Imagens no orkut: agora lascou de vez…

22 de agosto de 2007   —   15:36:21
Pois é: agora o orkut suporta envio de imagens via scrap para os amigos. Ou seja, vão surgir dezenas de scraps com gifs animados pesados, coisas pulando, brilhando, mensagens feitas, enfim, toda aquela porcaria que você já recebia via e-mail e que alguém acha legal enviar pros outros, sem perceber que está enchendo o saco.

E se você não pode vencer o inimigo, junte-se a eles: de olho nesse mercado, decidi colocar algumas imagens para você avacalhar o orkut alheio. De brinde, ainda vou atrair centenas de pessoas que vão procurar no Google "imagens pro orkut", ganhar acessos e comentários e virar um blog de sucesso.

Para mandar uma das imagens, é fácil: basta copiar o texto que está abaixo de cada figura e colar no scrapbook do amigo que vai te achar um mala.

<a href="http://showbusiness.esdrasbeleza.com">
<img src="http://showbusiness.esdrasbeleza.com/wp-content/uploads/2007/08/calhambeque1.jpg">
</a>

<a href="http://showbusiness.esdrasbeleza.com">
<img src="http://showbusiness.esdrasbeleza.com/wp-content/uploads/2007/08/calhambeque2.jpg">
</a>

<a href="http://showbusiness.esdrasbeleza.com">
<img src="http://showbusiness.esdrasbeleza.com/wp-content/uploads/2007/08/calhambeque3.jpg">
</a>

Nos exemplos acima o link aponta, claro, para meu blog. :D Caso queira colocar pra algum outro site (por exemplo, o site do Alexandre Frota, pra sacanear seus amigos com uma "bela mensagem"), é só trocar o endereço do meu blog que está entre aspas depois do a href= pelo link de sua preferência.

Maravilha. O orkut continua testando o potencial dos brasileiros de usar ferramentas boas pra perder tempo.

Quem procura acha que acha

19 de janeiro de 2007   —   12:10:45
Que o Google é a melhor coisa dos últimos anos todo mundo já sabe. Ele já salvou, inclusive, vários trabalhos meus da faculdade, curso de inglês, etc. Mas o bacana mesmo é olhar as estatísticas do meu blog e descobrir como as pessoas chegaram nele. Abaixo, copiado das estatísticas de acesso, mostro algumas dessas palavras que a turma tem procurado no Google (e alguns no Yahoo!).

Tem toda uma turma de gosto duvidoso, em especial pela Sandy:

  • tchurururu tava louco pra te ve
  • clips do claudinho e buchecha
  • sandy sem maquiagem (essa foi procurada duas vezes!)
  • ferias sandy lucas 2007
  • fotos que se mexem do rebelde
  • sandy no ano novo
  • ouvindo forró
  • quero escutar musicas mp3 do olodum (e eu com isso?)
Foto que se mexe do rebelde
Foto que se mexe do rebelde.

Tem também a turma procurando coisas sobre Arquitetura:

  • mão francesa
  • porta pivotante
  • como fazer um pergolado
  • o que é pergolado

A turma desesperada pra tirar carteira de motorista não fica atrás, e é campeã do Google:

  • passar primeira exame direção (só se for aprendendo com meus erros)
  • como ter calma no exame de direção (toma Lexotan, o problema é que você também não vai dirigir)
  • posso dirigir com boletim de ocorrencia
  • teste de psicotécnica para tirar habilitação
  • posso tirar carteira de habilitação com 17 anos? (calma, jovem gafanhoto)
  • simpatias para passar no exame de direção (esse aí não acredita mesmo no próprio potencial)
  • desenho psicotécnico
  • exame de vista
  • detran da maraponga (deviam ter procurado por "Campo de concentração da Maraponga")
Campo de Concentração
A imagem mais próxima que achei do Detran da Maraponga foi essa.
Queria esquecer meus exames de direção…

Também tem gente querendo ajuda, terapia ou procurando belas mensagens:

  • quero virar a mesa
  • como é importante a vida
  • casa de recuperação manassés
  • mensagem para despedida ou de saudade
  • bom conhecer novas pessoas

E a moda havaiana? Será que acham que meu blog é do Jack Johnson?

  • colares havaianos em fortaleza
  • colar havaiano 25 de março

Temos também os tarados de plantão, ávidos por pornografia:

  • adolescentes gostosas
  • deborah soft pelada
  • monique tarada
  • só priquito

E enquanto isso, o chifre tá freqüente no Google:

  • trai namorado
  • porque temos a necessidade de trair (sic)
  • namorado prefere os amigos

Temos também futilidades em geral:

  • dobrar lingua gene
  • se sua namorada não faz Direito eu faço
  • supermercado cumbuco
  • mania jogar fora papéis  velhos
  • marmita térmica
  • o que é bussines (sic)
Puxa vida. Meu blog é visto pelo Google como uma fonte inesgotável de informações variadas, de cultura geral à pornografia. Até saí fuçando pelo meu blog pra saber o que levou as pessoas a achar por aqui a Déborah Soft pelada. A Wikipédia que se cuide.

Após ler esse texto, desligue seu computador. :)

28 de maio de 2006   —   03:10:10

Clifford Stoll
Clifford Stoll

“Meus amigos acham que o pior da Internet são spam, junk mail, as salas de bate-papo. Para mim, o pior da Internet é o que ela me faz perder como ser humano”
Clifford Stoll

Eu devia ter treze anos quando meu vício por internet chegou ao seu auge. Em 1998, a internet ainda era discada em todos os lares, ninguém tinha internet 24h por dia exceto o amigo do seu irmão cujo pai trabalhava na Telemar e testava conexões fabulosas de 128kbps. Minha maior alegria era passar horas na internet, desde as 14h00 do sábado até a hora em que minha mãe chamava pra dormir no domingo, parando apenas pra dormir. Aliás, só tinha um computador em casa, eu tinha que dividir com meu pai e com meu irmão e isso acabava comigo. Domingo de manhã eu tentava ser mais rápido que meu pai e pegar o computador antes dele. Às 8h00, eu estava lá.

Aos 14 anos, comprei uma revista chamada Magnet que tinha uma matéria sobre um tal de Clifford Stoll. Cliff é astrofísico e já foi administrador de redes há muitos anos, e foi responsável por descobrir um cracker que estava invadindo redes norte-americanas. Na época, quando eu adorava passar horas em bate-papo, me pareceu um maluco revolucionário, assim como qualquer pessoa que tentasse alegar a existência dum mundo real além do vício dos computadores.

Ele também falava sobre a qualidade da informação achada na internet. Ao mesmo tempo que a internet possibilita que qualquer um divulgue suas idéias, isso também permite a divulgação de qualquer tosqueira. Já publicar um livro exige mais conteúdo, uma aprovação editorial, essas coisas. Ele cita um triângulo qualidade-facilidade-preço, de várias aplicações, onde é impossível satisfazer as três condições.

Bem, a internet me humanizou mais que me transformou num tímido gordo e branquelo cheio de espinhas vendo sites de pornografia, secando gostosas em fotologs e lendo contos eróticos. Minhas primeiras amizades de carne e osso, em 1999, eu devo à internet e esse é o lado bom dela, afinal não estou aqui apenas para atirar pedras. Mas vamos caminhar no tempo até 2005.

Em 2005, eu, meu pai e meu irmão tínhamos cada um seu computador. O meu não era lá uma Brastemp, mas era meu (já viu aqueles carros antigões com adesivos “É feio, mas tá pago”?). Numa bela manhã, quando levantei da cama e liguei meu computador antes da primeira ida ao banheiro, bem… ele não ligou.

O que pensei que ia ser um inferno foi bacana. Passei a estudar mais, ler mais, comer melhor, até tomar banho melhor. Hoje sinto falta do computador só pra fazer algum trabalho. Depois disso, comecei a usar os computadores do meu pai e do meu irmão.

E aí veio setembro, quando o prédio da Telemar pegou fogo e me deixou longos 9 dias sem internet. Aí percebi que dava pra viver sem internet. Depois dos 9 dias, percebi que nem tinha sido tão ruim, e como algo que parecia fazer tanta falta ficou redundante. Durante o recesso da internet, até retomei meu hábito de ligar pras pessoas, que tinha sido trocado por conversas via mensagens instantâneas.

Aí veio 2006, e comecei a estagiar. Hoje, depois de ir pra faculdade, depois ir pro estágio e passar quatro horas na frente dum computador torcendo meu cérebro pra sair alguma coisa, a última coisa que quero fazer quando chego em casa é ir pro computador. Vou dormir, estudar, ler um livro, e só encosto no computador quando é necessário: quando preciso escrever um e-mail ou estou esperando um e-mail, quando bate a inspiração pra escrever algo (como agora), ou qualquer outro fim determinado.

Li num livro, uma vez, uma recomendação que dizia para você só ver televisão quando soubesse o que vai assistir. Se você não sabe o que vai assistir, e vai ficar só passando canais (o zapping, que carinhosamente chamo de Síndrome da TV a Cabo), não vá, vá ler um livro ou brincar com sua cadelinha. Adaptando isso pra internet, hoje só uso computador quando tenho algo pra fazer. Ligo, faço e desligo.

Foi aí que lembrei do artigo do tal Clifford Stoll, e percebi como ele estava certo: ao fim de horas no computador, gastamos horas e dificilmente temos algum retorno. Parece até irônico chegar aqui e ler um texto dum aluno de Ciências da Computação sobre o mau hábito que é o uso desnecessário do computador, mas eu, eterno amante das causas perdidas, começo agora a incentivar o uso racional de computadores.

E os colegas que não gostarem que me perdoem (ou não).

PS: mamãe, já tô indo dormir.

17 de setembro de 2003   —   10:15:06
Este texto eu achei no blog da minha cunhada e é digno dos meus aplausos. Lá e em dezenas de outros cantos dizia que era do Arnaldo Jabor, fui pesquisar e acabei descobrindo que parece que não. Bem, deixando pra lá as questões autorais, copiei daqui e lá vai o texto, é meio grande mas vale a pena, e fala bem de muito que eu penso. Pesquisando no Google, vi o mesmo texto em outros blogs e vi que fez muitas pessoas pensarem, espero que faça vocês pensarem também.

Ser ou não ser tribalista…
Ser ou não ser tribalista. Eis a questão! Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde “toda ação tem uma reação”.
Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo – beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, “os tribalistas” não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é “namorix”. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, a final, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja “a cereja do bolo tribal”, enxerga somente o lado Negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente,o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Já dizia o poeta que “amar se aprende amando” e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra “namoro” traga tanto medo e rejeição. No entanto,vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram.
Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a “comer sal junto até morrer”. Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.
A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da Vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

Mônica Montone (24 anos / estudante de psicologia e poeta)

14 de maio de 2003   —   10:56:33

Talvez você diga que não ando postando nada. Mentira. O problema é que sempre que posto, o Blogger diz que postei com sucesso mas a página não é atualizada (sim, eu sei como publicar os malditos posts).

E vamos ver se esse post aparece no blog.