela, que dizem por aí ser tão mais nova que eu, que eu relembro as coisas boas que nossos poucos anos de diferença me fizeram esquecer ou deixar de acreditar por alguma razão estúpida. E eu só espero conseguir ensinar algo bom de volta.

Conhecer ela foi refazer conceitos e desfazer preconceitos, foi me conhecer melhor. Estar com ela é aprender a crescer juntos. Se há momentos chatos – sim, eles também existem –, temos lá nossas horas boas para compensá-los e seguir em frente. Ganhar um beijo dela faz eu me sentir o cara mais sortudo do mundo. Receber uma mensagem descompromissada no celular causa um sorriso imediato. Ouvir o “eu te amo” dela me faz sentir recompensado por ter acreditado no amor mesmo nos dias mais difíceis.

Pois esperei o amor como o discípulo mais fiel espera pacientemente seu messias, sem saber o dia certo em que ele chegaria. E os dias difíceis e escuros até ela chegar valeram a pena, porque há meros 8 meses ela me disse o “sim” que deu olhos à minha fé, outrora cega, e que me fez unir o melhor de dois mundos ao cultivar o mais sublime dos sentimentos: o amor que a razão consegue justificar.