Já ouvi essa música muitas vezes, mas sem nunca dar a devida atenção ao trecho. Diabos. O “e se” é a melhor maneira possível de torturar a própria mente, e não é de hoje que sei que “se” é a palavra mais destruidora da nossa língua.
Olhar pra trás e lamentar minhas escolhas não adianta. Olhar pra frente, além de ser solução, é a única opção viável. É usar os limões que a gente tem hoje pra fazer a limonada, ainda que amargados pelo tempo.
Você pode ter sido o dia mais produtivo no mundo no trabalho,
pode ter tirado uma nota enorme naquela prova foda da faculdade,
pode ter visto aqueles seus amigos que não via faz tempo,
pode ter arrumado aquele trabalho legal,
pode ter ouvido a música certa na hora certa no rádio,
pode ter visto seu filme favorito começando na tevê,
pode ter comprado aquela roupa que você paquerava há tempo na vitrine,
mas não adianta.
O fim do dia sempre vai trazer aquele vazio arrebatador,
aquela sensação de um must have que está ausente,
aquele sentimento de quem está saindo de casa esquecendo algo.
PUTA MERDA.
ACABOU O DORITOS DE NOVO.
Já tentei gostar de futebol quando era criança, torcia por um time e tal, mas o gosto logo passou quando meu time perdeu o Campeonato Brasileiro. É, pulei fora do barco na primeira derrota do time. Definitivamente, eu não tinha determinação pra coisa.
Na escola, eu não suportava os dias posteriores aos dias de jogos de futebol na TV, quando, nos minutos antes das aulas começarem, enquanto os alunos se acumulavam na sala, algum colega já passava pela porta gritando com outro, porque o time do outro havia perdido. Tudo isso acompanhado de gritos trogloditas e selvagens do tipo “Chuuuuupa, tricolor” ou “Toooooma, vozão”.
E toda a comoção durante campeonatos, os comentários em todos os lugares, toda a pressão por você estar na torcida, estar acompanhando os jogos, a pergunta “por qual time você torce?”, os gritos em restaurantes quando tudo que eu queria era comer sossegado acabaram transformando meu não-gostar de futebol por um tremendo abuso.
Já joguei vôlei em 1992, fiz natação durante uns cinco anos, joguei basquete em 1999 e hoje banco o ciclista, mas se tem algo por que não consigo ter apreço é futebol. Minha única aproximação do futebol foi um campeonato durante a primeira série do primeiro grau (como chamam primeiro grau hoje?) onde o único esporte disponível era futebol, no qual certamente contribuí para a derrota de meu time.
Me perdoem, amigos, mas não gosto de futebol, não gosto de racha e vou recusar o convite pra ver o jogo do Brasil no telão de alguma churrascaria.
Pronto, falei.
Numa dessas noites, antes de dormir, comecei a elaborar a lista mental de chatices de fim de ano:
E se você não pode vencer o inimigo, junte-se a eles: de olho nesse mercado, decidi colocar algumas imagens para você avacalhar o orkut alheio. De brinde, ainda vou atrair centenas de pessoas que vão procurar no Google "imagens pro orkut", ganhar acessos e comentários e virar um blog de sucesso.
Para mandar uma das imagens, é fácil: basta copiar o texto que está abaixo de cada figura e colar no scrapbook do amigo que vai te achar um mala.


Minhas únicas férias foram uma semana entre uma prova e o resultado dela, quando um professor resolveu marcar mais uma prova pra dar mais uma chance – chance essa que eu precisei.
E tudo que sinto agora é um desejo enorme de vagabundar, de fazer nada sério e esquecer os problemas e obrigações. Mas o segundo semestre letivo já começou, então vou ter que esperar até dezembro pra respirar.
"Esdras Beleza de Noronha muere el 11 / 05 / 2059 a la edad de 73 años."
Acho que não dá tempo de virar um velho gagá.
Dia desses tava no telefone acertando umas coisas via telemarketing com uma empresa de São Paulo e atendente me perguntou se aqui tava fazendo sol, porque lá tava frio e ela vinha pra cá. Deus, tem gente que não sabe o que é bom.
Pra piorar, hoje recebi certas notícias que eu preferia nunca ficar sabendo. Uma imagem vale mais que mil palavras:
(Nesse exato momento, Tony Martelo e Joe Faca Fina estão preparando o sapatinho de cimento pra Samantha, que me passou essa notícia e vai praticar mergulho de cima da ponte Hercílio Luz, em Floripa.)
Eu tava num restaurante perto daqui de casa e pedi um pavê pra sobremesa. Eis que chega o garçom com um óculos na mão, estende pra mim e diz:
- Aqui, senhor, pavê!
Quase me acabo de rir. Genial. Ou pelo menos imprevisível.
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