o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
4 de setembro de 2008

New Year’s Day

All is quiet on New Year’s Day
A world in white gets underway
I want to be with you, be with you night and day.
Nothing changes on New Year’s Day.
On New Year’s Day.

Chovia forte, uma daquelas chuvas que a gente não sabe de onde vêm. Não lembro exatamente que horas eram, mas a maioria das pessoas já tinha ido pra casa. Chovia pra caramba, chovia pesado, chovia muito. Hoje, talvez, pareça ter chovido mais do que realmente choveu, os anos passam e aumentam a intensidade das coisas na memória, acho, mas tenho quase certeza que foi um dilúvio.

I… I will begin again
I… I will begin again.

A gente começou a correr, no meio da chuva, em direção ao carro. Ríamos, ríamos alto, gritávamos e falávamos palavrões, vibrando com aquilo tudo. Completamente encharcados, a água escorrendo dos cabelos vermelhos, as roupas pesadas, e algumas pessoas olhavam pra nós estranhando aquela cena. Talvez tenha sido uma das trocentas vezes, na minha vida, em que as pessoas achavam que eu estava bêbado e eu não estava. A gente não se importava. A gente ria e curtia aquele momento.

Oh, maybe the time is right.
Oh, maybe tonight.
I will be with you again.
I will be with you again.

Tudo tinha uma sensação boa e estranha de recomeço. Entramos no carro, e, ao ligarmos o rádio, tocava New Year’s Day, do U2. E a gente ainda gritava, naquele momento de euforia que eu nunca vou esquecer, como eu sempre vou lembrar daquela noite .

Nothing changes
On New Year’s Day
On New Year’s Day
On New Year’s Day

E eu queria sentir de novo a sensação que senti naquela noite de sábado, provar de novo da leveza e do desprendimento que eu descobri naquele momento, ser de novo quem eu fui naquele dia. Que não tarde, meu Deus, que não tarde.

27 de julho de 2008

Teste de atenção

Sensacional. A idéia é contar quantos passes o time de branco faz…

Tradução livre das últimas frases: é fácil não perceber algo por que você não está esperando. Preste atenção nos ciclistas. Merece a divulgação não apenas pela tirada do vídeo que é muito boa, como pelo fato de que há alguns meses venho me aproximando do ciclismo. :)

21 de julho de 2008

Sobre as energias

David Cunha, o Espanta

Os amigos leitores hão de me perdoar a falta de exatidão da data, mas foi em agosto ou setembro de 1994, quando este que vos escreve tinha apenas 9 anos, que minha família me levou pela primeira vez a um show do finado humorista Espanta (que na época atendia por Espanta Jesus, pois alegava ser tão feio que espantava o pai, o filho e o Espírito Santo, e reduziu o nome por questões religiosas).

Nunca esqueci do Espanta contando uma piada sobre um casal de velhinhos dormindo, de madrugada, quando a velhinha acorda passando mal:

– Meu véi…
– Quié?
– Tá me dando uma coisa…
– Pois receba.
– Meu véi… É uma coisa ruim!
– Pois devolva.

Talvez o Espanta não soubesse, mas além de humorista ele era um pouco filósofo.


Definição pessoal de Deus: Deus é energia em movimento.


A vida tem lá seu jeito de nos enviar sinais, e algo acima de nós tem lá seu jeito de nos indicar caminhos. Precisamos ter mente e coração abertos pra captá-los.

Nuff said.

23 de janeiro de 2008

The Guerilla Art Kit

Aproveitei as férias para retomar um antigo hábito, ou melhor, um gosto: a leitura. Como a faculdade e suas leituras alienantes me deram uma trégua, pude ler novos e antigos livros que aguardavam alguma atenção minha na prateleira. Pois bem.

Em novembro, li o artigo “Guerrilha urbana”, de Denis Russo Burgierman, na revista Vida Simples do mesmo mês. No artigo, Denis falava da retomada da cidade pelos seus moradores, como podemos intervir no cenário urbano com pequenas intervenções artísticas e citava um livro, The Guerilla Art Kit, da canadense Keri Smith, que infelizmente ainda não tem tradução para o português.


The Guerilla Art Kit

Sensacional!

Acabei comprando o livro na Amazon, pelo precinho camarada de pouco mais de 12 dólares (menos que 25 reais) mais frete. Um livro assim no Brasil não sairia por menos de cinquenta reais (colorido, capa dura, espiral coberta pela capa). Como optei pelo frete mais barato, ele levou algumas semanas para chegar.

O livro sugere pequenas e grandes intervenções para tornar sua cidade um lugar mais sociável: pregar cartazes indicando cantos que raramente são notados, “esquecer” livros em locais para que outras pessoas os leiam, decorar objetos como hidrantes e placas.

Minhas sugestões favoritas foram a jardinagem de guerrilha (o livro ensina a fazer “bombas de sementes”: sementes com argila para você abandonar nos cantos e fazer surgir novas plantas), a animação de objetos inanimados (algo como pôr “olhos” de papel em hidrantes e deixá-los com aparência humana) e os ambientes em miniatura (fazer bonequinhos de rolha e decorar calçadas, árvores, jardins…). São muitas, muitas sugestões.

Para ver a proporção que uma brincadeira dessas pode tomar, basta lembrar das intervenções feitas ano passado em bueiros de São Paulo, pelos grafiteiros do Projeto 6 e Meia.
 

Trabalho do Projeto 6 e Meia

Trabalho dos grafiteiros do 6 e Meia em São Paulo


 
Mesmo que você não tenha talento (ou coragem, já que você pode acabar como infrator) pra fazer intervenções desse tipo, o livro dá diversas sugestões amigáveis à lei. Sem dúvida, uma grande leitura.


24 de dezembro de 2007

Eu odeio o North Shopping

Uma amiga minha definiu o North Shopping, certa vez, como “o maior puxadinho de Fortaleza”. A verdade é que desde que o shopping foi construído ele já passou por tantas reformas, feitas de maneira caótica, que elas acabaram por tornar impossível transitar no shopping (exceto, talvez, se você andar por ele todo dia). Quase não consegui sair de lá na sexta, o shopping parece uma grande armadilha.

Fui pesquisar meu próprio presente de Natal por lá. Entrei na frente do shopping, peguei uma das entradas do estacionamento e acabei indo parar no E4, um estacionamento no alto do shopping alcançado após subir 9 ladeiras de carro. Após a pesquisa, começa a jornada para voltar ao automóvel.

Quando me dirijo a um dos caixas para pagar o tíquete do estacionamento, no valor de R$ 3, descubro que só tinha R$ 2 na carteira. Se você nunca passou por isso, ainda vai passar. Fui sacar dinheiro no caixa do Banco do Brasil, que tinha uma fila enorme, e a todo momento chegavam idosos ou mulheres com crianças de colo e passavam na frente. Mas enfim, saquei alguns trocados e fui pagar meu tíquete.

O elevador só ia até o E3. Achei estranho, mas acreditei que chegando no E3 teria algum acesso pro E4. Pago o tíquete, olho pros lados e reparo que não há escada, ladeira, elevador, nada. Pergunto pra moça dos tíquetes como chego no E4. Ela responde dizendo que tenho que voltar pelo elevador que vim, ir para o segundo piso e pegar o elevador ao lado da Riachuelo. Absurdo: o shopping tem partes que não se ligam, a não ser por andares inferiores.

Tento pegar o elevador para o segundo piso. Aperto o botão e… nada. A porta não fecha, e assim o elevador não desce. Tive que trocar de elevador. Chego ao segundo piso, corro para o elevador ao lado da Riachuelo. Sinto um alívio quando vejo o botão E4. Aperto o botão e… o botão não acende. Torno a apertar, cada vez mais irritado. O elevador sobe pro E5. Continuo apertando o E4… mesmo sem o botão acender, o elevador para no E4.

Fiquei esperando aparecer o Sérgio Mallandro dizendo “Rá! Pegadinha do Mallandro!”, mas não aconteceu, não era pegadinha. Entrei no carro aliviadíssimo, desço novamente 9 ladeiras e vejo a luz do sol vindo de fora do estacionamento. Nunca fiquei tão emocionado em ver a avenida Bezerra de Menezes.

24 de novembro de 2007

Os fabulosos circuitos com fator de cura

Consagrado nos quadrinhos e nas péssimas adaptações pra desenho animado e cinema dos X-men, o mutante Wolverine é famoso por seu poder principal: o fator de cura. Não importa se ele é baleado, arranhado ou empalado, o organismo do cara dá um jeito rápido nas feridas, ele não envelhece muito e não gasta com plano de saúde. Ah, e se você gostou daqueles filmes nojentos é porque nunca leu X-men. Mas não é isso que quero discutir agora.

Wolverine

Wolverine, um mutante simpático com fator de cura.

A questão é que parece que os eletrodomésticos, eletrônicos e qualquer coisa com um circuito que eu compre também tem fator de cura. Um fator de cura meio chato pra mim, por sinal. Já aconteceu várias vezes comigo: algo que comprei fica com defeito, e quando levo pro lugar onde comprei ou pra assistência técnica, o objeto quebrado funciona perfeitamente e o funcionário olha pra mim com uma cara daquelas. Minha teoria maluca é que objetos eletrônicos, como os cães, gostam de passear.

A primeira vez foi quando comprei um pedal usado pra guitarra, o que se tornou A Saga do Pedal Possuído. Por várias vezes fui e voltei pra loja onde comprei o pedal ou prum conserto de eletrônicos aqui perto de casa. O pedal sempre funcionava nos cantos, mas não funcionava aqui em casa. Isso me custou várias caminhadas e idas ao Centro. Nunca vou esquecer do vendedor da loja olhando pra mim com cara de “Sim, qual o problema?”

Depois teve meu computador, que começou a reiniciar sozinho. Levei no lugar onde comprei as peças e o problema era simplesmente um cabo da fonte mal encaixado, que quando perdia contato com a placa-mãe fazia o computador reiniciar. Também teve um mouse que comprei e não funciona aqui em casa nem com reza braba, mas funciona supimpa na loja.

Agora foi a vez da minha televisão, que comprei há 4 meses. É uma TV Samsung tradicional, de tubo, nada dessas LCDs e TVs de plasma que ainda não posso comprar. Ontem à noite e hoje de manhã ela apareceu com manchas chatas na tela, e não, não tem nenhum outro aparelho ou ímã por perto. Levei na assistência técnica e, quando chego lá, a televisão funciona que é uma beleza.

Samsung CL-21K40MQ

Aproveitando a deixa, um aviso de utilidade pública é que, segundo o manual da minha TV, o tubo da TV é feito para projetar imagens não-estáticas e em formato tela cheia 4:3. Imagens que sejam paradas ou tenham parte da imagem parada, como aquelas barras pretas de filmes widescreen, podem danificar o tubo da TV se exibidas por mais de 15% do tempo que a TV é usada por semana.

A TV funciona bem até agora, tenho 8 meses de garantia pela frente e a assistência autorizada é aqui perto (lembre de levar isso em conta quando for comprar algo). Mas a parte mais chata de não ter uma TV LCD (ou um prédio com elevador) ainda foi subir três andares de escada segurando o aparelho.

13 de agosto de 2007

Férias, por favor.

Não, não é desculpa de quem achou que um mês de férias foi pouco. Na verdade, não tive um mês de férias. Não tive sequer as duas semanas que achei que ia ter. Ou seja: nada de jogar video game e tocar guitarra até quebrar o pulso, namorar até dizer chega, rever os amigos em saudáveis momentos de vagabundagem e ler livros e ver filmes até doer a vista, conforme meus planos.

Minhas únicas férias foram uma semana entre uma prova e o resultado dela, quando um professor resolveu marcar mais uma prova pra dar mais uma chance - chance essa que eu precisei.

E tudo que sinto agora é um desejo enorme de vagabundar, de fazer nada sério e esquecer os problemas e obrigações. Mas o segundo semestre letivo já começou, então vou ter que esperar até dezembro pra respirar. :(

28 de junho de 2007

Hope I die before I get old

"Esdras Beleza de Noronha muere el 11 / 05 / 2059 a la edad de 73 años."

Acho que não dá tempo de virar um velho gagá.

(não entendeu?)



12 de junho de 2007

Faça um cocoto feliz

Amicíssimos e amicíssimas, sexta-feira é meu aniversário. Como todos vocês sabem, eu mereço um monte de coisa boa, né? Aproveitem e me façam dar sorrisos de orelha a orelha. Tem pra todo bolso. :D

11 de maio de 2007

O fim dos Los Hermanos

O título é só pra chamar atenção. E pra trazer gente pra cá que tenha procurado "fim dos Los Hermanos" no Google.

Los Hermanos
- Marcelo, cuidado que o show vai tá cheio de Chorão!
- HAHAHAHA!
Meu breve comentário sobre a banda é que gosto muito do trabalho deles. Porém eles sofrem do mesmo mal da Legião Urbana: uma ótima banda com ótimas músicas, mas com uma legião puxa-saco de fãs malas sem alça com chumbo dentro. Se o Marcelo Camelo cospe no chão, é capaz de algum fã ir lamber o cuspe. E se o Amarante sai do banheiro, vão dizer que o que tava no vaso sanitário não é cocô, é poesia.

Já faz uns dias deste que li no Eu Podia Tá Matando sobre o fim dos Los Hermanos.  Não, eles não acabaram. Só tiraram férias por tempo indeterminado. Só que um bando de adolescentes dramáticos estão infestando os comentários de reportagens na internet sobre o assunto e comunidades do orkut falando coisas como "não acabem! façam só mais um show na minha cidade!!", como se os barbudos tivessem lendo todas as reportagens sobre eles.

Meu amigo Cassiano (que também escreve no blog acima citado), disse uma vez que banda era igual namoro, tem todo um esquema de química entre os integrantes. Mas no caso de bandas, nem sempre dar um tempo significa acabar (ou você acredita nisso em namoros?) e a "poligamia" não só é comum como rende bons frutos. Normal um integrante duma banda participar de várias outras bandas, que tenham propostas diferentes (como o barbudo Amarante faz parte da Orquestra Imperial).

Mais perfeitamente normal ainda é bandas tirarem férias. Os Kings of Convenience, por exemplo, passaram um tempo trabalhando em projetos separados: um foi fazer trabalhos solo ou com outra banda, e outro foi se dedicar aos estudos. O Barão Vermelho tirou férias em 2001, após o Rock In Rio. Disseram que ia ser por 2 anos, levou quase 4, mas voltaram. Normal. O importante é trabalhar por causa da química.

Mas legal mesmo é ver que os barbudões tão aproveitando esse barulho todo do melhor jeito possível, segundo uma notícia do Cifra Club: os Los Hermanos vão fazer os últimos shows antes das férias, um deles a R$ 80,00 a entrada, R$ 40,00 a meia.

Vão tirar férias em grande estilo, com a barba cheia de grana.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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