Lá vai:
500 dias com ela
Comédia romântica envolvendo cara legal e uma menina nem tão legal assim, com direito às coisas bregas-mas-bonitas do gênero. O filme fica melhor ainda se você tiver bom gosto musical. Vale a pena.
Arrasta-me para o inferno
Deveria ser uma comédia satirizando filmes de terror, com direito a alguns sustos. Os sustos existem e são poucos. A comédia é fraquíssima. O filme é cansativo e você implora pra que acabe logo. Não vejam.
Atividade Paranormal
“Veja, vamos fazer mais um filme de suspense/terror aparentemente filmado por pessoas comuns”. Essa fórmula já está manjada e passei o filme esperando sustos que não vieram. Dá pra passar o tempo.
Avatar
Uns odiaram, outros gostaram, alguns se recusaram a ver só pra bancar o cult e dizer “não vejo filme de muita bilheteria”. Gostei de Avatar, acho que cumpre sua função. Apesar da manjada porém válida fórmula de veja-como-a-ambição-humana-destrói-a-natureza, é um bom filme de aventura.
Contatos de 4º Grau
O filme já começa com uma cena apelativa dizendo “blá blá blá, isso aqui é real, meu filho, acredite se quiser!”. A única coisa que tornaria o filme assustador é a possibilidade de ser real, já que não aparece nem sequer um ETzinho pra dar um susto. O Internet Movie Database diz que não é e que a personagem central nunca existiu. Chatinho.
Eurotrip
Como diabos eu nunca tinha visto esse filme antes? Comédia entupida de besteiras e situações impossíveis, mas sem cair na idiotice. Vale a pena.
Sherlock Holmes
Pegaram o antigo personagem de Conan Doyle, mantiveram sua inteligência e adicionaram uma pitada de carisma e bom humor. Talvez não agrade os fãs mais fieis do detetive (eu sempre me irrito com as adaptações de heróis da Marvel), mas pra mim, que li apenas dois livros com Sherlock Holmes, pareceu ótimo.
Então você escolhe melhor suas companhias, seleciona suas conversas, guarda sua opinião pra quando ela for solicitada, suas atitudes pra quando elas não forem em vão e suas idéias pra quem souber apreciá-las.
E até lá, você simplesmente descansa no seu travesseiro, lê um livro e resolve suas próprias questões. Simples assim.
Essa semana eu estava estacionando perto do trabalho, fazendo uma balisa como manda o figurino: sinalizei antecipadamente, parei logo após a vaga e comecei a dar a ré para estacionar. Eis, então, que um belo sedã prateado invade a vaga com tudo, me deixando com uma cara de eu-não-acredito-nisso olhando o retrovisor, diante de um dos maiores exemplos de má educação que já presenciei nos meus breves quatro anos de condutor.
Dei a volta no quarteirão, parei numa vaga mais distante (a única disponível), e andei pela calçada até me aproximar do veículo mal educado. Esperei o condutor sair: uma senhora em torno de 50 anos, mal humorada e berrando com alguém ao celular. Como não era alguém que pudesse me bater numa briga e nem parecia portar um 38 dentro da roupa de perua que ela usava, tentei um diálogo, fria e educadamente, tentando não transparecer minha raiva:
– Moça, com licença, boa tarde. Tudo bem?
– Hein? Tudo, o que é?
– Oi, é que eu estava parando meu carro nessa vaga, estava dando a ré pra entrar, sinalizando, quando você invadiu ela. – Perdoem-me por ter falado “invadiu ela” e não “a invadiu”.
– Não! Eu estava entrando na vaga, já tinha sinalizado, quando um carro ia roubar a vaga. Era seu o carro?
– Era.
– Então, eu já tinha sinalizado e tudo, você que ia invadir a vaga!!! – Ponha aqui uma pitada de fúria, mau humor e quantas exclamações forem possíveis na fala da dona.
– Ok, apenas tome cuidado da próxima vez. – Encerrei, percebendo que ela não tinha ninguém com problemas de saúde precisando de socorro e também não ia reconhecer a falha e me pedir desculpas.
– Não, você que ia roubar minha vaga e…
Não sei até agora como eu, que vinha na frente dela, estava roubando a vaga. Sem saco pra prolongar uma discussão infrutífera, fui embora em direção ao trabalho. Até o flanelinha que viu tudo comentou comigo depois a má educação da dona. Ela foi embora em outra direção, resmungando e fazendo gestos de reprovação, certamente me culpando pelo dia ruim dela ou pela vida frustrante que ela tem e desconta no resto do mundo, achando que caixas de metal são sacos de pancada.
O amigo Danny Husk escreveu um texto tão bom que precisei copiá-lo aqui. Ele traduziu bem em palavras o sentimento que tenho ao passar por certos lugares de Fortaleza. Lá vai:
vocês conseguem entender o sucesso de lugares, como por exemplo, aquele barôlla grill que fica ali na antônio tomás? deus do céu. como pode? estive lá uma vez, e se trata apenas de uma churrascaria com atendimento e músicas ruins. lotado praticamente todos os dias. aquele engarrafamento, então?
estranho é que você passa realmente a se sentir um peixe fora d’água ao ver quantas pessoas nesta cidade podem ter gostos tão diferentes do seu. você REALMENTE é uma minoria.
nem me importo muito com isto não. mas fico imaginando quando teremos mais opções de “bom gosto” (termo meio escroto, eu sei) se o que faz sucesso por aqui é este infindável mar de mesmice.
sei lá. quem sabe algum dia as coisas possam ser proporcionalmente melhores por aqui. mais opções pros mais variados tipos.
pode ser meu desejo de ano novo?”
Nuff said. Não podia estar mais certo.
Até 2003, eu praticamente me recusava a ouvir qualquer coisa estrangeira. Eu só ouvia rock nacional mesmo, do tipo Paralamas, Legião Urbana, Titãs e por aí vai. Comecei a ouvir outras coisas, mas nem por isso abandonei meu antigo gosto. No entanto, dificilmente eu presto atenção em algum novo trabalho das antigas bandas que eu gostava. As razões?
É… Já era.

Fui pesquisar meu próprio presente de Natal por lá. Entrei na frente do shopping, peguei uma das entradas do estacionamento e acabei indo parar no E4, um estacionamento no alto do shopping alcançado após subir 9 ladeiras de carro. Após a pesquisa, começa a jornada para voltar ao automóvel.
Quando me dirijo a um dos caixas para pagar o tíquete do estacionamento, no valor de R$ 3, descubro que só tinha R$ 2 na carteira. Se você nunca passou por isso, ainda vai passar. Fui sacar dinheiro no caixa do Banco do Brasil, que tinha uma fila enorme, e a todo momento chegavam idosos ou mulheres com crianças de colo e passavam na frente. Mas enfim, saquei alguns trocados e fui pagar meu tíquete.
O elevador só ia até o E3. Achei estranho, mas acreditei que chegando no E3 teria algum acesso pro E4. Pago o tíquete, olho pros lados e reparo que não há escada, ladeira, elevador, nada. Pergunto pra moça dos tíquetes como chego no E4. Ela responde dizendo que tenho que voltar pelo elevador que vim, ir para o segundo piso e pegar o elevador ao lado da Riachuelo. Absurdo: o shopping tem partes que não se ligam, a não ser por andares inferiores.
Tento pegar o elevador para o segundo piso. Aperto o botão e… nada. A porta não fecha, e assim o elevador não desce. Tive que trocar de elevador. Chego ao segundo piso, corro para o elevador ao lado da Riachuelo. Sinto um alívio quando vejo o botão E4. Aperto o botão e… o botão não acende. Torno a apertar, cada vez mais irritado. O elevador sobe pro E5. Continuo apertando o E4… mesmo sem o botão acender, o elevador para no E4.
Fiquei esperando aparecer o Sérgio Mallandro dizendo “Rá! Pegadinha do Mallandro!”, mas não aconteceu, não era pegadinha. Entrei no carro aliviadíssimo, desço novamente 9 ladeiras e vejo a luz do sol vindo de fora do estacionamento. Nunca fiquei tão emocionado em ver a avenida Bezerra de Menezes.
Temos, aí, dois extremos. Vamos acrescentar mais um: o povo que odeia best sellers, sejam quais forem. Elas têm a idéia que, se o livro vende muito, não pode prestar. Uma vez conversei com uma conhecida minha, muito fã dum diretor aí de cinema. Ela se encontrava chateada porque seu diretor favorito estava concorrendo ao Oscar, e dizia que ele era bom demais pra concorrer ao prêmio, no meio daqueles blockbusters todos. Ou seja, os bons diretores de filmes e os bons autores de livros são aqueles que permanecem consumidos apenas por um pequeno grupinho de gente, que se julga uma elite intelectual e que me mata de abuso.
Nos três exemplos que citei, temos três tipos de pessoas:
Não vou dizer quem está certo ou errado. O erro, para mim, está em se prender apenas a um tipo de leitura e se fechar a todo o resto. Na faculdade de Computação, assim como em boa parte das Ciências Exatas, é raro encontrar uma pessoa que dê ao prazer duma leitura que não seja os livros relacionados a seu curso, e algumas tiveram como último livro extra-faculdade algum livro do vestibular, ou nem isso.
Portanto, meu sincero conselho: esqueça se o livro está ou não na prateleira dos mais vendidos, se o livro é ou não sucesso de crítica (seja lá qual for sua imagem da crítica), se o livro não é relacionado a sua profissão, se parece livro de auto-ajuda, e, enfim, se dê ao luxo de ler algo que você simplesmente vai gostar.
Hoje um desses chatos me ligou. Meus conhecimentos budistas dizem pra você se pôr no lugar da pessoa antes de sentir algum sentimento negativo por ela, lembrar que ela também é uma pessoa como você, etc. Não consigo sentir isso por algumas pessoas, e operadores de telemarketing que não sabem o que é um "NÃO!" estão entre elas.
Hoje, pela primeira vez, me livrei de um operador de telemarketing facilmente.

Esse é meu iate, com mulher e tudo.
Eu não apareço porque tô no meu helicóptero tirando a foto.
Foi na hora do almoço, péssima hora pra telefonemas. Era pro sr. Êsdras Beleza de Noronha, na verdade.
– Alô? É o sr. Êsdras Beleza de Noronha (sic)?
– Oi. Sou eu.
– O senhor está podendo atender?
– Sim. – Se eu dissesse não, ele ligaria outro dia e aporrinharia do mesmo jeito.
– Senhor, aqui é da Credicard Citi. Tudo bem com o senhor, senhor Êsdras?
– Oi. – Fiz questão de responder a pergunta assim só pra ser chato.
– Que bom, senhor Êsdras! – Acho que minha resposta não tava no script dele, então ele usou a única resposta que tinha.
– Diga.
– Senhor, nós vimos que você tem sido um ótimo cliente do cartão [nome completo do meu cartão de crédito, umas 8 palavras, nem sabia que o cartão tinha um nome tão grande] há quatro anos, e decidimos lhe oferecer um plano de capitalização!
– Não me interessa.
– Mas senhor, você sabe as vantagens do plano de capitalização?
– Não me interessa.
– Senhor, um milhão de reais HOJE mudaria sua vida? – Repare na ênfase no "hoje".
– Um milhão de reais? Eu podia vender meu iate e conseguir isso. – Friamente, como quem não se perturba com um milhão.
– Tudo bem, senhor. Tenha um bom dia.
Fácil, fácil.
O que eu lembrei, enquanto via esse vídeo, foi duma enorme tosqueira que passava no SBT pelos idos de 1995. Alguém lembra, vejam só, dum seriado horrível chamado Os Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills? Não lembra? E se eu mostrar as fotos?


Dei até uma pesquida no Google. O seriado era uma porcaria produzida pela USA Network pra competir com os Power Rangers. Um alienígena melequento chamado Nimbar convoca quatro jovens e dá pra eles superpoderes pra combater o diabólico imperador Gorganus. Até aí, é igual a qualquer outro seriado do gênero super-esquadrão-japonês, ainda que produzido nos Istêites. O grande diferencial, mesmo, está na produção dos fabulosos Jovens Guerreiros Tat… cansei. Uma tosqueira horrorosa.
Deixo com vocês um vídeo do Youtube com a abertura de tão fabuloso seriado. Só o SBT mesmo pra mostrar tamanha porcaria.
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