o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
21 de fevereiro de 2010

The Office

Séries são como a Hidra, o monstro mitológico: pra cada série que você acaba de assistir até a última temporada, surgem duas no lugar. E nesses dias eu descobri mais uma: The Office. Minha namorada já me sugeria a série há um tempão, mas só no Carnaval parei pra assistir, emprestada pelo Silveira. Em poucos dias vimos da primeira temporada até o começo da terceira (a série já está na sexta temporada).

Originalmente uma série britânica, The Office foi levada aos Estados Unidos e fala do dia-a-dia num escritório duma filial duma distribuidora de papel. A série aborda as tarefas cotidianas dum escritório: trabalhar para um chefe que sabe menos que os funcionários, mas que se considera uma grande liderança; ter um colega de trabalho difícil de lidar; romances no ambiente de trabalho; preconceito racial; puxação de saco e de tapete. Tudo isso é abordado em forma de comédia, mas de maneira inteligente e sem forçar a barra com risadas ao fundo, comuns em séries de comédia (odeio as malditas risadas ao fundo).

Além do mais, quem já trabalhou num escritório de qualquer coisa ou já estudou algo de Administração sabe o quão real a série é. Mais do que uma comédia, a série satiriza os ambientes de trabalho, unindo todas as características e problemas comuns no mesmo escritório.

Michael Scott é o chefe do escritório, interpretado por Steve Carell, que já atuou em filmes como Pequena Miss Sunshine, O Virgem de 40 Anos e Agente 86. O personagem se julga um grande chefe e um grande líder, e em algumas horas, principalmente na primeira temporada, dá vontade de bater nele. Provavelmente ele é o personagem de série com quem mais desenvolvi antipatia. E essa é a função dele como personagem: despertar antipatia, desconforto e vergonha alheia.

Outro personagem memorável é Dwight Schrute, um completo imbecil, daqueles que você olha e pensa “como um idiota desses arranjou um emprego?”. Assim como Michael, é um dos personagens que você adora odiar.

Também temos o casal Jim e Pam, um dos casais mais legais que já vi em séries. Jim é um dos funcionários do escritório e seu trabalho é vender papel. É atormentado por Dwight, que senta na mesa ao lado. Pam é a recepcionista do escritório. Apesar dos dois serem apenas colegas de trabalho, não tem como não torcer pra que eles fiquem juntos.

Cada episódio da série é curto, com cerca de 20 minutos. A primeira temporada tem apenas seis episódios, e compartilho da opinião de alguns que é a mais sem graça. Chegando na segunda, acabei me viciando na série e foi um caminho sem volta.

12 de fevereiro de 2010

La-la-la-la-life goes on

E a vida segue seu curso: emprego novo, rotina nova, coisas novas pra aprender. O futuro, que já começou, é simples e claro:

  • Trabalhar: posso dizer que sou feliz com minha profissão. Sou reclamão pra caramba, detestei minha faculdade mas só levei ela até o fim porque gosto do meu trabalho. E, pelo que os últimos dias têm apontado, estou otimista de estar trilhando um bom caminho.
  • Voltar a pedalar: não é de hoje que os amigos e/ou meia dúzia de leitores sabem do meu hobby, que ficou de lado em 2009 e retomo aos poucos em 2010. E assim minha ansiedade diminui um pouco e a diabetes vai se controlando melhor.
  • Ler mais livros: tenho uma pilha de livros de todos os tipos e tamanhos se acumulando há anos, esperando para ser lida. Pouco a pouco ela vai diminuindo. Sempre lembro do meu antigo professor de português do pré-vestibular, Carlos Augusto Viana, que aconselhava: quem não lê se torna um profissional medíocre.
  • Ver mais filmes: também tenho um monte de filmes atrasados. Tenho uma lista enorme de filmes que todo mundo já viu, menos eu (pelo menos já vi Jurassic Park e De Volta Para o Futuro).
  • Jogar: infeliz daquele que não reconhece o valor dos video games ou que pensa que é coisa de criança.
  • Viajar: não sei como nem pra onde, mas viajar é preciso e sinto uma vontade lascada. Dá um aperto no peito toda vez que vejo um avião.
  • Namorar: ain’t love the sweetest thing? Um porto é preciso.
  • Ver mais os amigos: tô devendo uns abraços pra uma turma aí.
  • Fotografar: de fotógrafo e DJ todo mundo tem um pouco, e fotografia é uma das coisas que abandonei pelo caminho nos últimos anos.
  • Voltar a tentar tocar guitarra: eu ainda vou aprender a tocar guitarra, formar uma banda e fazer um disco foda que vai ter até uma resenha elogiosa no blog do Danny, vocês vão ver.

Agora me digam como arrumo tempo pra tudo isso, sim? Por mais apertado que pareça, porém, a perspectiva é otimista. :)

18 de janeiro de 2010

Filmes!

Como é um costume meu quase semestral (prometo fazer resenhas com mais frequência, prometo, agora que estou divorciado da UFC), aqui estou eu de novo pra falar de filmes que vi nas últimas semanas. Lembrando: tem filmes recentes e filmes de anos atrás, já que como cinéfilo estou quase sempre atrasado.

Lá vai:

500 dias com ela
Comédia romântica envolvendo cara legal e uma menina nem tão legal assim, com direito às coisas bregas-mas-bonitas do gênero. O filme fica melhor ainda se você tiver bom gosto musical. Vale a pena.

Arrasta-me para o inferno
Deveria ser uma comédia satirizando filmes de terror, com direito a alguns sustos. Os sustos existem e são poucos. A comédia é fraquíssima. O filme é cansativo e você implora pra que acabe logo. Não vejam.

Atividade Paranormal
“Veja, vamos fazer mais um filme de suspense/terror aparentemente filmado por pessoas comuns”. Essa fórmula já está manjada e passei o filme esperando sustos que não vieram. Dá pra passar o tempo.

Avatar
Uns odiaram, outros gostaram, alguns se recusaram a ver só pra bancar o cult e dizer “não vejo filme de muita bilheteria”. Gostei de Avatar, acho que cumpre sua função. Apesar da manjada porém válida fórmula de veja-como-a-ambição-humana-destrói-a-natureza, é um bom filme de aventura.

Avatar

Avatar

Contatos de 4º Grau
O filme já começa com uma cena apelativa dizendo “blá blá blá, isso aqui é real, meu filho, acredite se quiser!”. A única coisa que tornaria o filme assustador é a possibilidade de ser real, já que não aparece nem sequer um ETzinho pra dar um susto. O Internet Movie Database diz que não é e que a personagem central nunca existiu. Chatinho.

Eurotrip
Como diabos eu nunca tinha visto esse filme antes? Comédia entupida de besteiras e situações impossíveis, mas sem cair na idiotice. Vale a pena.

Sherlock Holmes
Pegaram o antigo personagem de Conan Doyle, mantiveram sua inteligência e adicionaram uma pitada de carisma e bom humor. Talvez não agrade os fãs mais fieis do detetive (eu sempre me irrito com as adaptações de heróis da Marvel), mas pra mim, que li apenas dois livros com Sherlock Holmes, pareceu ótimo.

19 de julho de 2009

Festival Selton Mello

Há algum tempo, recebi um daqueles e-mails que giram o mundo falando [mal] sobre o cinema brasileiro, só sobre coisas que se repetiam ad infinitum nos filmes nacionais. Um dos itens da lista era “Selton Mello”. Não é por menos, já que tem dois filmes em cartaz no cinema com o cara. Acabei assistindo três filmes do sujeito num intervalo de poucos dias.

O primeiro é A Mulher Invisível. Eu não dava nada pelo trailer, mas comecei a ver pessoas elogiando por aí e, na falta de opção que é o cinema nas férias, acabei arriscando. Bom mesmo, engraçado, boas tiradas, e quem for pouco atencioso nem vai perceber o merchandising da Chevrolet. Achei que era mais uma comédia romântica qualquer, mas gostei pra caramba.


A Mulher Invisível
 

Depois veio Jean Charles, baseado na história do brasileiro morto no metrô de Londres em 2005. O filme (que achei um pouco entediante) tem um quê de documentário e fala dos brasileiros se virando pra ganhar uma grana no exterior, com foco na prima de Jean. Alguns fatos reais da história de Jean foram alterados no filme, mas o final todo mundo sabe. Vale como protesto.


Jean Charles
 

Depois aproveitei pra assistir Meu nome não é Johnny, do ano passado. Mais uma ficção baseada em personagem real, dessa vez o Selton Mello faz o papel dum traficante carioca de classe média. Tem até uma aparição rápida do Rodrigo Amarante, do Los Hermanos. Filme bacana, prende a atenção.


Meu nome não é Johnny
 

E já que o assunto é a carreira do Selton Mello: alguém lembra de quando o Selton Mello fazia o Emanuel na novela de 1997 A Indomada, que namorava a ruiva Grampola?


emanuel

Foi a melhor foto do Emanuel que achei :(

 



8 de janeiro de 2009

Filmes, filmes e mais filmes

Aproveitando as férias e uma clavícula fraturada que me obriga a ter um bocado de repouso forçado, acabei colocando um pouco pra andar a lista de filmes, bastante atrasada. Em tempo: tem filmes bem antigos que até então eu ainda não tinha visto. Se você quer filmes novos com novidades, tente algum site especializado.

Quanto a mim, vamos lá:

Wall-E

Wall-E indo vender sanduíche natural na Praia do Futuro.
“Olha o sssssssanduíssssshhh!”

Wall-E
Devo ter sido a última pessoa a assistir Wall-E. É menos dramático do que os comentários que ouvi sobre o filme me fizeram imaginar, e é melhor do que imaginei que fosse. E a velha fórmula do desenho animado com lição de moral ainda funciona.

Não confundir com este Wally.

Não é este Wally, imbecil.

Transiberiana
Casal de turistas americanos americanos decide viajar na maior ferrovia do mundo (não confundir com o Metrofor, que será o maior ferrorama do mundo). Deve ser uma adaptação de Turistas: a maioria dos russos do filme são pobres, ranzinzas, violentos ou corruptos. Lendo fóruns sobre o filme depois, descobri que os russos não curtiram muito isso, além do fato dos russos serem interpretados por albaneses. Mesmo assim, gostei do filme: vale pela agonia de saber como diabos a história vai chegar ao fim. Vou evitar mais comentários pra evitar spoilers.

Transiberiana

Dizem que o primeiro-ministro da Rússia ficou putin.

O procurado
Blockbuster tremendo onde é impossível não ter a sensação de eu-já-vi-isso-em-Matrix: efeitos especiais parecidos, aquele lance todo de existe-uma-sociedade-secreta-antigona-da-qual-fazemos-parte-e-nós-mandamos-uma-gostosa-lhe-chamar-pra-nos-salvar e um predestinado aprendendo novas habilidades. Muito bom se você quer um filme onde a ação não para.

Napoleão Dinamite
Devia ser uma comédia, mas achei idiota… e olha que eu gosto de comédias idiotas. Tem três cenas boas: a morte da vaca ao lado do ônibus escolar, o baile da escola e o número de dança do protagonista no final. Se você for preso numa ilha deserta onde só tenha esse filme, veja.

Napoleão Dinamite

Só a cara do Napoleão Dinamite já me dava vontade de apertar stop.

Queime depois de ler
Arre. Vi uma série de elogios a esse filme (como no blog do Robson), mas não consegui gostar. Não adianta assistir se você estiver sob efeito de analgésicos pra dor nos ossos: você dorme mesmo.

Sete vidas
Eu não botava a menor fé no Will Smith: detestei Eu sou a lenda e nem cheguei perto de Hancock (dizem que fiz bem). Juro que assisti Sete vidas sem querer (sério, foi sem querer), e é muito bom. Dramão. O Will Smith se redimiu.

11 de novembro de 2008

Rápidas

  • Depois de um longo tempo sem encostar no cartão de crédito, minhas dívidas reduziram significativamente. Deu até pra atacar um sushi no fim de semana sem sentir muito peso na consciência. E já dá pra sentir mudanças de comportamento: evitar o dinheiro de plástico me fez menos suscetível às armadilhas das vitrines. Provavelmente hoje darei um fim a esse hiato, mas com algo que eu queria comprar há tempo, e não uma compra feita por impulso.
  • Usar um celular com menos recursos também me fez mais econômico, já que não uso mais coisas como web via celular. Só serviu pra me provar que essa coisa de checar e-mail constantemente é um mal moderno. Os e-mails quase sempre podem esperar.
  • A faculdade tá dando no saco. Não aguento mais aulas: eu rendo muito mais estudando sozinho que vendo um professor falar direto durante horas.
  • Depois de muito tempo sem ver comédias românticas, vi no fim de semana PS: Eu te amo. É de apertar o coração de tão bonito (é, eu gostei). E tô numa fase brega-romântica. Espero que meus vizinhos não me escutem ouvindo Bryan Ferry. “Slave to loooove…”
  • Alguém além de mim achou absurdo Quantum of Solace, o novo filme do 007, não ter título em português?
  • Se em maio eu curti viajar pra São Paulo e rodar sozinho numa das maiores cidades do mundo, hoje eu preciso, urgentemente, juntar uns amigos numa casa de praia ou na serra, e passar o dia eguando numa rede, jogando conversa fora, lendo um livro, cochilando e sentindo o vento.
27 de abril de 2008

Across the universe

Cartaz de Across The Universe

 

Algumas pessoas me falaram de maneira bem imperativa para que eu assistisse Across the universe, musical feito somente com músicas dos Beatles, e com várias citações a várias músicas em alguns diálogos. Hoje eu finalmente parei pra vê-lo.

Não vou comentar as partes que gostei mais ou que gostei menos pra não criar expectativas boas ou ruins. Mas, em uma palavra: vejam.

27 de janeiro de 2008

Juno

Quando me convidaram pra ver Juno, confesso que não fiquei muito animado quando li a resenha e bati um pouco o pé. Acabei indo e foi bem melhor do que eu imaginava.

JunoA atriz principal, Ellen Page, que faz papel da adolescente de 16 anos Juno, na verdade tem 20 anos e já fez outros papéis, como a Kitty Pride do péssimo X-Men 3 e o papel principal da garota do Menina Má.com (pior nome de todos os tempos, mas é um bom suspense e faria mais sucesso se tivesse um nome melhor no Brasil). Ela transa com um colega de escola não muito atraente e acaba engravidando, e daí vem o resto do filme: a conversa com os pais, a dúvida do aborto (sem encher o saco com questões moralistas) e por aí vai.

O filme é curto (96 minutos) e não tem muita enrolação, ou seja, nada de cenas gratuitas que não colaboram muito com a história ou dão sono. Alguns cantos dizem que o filme é uma comédia, outros dizem “comédia/drama”, concordo mais com os últimos. A parte “comédia” não é aquela comédia mais besteirol com que estamos acostumados, de trapalhadas ou situações absurdas, e a parte “drama” é mais interessante.

Veredito final: não é meu filme favorito, mas é um bom filme. Vale a pena.



10 de janeiro de 2008

Férias!

“Férias” talvez seja a palavra mais bonita do dicionário. E, pela primeira vez em tempos, me afastei do blog não por excesso de obrigações, mas de prazeres.

Tenho me sentido estranho nos últimos dias. Na verdade, tenho tido sensações que há muito tempo não sentia. Começou quando as aulas acabaram e tive férias da faculdade. Depois veio o recesso de fim de ano, e me peguei sem aulas nem trabalho. Deus, há quanto tempo eu não tinha um dia pra ficar em casa, sem pensar em obrigações? Há quanto tempo eu não passava um dia sem me cobrar alguma coisa?

Sei que, nos últimos dias, tenho feito um esforço para cobrar de mim mesmo algum descanso, alguma atenção às coisas que gosto de fazer. Ler os livros atrasados, desenterrar aquele jogo antigo, pôr pra andar a lista de filmes, encontrar os amigos (e amor, vê se volta logo de viagem). Tenho tomado doses maciças de eu-mesmo que têm me feito um bem danado, e tento rejuvenescer hoje os anos que envelheci durante 2007, que já foi tarde.

Penso muito sobre a maneira como levei os últimos tempos, tanto trabalho, tantos estudos e tão pouca distração. Tenho uma preocupação constante sobre como tentar manter a calma quando tudo começar de novo, mas preocupações são algo que minha cabeça está tentando expulsar, eliminar, adiar, então guardo-as para discuti-las depois com quem puder me dar alguma luz.

Mas vamos ao que importa.

Zelda!Finalizei The Legend of Zelda – Majora’s Mask, pra Nintendo 64, que comprei há mais de 4 anos mas nunca tinha tempo pra jogar direito. Bem, agora preciso dum Nintendo Wii pra continuar jogando o resto da linha Zelda. Alguém me dá R$ 1.700,00?

Depois de assistir todos os episódios disponíveis de Lost e Heroes, fiquei órfão de seriados. Comecei a assistir House e Dexter. House é muito bom, o Silveira havia feito uma descrição básica do que se tratava o seriado e lembrei dela quando fui procurar por um seriado novo (meio estranho, não, procurar por seriados?). Dexter tinha sido uma recomendação do meu antigo professor de guitarra, quando eu fazia aulas.

House!

House. Isso vicia.

E tenho tentado pôr pra caminhar minha lista enorme de filmes também, mas House está atrapalhando tudo. E tenho tentado ler um bocadinho também. Como eu estava conversando hoje via MSN, tenho muitos planos pra pouca vida. Se eu somar os livros que existem pra ler, os filmes pra assistir, os lugares pra conhecer, bem, acho que preciso dumas duas vidas.

No mais, tenho conseguido ver bastante as pessoas queridas que não vejo faz tempo. E, quando as aulas voltarem, eu estarei pronto pra outra. Espero.

24 de novembro de 2007

Os fabulosos circuitos com fator de cura

Consagrado nos quadrinhos e nas péssimas adaptações pra desenho animado e cinema dos X-men, o mutante Wolverine é famoso por seu poder principal: o fator de cura. Não importa se ele é baleado, arranhado ou empalado, o organismo do cara dá um jeito rápido nas feridas, ele não envelhece muito e não gasta com plano de saúde. Ah, e se você gostou daqueles filmes nojentos é porque nunca leu X-men. Mas não é isso que quero discutir agora.

Wolverine

Wolverine, um mutante simpático com fator de cura.

A questão é que parece que os eletrodomésticos, eletrônicos e qualquer coisa com um circuito que eu compre também tem fator de cura. Um fator de cura meio chato pra mim, por sinal. Já aconteceu várias vezes comigo: algo que comprei fica com defeito, e quando levo pro lugar onde comprei ou pra assistência técnica, o objeto quebrado funciona perfeitamente e o funcionário olha pra mim com uma cara daquelas. Minha teoria maluca é que objetos eletrônicos, como os cães, gostam de passear.

A primeira vez foi quando comprei um pedal usado pra guitarra, o que se tornou A Saga do Pedal Possuído. Por várias vezes fui e voltei pra loja onde comprei o pedal ou prum conserto de eletrônicos aqui perto de casa. O pedal sempre funcionava nos cantos, mas não funcionava aqui em casa. Isso me custou várias caminhadas e idas ao Centro. Nunca vou esquecer do vendedor da loja olhando pra mim com cara de “Sim, qual o problema?”

Depois teve meu computador, que começou a reiniciar sozinho. Levei no lugar onde comprei as peças e o problema era simplesmente um cabo da fonte mal encaixado, que quando perdia contato com a placa-mãe fazia o computador reiniciar. Também teve um mouse que comprei e não funciona aqui em casa nem com reza braba, mas funciona supimpa na loja.

Agora foi a vez da minha televisão, que comprei há 4 meses. É uma TV Samsung tradicional, de tubo, nada dessas LCDs e TVs de plasma que ainda não posso comprar. Ontem à noite e hoje de manhã ela apareceu com manchas chatas na tela, e não, não tem nenhum outro aparelho ou ímã por perto. Levei na assistência técnica e, quando chego lá, a televisão funciona que é uma beleza.

Samsung CL-21K40MQ

Aproveitando a deixa, um aviso de utilidade pública é que, segundo o manual da minha TV, o tubo da TV é feito para projetar imagens não-estáticas e em formato tela cheia 4:3. Imagens que sejam paradas ou tenham parte da imagem parada, como aquelas barras pretas de filmes widescreen, podem danificar o tubo da TV se exibidas por mais de 15% do tempo que a TV é usada por semana.

A TV funciona bem até agora, tenho 8 meses de garantia pela frente e a assistência autorizada é aqui perto (lembre de levar isso em conta quando for comprar algo). Mas a parte mais chata de não ter uma TV LCD (ou um prédio com elevador) ainda foi subir três andares de escada segurando o aparelho.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 24 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

Powered by WordPress version 2.9.2
100% feito usando software livre