Minha cafeteira nova

16 de outubro de 2016   —   22:07:35

Há uns dias decidi comprar uma cafeteira nova. O processo de fazer café na minha casa ainda é bastante primitivo, mas após algumas semanas na casa da minha namorada, que é equipada com uma cafeteira elétrica que trabalha pelos humanos, decidi adquirir uma também.

Lembrei dum antigo modelo que havia no meu trabalho anterior e procurei por ele em várias lojas, sem sucesso. Aparentemente as máquinas de café atual estão voltadas para pessoas que moram só e dormem decentemente — 15 xícaras pequenas? Faça-me o favor! — e também vêm perdendo espaço para os cafés de cápsula.

Bem, achei o modelo que eu queria numas Lojas Americanas. Após alguns minutos sofrendo com a péssima trilha sonora sempre presente na citada rede de lojas, vou saindo segurando a caixa enquanto uma senhora que veio para o caixa que eu havia acabado de abandonar começa a me interrogar:

— Essa cafeteira é de alumínio?
— Não sei, um minuto. — e saio fuçando a caixa. — Opa, tá aqui, é inox.
Me perguntou o preço, a marca, viu a caixa. E no fim, completou:
— Parabéns, é uma ótima cafeteira!

Minha nova cafeteira

Minha nova cafeteira, numa foto mequetrefe feita às pressas no celular

Eu, que venho recentemente encarando mais e mais obstáculos da tediosa vida adulta, me senti vencedor. Saí da loja munido de uma cafeteira com garantia de alguém com décadas de experiência em adultices.

Luke Cage

12 de outubro de 2016   —   15:07:30

É feriado, tive que trabalhar mas vamos (finalmente) falar sobre Luke Cage, a série da Marvel no Netflix:

Nos anos que li os quadrinhos da Marvel, mal vi o Luke Cage. Depois que parei soube que a Marvel o trouxe de volta aos quadrinhos e agora apareceu essa série. Como sou pouco familiar com o personagem, isso me permitiu ver a série sem os olhos de fã.

(Sabe fã do Harry Potter que sai puto do filme porque mataram a história do livro? Sou eu com as adaptações de personagens da Marvel. Nunca consegui gostar de nenhum filme do Homem-Aranha.)

[Tentei evitar spoilers daqui pra frente, mas não garanto nada]

Durante os primeiros episódios, achei que seria difícil chegar no fim da temporada. Frases de efeito para encaixar ensinamentos, inclusive com direito a gente morrendo deixando uma lição. Clichês. Na metade da temporada, deu uma melhorada no ritmo e ficou bem melhor, consegui chegar ao fim sem achar perda de tempo. Não é imperdível, mas é uma boa série.

Pontos positivos:

  • A trilha sonora. Não sei detalhes, só sei que é bom. Quem conhece mais música que eu já elogiou as bandas e cantores que aparecem tocando nas cenas da boate.
  • Aborda questões infelizmente ainda relevantes em 2016. Fala da violência policial racista. Tem protagonista negro, cultura negra e mulher dando porrada, fazendo sexo e dizendo “se eu fosse homem, você não me julgaria”.
  • Assim como Jessica Jones, se tirar a parte de super-herói vira uma boa série policial. É Marvel. Até quando é ruim é bom. A Marvel sempre trabalhou bem o lado psicológico dos personagens lascados, e é sempre divertido procurar a referência escondida ao Stan Lee.

Pontos negativos:

  • Assim como Jessica Jones, tem deus ex machina (ou “Efeito Kilgrave”, você vai entender se viu Jessica Jones). E se os vilões atirassem em vez de falar demais, a série teria uns 3 episódios a menos.
  • Clichês e frases de efeito, especialmente nos primeiros episódios. É como ter o Tio Ben várias vezes por episódio.