Festival Selton Mello

19 de julho de 2009   —   06:08:01
Há algum tempo, recebi um daqueles e-mails que giram o mundo falando [mal] sobre o cinema brasileiro, só sobre coisas que se repetiam ad infinitum nos filmes nacionais. Um dos itens da lista era “Selton Mello”. Não é por menos, já que tem dois filmes em cartaz no cinema com o cara. Acabei assistindo três filmes do sujeito num intervalo de poucos dias.

O primeiro é A Mulher Invisível. Eu não dava nada pelo trailer, mas comecei a ver pessoas elogiando por aí e, na falta de opção que é o cinema nas férias, acabei arriscando. Bom mesmo, engraçado, boas tiradas, e quem for pouco atencioso nem vai perceber o merchandising da Chevrolet. Achei que era mais uma comédia romântica qualquer, mas gostei pra caramba.


A Mulher Invisível
 

Depois veio Jean Charles, baseado na história do brasileiro morto no metrô de Londres em 2005. O filme (que achei um pouco entediante) tem um quê de documentário e fala dos brasileiros se virando pra ganhar uma grana no exterior, com foco na prima de Jean. Alguns fatos reais da história de Jean foram alterados no filme, mas o final todo mundo sabe. Vale como protesto.


Jean Charles
 

Depois aproveitei pra assistir Meu nome não é Johnny, do ano passado. Mais uma ficção baseada em personagem real, dessa vez o Selton Mello faz o papel dum traficante carioca de classe média. Tem até uma aparição rápida do Rodrigo Amarante, do Los Hermanos. Filme bacana, prende a atenção.


Meu nome não é Johnny
 

E já que o assunto é a carreira do Selton Mello: alguém lembra de quando o Selton Mello fazia o Emanuel na novela de 1997 A Indomada, que namorava a ruiva Grampola?


emanuel

Foi a melhor foto do Emanuel que achei :(

 

Filmes, filmes e mais filmes

8 de janeiro de 2009   —   10:20:21
Aproveitando as férias e uma clavícula fraturada que me obriga a ter um bocado de repouso forçado, acabei colocando um pouco pra andar a lista de filmes, bastante atrasada. Em tempo: tem filmes bem antigos que até então eu ainda não tinha visto. Se você quer filmes novos com novidades, tente algum site especializado.

Quanto a mim, vamos lá:

Wall-E

Wall-E indo vender sanduíche natural na Praia do Futuro.
“Olha o sssssssanduíssssshhh!”

Wall-E
Devo ter sido a última pessoa a assistir Wall-E. É menos dramático do que os comentários que ouvi sobre o filme me fizeram imaginar, e é melhor do que imaginei que fosse. E a velha fórmula do desenho animado com lição de moral ainda funciona.

Não confundir com este Wally.

Não é este Wally, imbecil.

Transiberiana
Casal de turistas americanos americanos decide viajar na maior ferrovia do mundo (não confundir com o Metrofor, que será o maior ferrorama do mundo). Deve ser uma adaptação de Turistas: a maioria dos russos do filme são pobres, ranzinzas, violentos ou corruptos. Lendo fóruns sobre o filme depois, descobri que os russos não curtiram muito isso, além do fato dos russos serem interpretados por albaneses. Mesmo assim, gostei do filme: vale pela agonia de saber como diabos a história vai chegar ao fim. Vou evitar mais comentários pra evitar spoilers.

Transiberiana

Dizem que o primeiro-ministro da Rússia ficou putin.

O procurado
Blockbuster tremendo onde é impossível não ter a sensação de eu-já-vi-isso-em-Matrix: efeitos especiais parecidos, aquele lance todo de existe-uma-sociedade-secreta-antigona-da-qual-fazemos-parte-e-nós-mandamos-uma-gostosa-lhe-chamar-pra-nos-salvar e um predestinado aprendendo novas habilidades. Muito bom se você quer um filme onde a ação não para.

Napoleão Dinamite
Devia ser uma comédia, mas achei idiota… e olha que eu gosto de comédias idiotas. Tem três cenas boas: a morte da vaca ao lado do ônibus escolar, o baile da escola e o número de dança do protagonista no final. Se você for preso numa ilha deserta onde só tenha esse filme, veja.

Napoleão Dinamite

Só a cara do Napoleão Dinamite já me dava vontade de apertar stop.

Queime depois de ler
Arre. Vi uma série de elogios a esse filme (como no blog do Robson), mas não consegui gostar. Não adianta assistir se você estiver sob efeito de analgésicos pra dor nos ossos: você dorme mesmo.

Sete vidas
Eu não botava a menor fé no Will Smith: detestei Eu sou a lenda e nem cheguei perto de Hancock (dizem que fiz bem). Juro que assisti Sete vidas sem querer (sério, foi sem querer), e é muito bom. Dramão. O Will Smith se redimiu.

Rápidas

11 de novembro de 2008   —   12:38:25
  • Depois de um longo tempo sem encostar no cartão de crédito, minhas dívidas reduziram significativamente. Deu até pra atacar um sushi no fim de semana sem sentir muito peso na consciência. E já dá pra sentir mudanças de comportamento: evitar o dinheiro de plástico me fez menos suscetível às armadilhas das vitrines. Provavelmente hoje darei um fim a esse hiato, mas com algo que eu queria comprar há tempo, e não uma compra feita por impulso.
  • Usar um celular com menos recursos também me fez mais econômico, já que não uso mais coisas como web via celular. Só serviu pra me provar que essa coisa de checar e-mail constantemente é um mal moderno. Os e-mails quase sempre podem esperar.
  • A faculdade tá dando no saco. Não aguento mais aulas: eu rendo muito mais estudando sozinho que vendo um professor falar direto durante horas.
  • Depois de muito tempo sem ver comédias românticas, vi no fim de semana PS: Eu te amo. É de apertar o coração de tão bonito (é, eu gostei). E tô numa fase brega-romântica. Espero que meus vizinhos não me escutem ouvindo Bryan Ferry. “Slave to loooove…”
  • Alguém além de mim achou absurdo Quantum of Solace, o novo filme do 007, não ter título em português?
  • Se em maio eu curti viajar pra São Paulo e rodar sozinho numa das maiores cidades do mundo, hoje eu preciso, urgentemente, juntar uns amigos numa casa de praia ou na serra, e passar o dia eguando numa rede, jogando conversa fora, lendo um livro, cochilando e sentindo o vento.

Across the universe

27 de abril de 2008   —   02:15:30

Cartaz de Across The Universe

 

Algumas pessoas me falaram de maneira bem imperativa para que eu assistisse Across the universe, musical feito somente com músicas dos Beatles, e com várias citações a várias músicas em alguns diálogos. Hoje eu finalmente parei pra vê-lo.

Não vou comentar as partes que gostei mais ou que gostei menos pra não criar expectativas boas ou ruins. Mas, em uma palavra: vejam.

Juno

27 de janeiro de 2008   —   15:24:35
Quando me convidaram pra ver Juno, confesso que não fiquei muito animado quando li a resenha e bati um pouco o pé. Acabei indo e foi bem melhor do que eu imaginava.

JunoA atriz principal, Ellen Page, que faz papel da adolescente de 16 anos Juno, na verdade tem 20 anos e já fez outros papéis, como a Kitty Pride do péssimo X-Men 3 e o papel principal da garota do Menina Má.com (pior nome de todos os tempos, mas é um bom suspense e faria mais sucesso se tivesse um nome melhor no Brasil). Ela transa com um colega de escola não muito atraente e acaba engravidando, e daí vem o resto do filme: a conversa com os pais, a dúvida do aborto (sem encher o saco com questões moralistas) e por aí vai.

O filme é curto (96 minutos) e não tem muita enrolação, ou seja, nada de cenas gratuitas que não colaboram muito com a história ou dão sono. Alguns cantos dizem que o filme é uma comédia, outros dizem “comédia/drama”, concordo mais com os últimos. A parte “comédia” não é aquela comédia mais besteirol com que estamos acostumados, de trapalhadas ou situações absurdas, e a parte “drama” é mais interessante.

Veredito final: não é meu filme favorito, mas é um bom filme. Vale a pena.