o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
29 de janeiro de 2008

Google e os 50 anos de Lego

Google e Lego

 

Ontem, ao acessar o Google nosso de cada dia, vi essa brincadeira genial na marca do pai dos burros moderno: uma homenagem aos 50 anos do Lego. Nada mais justo: Lego, na minha opinião, é um brinquedo pra todas as idades.

Não tenha dúvidas que quando eu ficar rico vou gastar horrores comprando os famigerados bloquinhos de montar. Sem contar, óbvio, nas edições especiais do Lego, como Lego Star Wars (no JáCotei tem uma lista com alguns e seus preços, fique à vontade pra me dar de presente, sim?).

Lego Star Wars
 
lego-star-wars-2.jpg

Esse vai pra lista de sonhos de consumo

8 de dezembro de 2007

Coisas que gostaríamos de não passar nesse fim de ano


CD chatíssimo da Simone

A Simone garantiu dinheiro pro resto da vida, imagina
quantos CDs chatos como esse são vendidos todo ano


 

Fim de ano é época de festas, não? Mas isso também implica numa porrada de coisas chatas. Sem falar que o pobre do aniversariante é pouco lembrado, talvez nem tenha nascido em dezembro e há toda uma coação para que todos sejam obrigados a ficar festivos no fim do ano.

Numa dessas noites, antes de dormir, comecei a elaborar a lista mental de chatices de fim de ano:

  • Simone;
  • Ivan Lins;
  • Confraternizações com pessoas que não lhe deram a mínima o resto do ano e vão continuar assim ano que vem;
  • Papais Noéis bizarros perambulando em estabelecimentos comerciais que queriam economizar no bom velhinho;
  • Shoppings lotados;
  • Desmontar a árvore de Natal depois das festas;
  • Reveillon vendo o Show da Virada na Globo (pra quem terminou o ano velho liso e vai começar o ano novo loser);
  • Fazer aniversário perto do Natal e só ganhar um presente;
  • Fazer aniversário 24 de dezembro e não ter ninguém na sua festa;
  • Perceber que não cumprimos as promessas pro ano novo que fizemos ano passado;
  • Fazer mais promessas que não vamos cumprir ano que vem, afinal ninguém é de ferro e ano novo é a esperança que se renova… :)
15 de agosto de 2007

Eu e meu iate de um milhão de reais

Sempre que vejo nos ônibus aquelas propagandas da SOS Computadores pro curso de formação de operadores de telemarketing, com a legenda "a profissão que mais cresce no mercado", penso em como aquilo devia ser proibido por lei. Estão formando centenas de malas-sem-alça iludidos.

Hoje um desses chatos me ligou. Meus conhecimentos budistas dizem pra você se pôr no lugar da pessoa antes de sentir algum sentimento negativo por ela, lembrar que ela também é uma pessoa como você, etc. Não consigo sentir isso por algumas pessoas, e operadores de telemarketing que não sabem o que é um "NÃO!" estão entre elas.

Hoje, pela primeira vez, me livrei de um operador de telemarketing facilmente.


Esse é meu iate. Aí no meio é a Ana Paula tomando banho de sol.
Eu não apareço porque tô no meu helicóptero tirando a foto.

Foi na hora do almoço, péssima hora pra telefonemas. Era pro sr. Êsdras Beleza de Noronha, na verdade.

– Alô? É o sr. Êsdras Beleza de Noronha (sic)?
– Oi. Sou eu.
– O senhor está podendo atender?
– Sim. – Se eu dissesse não, ele ligaria outro dia e aporrinharia do mesmo jeito.
– Senhor, aqui é da Credicard Citi. Tudo bem com o senhor, senhor Êsdras?
– Oi. – Fiz questão de responder a pergunta assim só pra ser chato.
– Que bom, senhor Êsdras! – Acho que minha resposta não tava no script dele, então ele usou a única resposta que tinha.
– Diga.
– Senhor, nós vimos que você tem sido um ótimo cliente do cartão [nome completo do meu cartão de crédito, umas 8 palavras, nem sabia que o cartão tinha um nome tão grande] há quatro anos, e decidimos lhe oferecer um plano de capitalização!
– Não me interessa.
– Mas senhor, você sabe as vantagens do plano de capitalização?
– Não me interessa.
– Senhor, um milhão de reais HOJE mudaria sua vida? – Repare na ênfase no "hoje".
– Um milhão de reais? Eu podia vender meu iate e conseguir isso. – Friamente, como quem não se perturba com um milhão.
– Tudo bem, senhor. Tenha um bom dia.

Fácil, fácil.


Na verdade, esse é o melhor iate que eu poderia comprar hoje (imagem daqui)
5 de julho de 2007

Um dia, quem sabe…

Minha vida tem sido correria e só correria. Provas. Trabalhos. Trabalho. Correndo, correndo sempre, contabilizando as horas, dormindo mal. Corro, sobretudo, atrás de sonhos, penso em estar dum jeito melhor e num canto melhor daqui a uns anos, e isso me sustenta de alguma maneira, me faz abrir os olhos por mais alguns segundos enquanto meu corpo quer dormir.

Às vezes bate uma sensação chata, talvez a realidade dando pauladas na minha nuca. Tudo bate numa coisa chamada dinheiro, e no fundo eu estou lutando por ele sempre. 24 horas por dia. 7 dias na semana. Sonhar é romântico, mas todo sonho e toda realização têm, na sua essência, uma certa ligação a dinheiro. E quanto mais brigo pra tentar encher os bolsos nem que seja a médio prazo, mais pobre de espírito me sinto. A vida tem mostrado, dum jeito chato, que o que move o mundo é dinheiro…

Não, não virei comunista. Apenas sinto falta de quando eu pedia dez reais pros meus pais, encontrava meus amigos e voltava feliz pra casa. A vida adulta é um saco, mas não posso passar a vida toda pedindo dez reais e essa é a realidade. Menos abraços, mais suor.

Por vezes ao dia sinto falta dum abrigo, de um lugar onde eu possa descansar sem ser descoberto. Sem cobranças, sem ordens, sem obrigações, sem barulho. Queria apenas lembrar que estou vivo e conseguir relaxar a mente e sentir o espírito. Quando a gente pensa que vai ter descanso, a vida vem e dá uma rasteira na gente, e já é hora de lutar de novo, com mais força… Isso cansa.

Queria dar menos o cano nos amigos, mas sempre tem um empecilho, uma obrigação, e tenho que correr pra me formar, ter um emprego legal, ter um currículo bom, poder dar alguma coisa pra quem já me deu tanto, recuperar o tempo perdido, me limpar de qualquer conformismo que venha a surgir do chão querendo se prender aos meus pés.

O tempo tem me deixado amargo, workaholic, sem assunto, afastado das coisas que acalentam o coração. Tornei-me um alienado, cheio de conversas sérias, usando muito a cabeça e pouco o espírito. O relógio corre depressa e penso se estou aproveitando bem: coisas que fiz ontem já têm semanas, textos tão recentes têm dois anos.

Só espero sentar um dia, a médio prazo, olhar pra trás e poder falar que tudo valeu a pena.



12 de junho de 2007

Faça um cocoto feliz

Amicíssimos e amicíssimas, sexta-feira é meu aniversário. Como todos vocês sabem, eu mereço um monte de coisa boa, né? Aproveitem e me façam dar sorrisos de orelha a orelha. Tem pra todo bolso. :D

5 de junho de 2007

Alongamento

Nos últimos dias, venho dando passos mais longos que as pernas.

Pelo menos até agora, tenho chegado onde quero.

16 de abril de 2007

Tchau, quadrinhos

Homem-Aranha Nº63, Panini ComicsLi história em quadrinhos de super-heróis de dezembro de 1993 até setembro de 2000, quando minha assinatura não foi renovada. Eu vinha há um tempo insatisfeito com as histórias, que vinham sendo mal escritas e mal desenhadas: os quadrinhos americanos cada vez mais se aproximavam dos traços japoneses. Sem preconceitos, mas ora, se eu quisesse ler quadrinhos com personagens dos olhos grandes, eu compraria mangás!

Sei que, com o passar do tempo, as coisas caminharam pra melhor. Andei folheando as revistas, e os desenhos parecem bem melhores, as histórias parecem mais interessantes que há 7 anos. Pensei em dar uma chance. Só que uma revista dessas que o amicíssimo leitor vê ao lado custa nada menos que a bagatela de R$ 6,90.

Ah, pô, R$ 6,90. O que são R$ 6,90 por mês pelo prazer da leitura? E pros mais metidos a cult é bobagem, mas eu vejo quadrinhos como arte (tirando algumas fases, como a que esqueci minha assinatura). E vale como divertimento também.

Só que quem já leu quadrinhos, sabe que no meio duma história do Wolverine aparece uma citação a uma história de dois meses atrás numa revista dos X-Men, que contribui para o entendimento da história que você está lendo. E na revista dos X-Men, vai ter uma citação pruma história dos Vingadores de 6 meses atrás. E na revista dos Vingadores, tem uma citação pra revista do Homem-Aranha, que vai ter uma citação pro Wolverine… Elas não são revistas da Mônica ou do Cebolinha, as histórias se passam num universo complexo e têm continuidade… Aí você tem que comprar todas elas. E já não serão mais R$ 6,90.

Contei as revistas na prateleira da banca que me interessariam. Tinham seis. Ora, 6×6,90=41,40.  Começava a virar uma conta amarga. R$ 41,40 pro meu pequeno salário já começa a se tornar inviável. Aí cheguei em casa e fui abrir o site da Panini Comics, representante da Marvel e DC no Brasil. Tem um check list lá com todas as revistas que saem por mês. Abaixo, você confere as revistas mensais. Fora elas, ainda tem edições especiais que também serão essenciais à cronologia…

Ai, meu bolso
Se o sono tiver me permitido contar direito, só da Marvel, minha editora favorita, são 16 títulos mensais. Umas são mais caras, outras mais baratas, mas vamos fazer de conta que todas custam a mesma coisa. Teremos 16×6,90=110,40.

Cento e dez reais e quarenta centavos? Em que país eles pensam que vivem? Quadrinhos, pelo visto, é luxo pra classe A. Desse jeito, só vou comprar quadrinhos quando tiver dinheiro pra comprar um PT Cruiser conversível. Só a Narcisa Tamborindeguy e a Vera Loyola devem conseguir acompanhar a cronologia dos quadrinhos a esse preço.

E assim eu desisti de voltar a comprar quadrinhos.

15 de março de 2007

Shopping

Eu gosto de andar em shoppings. Sério. Nos dias mais vazios, é claro, que não tem aquela criançada querendo ser adulta amontoando os shoppings, fazendo barulho, se agarrando tão precocemente. Uma vez, nesses dias de alta frequência infantil do Iguatemi, um grupo de pré-adolescentes começou a cantar parabéns pra alguém. Em segundos, haviam pestinhas espalhados por dois andares cantando parabéns, e brotaram seguranças do shopping como duendes para conter o barulho.

Mas não é esse o tema do texto. Pois bem: desde que entrei na faculdade peguei esse costume de sair da faculdade e ir dar volta em algum shopping, pois das paradas de ônibus da universidade sempre tinha algum ônibus que passasse perto dos principais shoppings de Fortaleza. Mesmo sem grana e sem comprar nada, eu ia dar uma volta nos shoppings. Um deles ficava perto duma parada onde eu fazia escala pra pegar outro ônibus pra voltar pra casa, então não custava nada passar ali.

Mas não estou ficando doido. O grande barato dos shoppings, na provinciana Fortaleza, é cruzar inesperadamente com os amigos, botar o assunto em dia nem que seja por uns poucos minutos. Ou simplesmente andar a esmo, pensando na vida, observando as pessoas, e dar uma folheada nos livros, uma fuçada nos CDs, uma olhada nas roupas. Criar sonhos de consumo que um dia serão esquecidos ou realizados, ou ver o que tá em cartaz no cinema pelo menos pra se atualizar (algumas vezes até encarei, sozinho, uns filmes). Tudo isso com uma segurança um pouco acima da média (infelizmente agora há assaltos frequentes em estacionamentos de shoppings) e ar condicionado.

Lembro do shopping Avenida, hoje um shopping fantasma, quase sem lojas, que num tempo pôs adesivos no chão com "100m", "200m", pra tentar atrair pra dentro do shopping pessoas que quisessem fazer cooper (pode?). Quem disse que não há vida saudável no corre-corre da cidade grande? Em Ribeirão Preto, lembro de ter visto uma academia enorme dentro dum shopping, que tinha até o já citado ar condicionado (sempre ele). E a tendência agora é começarem a construir aqueles edifícios com andares de lojas e andares de residência. Algumas pessoas até brincam dizendo que dá pra nascer e morrer dentro deles.

Andar no shopping sem um objetivo específico deve ser mais uns dos costumes malucos que a gente desenvolve morando na cidade.



10 de janeiro de 2007

London calling

Não aguento mais Fortaleza. O calor infernal, as notícias de assaltos, o engarrafamento, o povo com mau gosto musical ouvindo som alto, os gato véi e por aí vai. Também tô de saco cheio do Brasil e seus políticos querendo aumento, e enquanto isso o povo só levando. Esse papo de "sou brasileiro e não desisto nunca" já era: quero deixar pra trás essa terra chata que nunca vai melhorar e ir pra algum lugar onde a palavra "civilização" faça sentido.

Pensando nisso, comecei uma campanha chamada Londres 2010. Ela é simples: consiste em juntar um monte de amigos em Londres. Para tanto, é necessário juntar uma quantidade razoável de dinheiro, e por isso a campanha nos dá um prazo razoável: temos até 2010 pra juntar uma graninha e irmos todos para Londres fundar uma colônia de brasileiros.

Já imaginou? Ao invés de acordar com seu vizinho ouvindo forró, você terá problemas com um vizinho ouvindo Beatles. Vai ter shows de bandas de britpop todo fim de semana. Vai andar de ônibus vermelho e tirar fotos com aqueles guardas que parecem a Marge Simpson. Vai comer batata frita enrolada no jornal. Chega de ladrões e sequestradores, lá você vai se preocupar com terroristas. Problemas de gente chique.

A campanha tem uma comunidade no orkut. E quem sabe a gente chegue mesmo a Londres, nem que seja usando uma bóia de câmara de ar de pneu de caminhão pra cruzar o oceano.

22 de setembro de 2003

Hoje é o Dia Internacional Sem Carro! Várias pessoas no mundo inteiro se reuniram e não andaram de carro, andando à pé ou de bicicleta. Eu participei desse dia!

E também participei ontem.

E também vou participar amanhã.

Droga.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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