Numa dessas noites, antes de dormir, comecei a elaborar a lista mental de chatices de fim de ano:
E se você não pode vencer o inimigo, junte-se a eles: de olho nesse mercado, decidi colocar algumas imagens para você avacalhar o orkut alheio. De brinde, ainda vou atrair centenas de pessoas que vão procurar no Google "imagens pro orkut", ganhar acessos e comentários e virar um blog de sucesso.
Para mandar uma das imagens, é fácil: basta copiar o texto que está abaixo de cada figura e colar no scrapbook do amigo que vai te achar um mala.


Minhas únicas férias foram uma semana entre uma prova e o resultado dela, quando um professor resolveu marcar mais uma prova pra dar mais uma chance - chance essa que eu precisei.
E tudo que sinto agora é um desejo enorme de vagabundar, de fazer nada sério e esquecer os problemas e obrigações. Mas o segundo semestre letivo já começou, então vou ter que esperar até dezembro pra respirar.
"Esdras Beleza de Noronha muere el 11 / 05 / 2059 a la edad de 73 años."
Acho que não dá tempo de virar um velho gagá.
Dia desses tava no telefone acertando umas coisas via telemarketing com uma empresa de São Paulo e atendente me perguntou se aqui tava fazendo sol, porque lá tava frio e ela vinha pra cá. Deus, tem gente que não sabe o que é bom.
Pra piorar, hoje recebi certas notícias que eu preferia nunca ficar sabendo. Uma imagem vale mais que mil palavras:
(Nesse exato momento, Tony Martelo e Joe Faca Fina estão preparando o sapatinho de cimento pra Samantha, que me passou essa notícia e vai praticar mergulho de cima da ponte Hercílio Luz, em Floripa.)
Eu tava num restaurante perto daqui de casa e pedi um pavê pra sobremesa. Eis que chega o garçom com um óculos na mão, estende pra mim e diz:
- Aqui, senhor, pavê!
Quase me acabo de rir. Genial. Ou pelo menos imprevisível.
Lembram do meu último texto sobre quadrinhos, dias atrás? Começou ali. Acabei achando, em comunidades do orkut, links para revistas digitalizadas e traduzidas. E em algumas madrugadas fui dormir mais tarde, tentando matar a sede insaciável de voltar a ler quadrinhos.
Depois veio Lost. Até minha psicóloga riu quando falei que nunca tinha visto Lost antes. Comecei a ver. No começo parecia inofensivo, nem parecia ser aquilo tudo que as pessoas diziam… Quando menos percebi, já estava viciado, procurando respostas, pensando em explicações pros mistérios da tal da ilha.
Achei no Submarino um joystick pro computador em promoção, com frete grátis e parcelado em várias vezes. Mesmo liso, comprei. Agora passo algum tempo no computador jogando as coisas que para eu jogar antigamente tinha que poitar o Mega Drive ou o Super Nintendo do vizinho ou pagando o caro aluguel da locadora, e sem aquele desconforto nojento de jogar com o teclado.
Mas eu ainda podia ir mais fundo, aí vem os amicíssimos Mônica e Pedro e ensinam pra mim e pra Ana Paula como jogar pôquer. E eu gostei. Até então, eu nunca havia entendido porque toda vez que um grupo de amigos meus marcava de sair ficavam uns ilhados (hã… ilha? Lost?) numa mesa jogando pôquer.
Está difícil estudar e trabalhar. É o fundo do poço. E é muito confortável aqui embaixo…
Eu devia estar dormindo agora. E sinto uma certa culpa por isso.
A rotina não tem me feito bem. E a palavra "rotina" ecoa na minha mente todo dia antes de dormir, quando penso no que será do dia seguinte, quando brigarei com ela nos espaços e tempos de sempre.
"A solução é juntar os amigos, alugar uns filmes, fazer algo bom para comer e aproveitar. E também rezar para que Fortaleza continue com esse frio durante o Carnaval", afirma o estudante universitário Esdras Beleza, de 21 anos.
A parte legal é como eu, conversando com a Amanda, cheguei nessa resposta…
Eu primeiro sugeri que você pode ir ver o Maracatu da Domingos Olímpio levando um 38 e se matar vendo a Unidos do Acaracuzinho ou qualquer outra escola de maracatu com nome de imitação de escola de samba carioca, num ato de protesto à própria mazelice de quem ficou entediado em Fortaleza enquanto os amigos se divertem numa casa de praia ou de serra. Só que isso a Amanda não podia pôr no jornal, né?
Em seguida eu falei: "mas a solução mesmo é juntar os amigos, alugar uns filmes, fazer uma comidinha supimpa e ficar reunido". Mas pedi pra ela tirar a parte da "comidinha supimpa", porque quem lesse isso sem me conhecer acharia que Esdras Beleza é um gourmet gay. Por fim, acabei reescrevendo isso e virou a parte do jornal, que a Amanda publicou exatamente como eu disse. Incrível: uma jornalista que não altera a fala do entrevistado.
Logo em seguida, a Amanda quis os créditos e perguntou: "esdras beleza, 22 (?), estudante de computação?", ao que respondi "21. e tira o ‘estudante de Computação’ e põe ‘estudante universitário’. vão achar que eu sou um nerd que adora o Carnaval na internet".
Perfeito. Estava pronta minha entrevista. Vou já sair do trabalho e comprar um exemplar, pra eu ler no Carnaval se não conseguir sair de Fortaleza. E ainda tem as palavras cruzadas…
– Um suco de acerola sem açúcar e um sanduíche natural, por favor.
– Não tem sanduíche. Nem acerola.
– Ah… então vai uma Coca Light e um salgado mesmo.
Bem que eu tentei ser saudável.
Powered by WordPress version 2.7-bleeding
100% feito usando software livre