o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
5 de abril de 2008

A situação atual do rock brasileiro

Hoje me ofereceram cortesias pro show do Capital Inicial. Não rolou.
 

Olha o naipe.

 
Até 2003, eu praticamente me recusava a ouvir qualquer coisa estrangeira. Eu só ouvia rock nacional mesmo, do tipo Paralamas, Legião Urbana, Titãs e por aí vai. Comecei a ouvir outras coisas, mas nem por isso abandonei meu antigo gosto. No entanto, dificilmente eu presto atenção em algum novo trabalho das antigas bandas que eu gostava. As razões?

  • Os Titãs ficaram senis demais e pararam de fazer o rock bom que eles faziam. O Nando Reis saiu da banda na hora certa.
  • O Capital Inicial parece que não cresceu, com seus membros quase cinquentões cantando músicas com a mais pura rebeldia adolescente.
  • O Biquini Cavadão gravou um disco de covers em 2001, depois gravou o mesmo disco de covers ao vivo… enfim, desde 2001 eles se repetem à exaustão.
  • O Nenhum de Nós gravou um segundo acústico e em seguida um disco ao vivo.
  • Os Engenheiros do Hawaii gravaram um acústico depois de outro acústico (foi mais ou menos assim que começou a decadência dos Titãs).
  • Os Paralamas do Sucesso, minha banda nacional favorita, tá me parecendo ingênuo demais.
  • Pra finalizar, toda banda nova que tem aparecido no mainstream ou é aquele hardcore/emocore chato, ou é imitação do Los Hermanos.

É… Já era.

24 de dezembro de 2007

Eu odeio o North Shopping

Uma amiga minha definiu o North Shopping, certa vez, como “o maior puxadinho de Fortaleza”. A verdade é que desde que o shopping foi construído ele já passou por tantas reformas, feitas de maneira caótica, que elas acabaram por tornar impossível transitar no shopping (exceto, talvez, se você andar por ele todo dia). Quase não consegui sair de lá na sexta, o shopping parece uma grande armadilha.

Fui pesquisar meu próprio presente de Natal por lá. Entrei na frente do shopping, peguei uma das entradas do estacionamento e acabei indo parar no E4, um estacionamento no alto do shopping alcançado após subir 9 ladeiras de carro. Após a pesquisa, começa a jornada para voltar ao automóvel.

Quando me dirijo a um dos caixas para pagar o tíquete do estacionamento, no valor de R$ 3, descubro que só tinha R$ 2 na carteira. Se você nunca passou por isso, ainda vai passar. Fui sacar dinheiro no caixa do Banco do Brasil, que tinha uma fila enorme, e a todo momento chegavam idosos ou mulheres com crianças de colo e passavam na frente. Mas enfim, saquei alguns trocados e fui pagar meu tíquete.

O elevador só ia até o E3. Achei estranho, mas acreditei que chegando no E3 teria algum acesso pro E4. Pago o tíquete, olho pros lados e reparo que não há escada, ladeira, elevador, nada. Pergunto pra moça dos tíquetes como chego no E4. Ela responde dizendo que tenho que voltar pelo elevador que vim, ir para o segundo piso e pegar o elevador ao lado da Riachuelo. Absurdo: o shopping tem partes que não se ligam, a não ser por andares inferiores.

Tento pegar o elevador para o segundo piso. Aperto o botão e… nada. A porta não fecha, e assim o elevador não desce. Tive que trocar de elevador. Chego ao segundo piso, corro para o elevador ao lado da Riachuelo. Sinto um alívio quando vejo o botão E4. Aperto o botão e… o botão não acende. Torno a apertar, cada vez mais irritado. O elevador sobe pro E5. Continuo apertando o E4… mesmo sem o botão acender, o elevador para no E4.

Fiquei esperando aparecer o Sérgio Mallandro dizendo “Rá! Pegadinha do Mallandro!”, mas não aconteceu, não era pegadinha. Entrei no carro aliviadíssimo, desço novamente 9 ladeiras e vejo a luz do sol vindo de fora do estacionamento. Nunca fiquei tão emocionado em ver a avenida Bezerra de Menezes.

9 de outubro de 2007

Best sellers e blockbusters


Bush e seus hábitos peculiares de leitura

Cada um lê como bem entende…
(a bem da verdade, essa imagem é falsa)

 

“Toda generalização é perigosa, inclusive esta”
– Alexandre Dumas, filho

 

Acho que foi semana passada. Eu estava saindo duma sala da faculdade, quando vi a cena: um colega meu de faculdade, segurando algum livro sobre programação de device drivers, apontando pra outra colega, que segurava um exemplar de um dos livros do Harry Potter, dizia algo do tipo “Isso não é livro! Livro é isso aqui!”, apontando para seu livro.

Temos, aí, dois extremos. Vamos acrescentar mais um: o povo que odeia best sellers, sejam quais forem. Elas têm a idéia que, se o livro vende muito, não pode prestar. Uma vez conversei com uma conhecida minha, muito fã dum diretor aí de cinema. Ela se encontrava chateada porque seu diretor favorito estava concorrendo ao Oscar, e dizia que ele era bom demais pra concorrer ao prêmio, no meio daqueles blockbusters todos. Ou seja, os bons diretores de filmes e os bons autores de livros são aqueles que permanecem consumidos apenas por um pequeno grupinho de gente, que se julga uma elite intelectual e que me mata de abuso.

Nos três exemplos que citei, temos três tipos de pessoas:

  • Uma leitora de best sellers;
  • Um cara que só lê os livros sobre Computação - minha faculdade - e coisas afins;
  • Uma pessoa que acha que ser culta é consumir apenas literatura e cinema desconhecidos.

Não vou dizer quem está certo ou errado. O erro, para mim, está em se prender apenas a um tipo de leitura e se fechar a todo o resto. Na faculdade de Computação, assim como em boa parte das Ciências Exatas, é raro encontrar uma pessoa que dê ao prazer duma leitura que não seja os livros relacionados a seu curso, e algumas tiveram como último livro extra-faculdade algum livro do vestibular, ou nem isso.

Portanto, meu sincero conselho: esqueça se o livro está ou não na prateleira dos mais vendidos, se o livro é ou não sucesso de crítica (seja lá qual for sua imagem da crítica), se o livro não é relacionado a sua profissão, se parece livro de auto-ajuda, e, enfim, se dê ao luxo de ler algo que você simplesmente vai gostar.

15 de agosto de 2007

Eu e meu iate de um milhão de reais

Sempre que vejo nos ônibus aquelas propagandas da SOS Computadores pro curso de formação de operadores de telemarketing, com a legenda "a profissão que mais cresce no mercado", penso em como aquilo devia ser proibido por lei. Estão formando centenas de malas-sem-alça iludidos.

Hoje um desses chatos me ligou. Meus conhecimentos budistas dizem pra você se pôr no lugar da pessoa antes de sentir algum sentimento negativo por ela, lembrar que ela também é uma pessoa como você, etc. Não consigo sentir isso por algumas pessoas, e operadores de telemarketing que não sabem o que é um "NÃO!" estão entre elas.

Hoje, pela primeira vez, me livrei de um operador de telemarketing facilmente.


Esse é meu iate. Aí no meio é a Ana Paula tomando banho de sol.
Eu não apareço porque tô no meu helicóptero tirando a foto.

Foi na hora do almoço, péssima hora pra telefonemas. Era pro sr. Êsdras Beleza de Noronha, na verdade.

– Alô? É o sr. Êsdras Beleza de Noronha (sic)?
– Oi. Sou eu.
– O senhor está podendo atender?
– Sim. – Se eu dissesse não, ele ligaria outro dia e aporrinharia do mesmo jeito.
– Senhor, aqui é da Credicard Citi. Tudo bem com o senhor, senhor Êsdras?
– Oi. – Fiz questão de responder a pergunta assim só pra ser chato.
– Que bom, senhor Êsdras! – Acho que minha resposta não tava no script dele, então ele usou a única resposta que tinha.
– Diga.
– Senhor, nós vimos que você tem sido um ótimo cliente do cartão [nome completo do meu cartão de crédito, umas 8 palavras, nem sabia que o cartão tinha um nome tão grande] há quatro anos, e decidimos lhe oferecer um plano de capitalização!
– Não me interessa.
– Mas senhor, você sabe as vantagens do plano de capitalização?
– Não me interessa.
– Senhor, um milhão de reais HOJE mudaria sua vida? – Repare na ênfase no "hoje".
– Um milhão de reais? Eu podia vender meu iate e conseguir isso. – Friamente, como quem não se perturba com um milhão.
– Tudo bem, senhor. Tenha um bom dia.

Fácil, fácil.


Na verdade, esse é o melhor iate que eu poderia comprar hoje (imagem daqui)


25 de janeiro de 2007

Os Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills

Minha amiga Amanda Pônei me mandou um link espetacular do Youtube com coisas relacionadas à infância das décadas de 80 e 90, tipo aqueles e-mails e livros feitos por pessoas que até hoje ainda conseguem assistir a reprises do Chaves. Embora esse tipo de necrofilia seja um clichêzão, bateu uma saudade rever Doug e as canetinhas Playcolor. Mas isso eu comento depois.

O que eu lembrei, enquanto via esse vídeo, foi duma enorme tosqueira que passava no SBT pelos idos de 1995. Alguém lembra, vejam só, dum seriado horrível chamado Os Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills? Não lembra? E se eu mostrar as fotos?

Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills
Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills Jovens Guerreiros Tatuados de Beverly Hills
Olha o naipe da peruca da loirona!
Parece um Cauby Peixoto com água oxigenada.

Dei até uma pesquida no Google. O seriado era uma porcaria produzida pela USA Network pra competir com os Power Rangers. Um alienígena melequento chamado Nimbar convoca quatro jovens e dá pra eles superpoderes pra combater o diabólico imperador Gorganus. Até aí, é igual a qualquer outro seriado do gênero super-esquadrão-japonês, ainda que produzido nos Istêites. O grande diferencial, mesmo, está na produção dos fabulosos Jovens Guerreiros Tat… cansei. Uma tosqueira horrorosa.

Deixo com vocês um vídeo do Youtube com a abertura de tão fabuloso seriado. Só o SBT mesmo pra mostrar tamanha porcaria.

2 de janeiro de 2007

A entidade Sandijúnior

Hoje de manhã, na hora do café, antes de ir pra faculdade, liguei a TV. De início, fui caçar algum clip bacana. Na MTV, passava alguma porcaria de hip hop imitando Seven Nation Army, do White Stripes (tadinhos dos irmãos White). Aí botei na TV União. O que passava não era do melhor gosto, mas era pelo menos engraçado: o clip de Não ter, da dupla Sandy & Júnior, lá do meio da década de 90.

Vocês já viram aquelas pessoas que se referem à dupla como uma única pessoa, até mesmo como gafe? Algo como "A Sandijúnior tá sumida"? Engraçado demais. Legal uma vez, quando alguém disse "Ah, a Sandijúnior tá namorando o carinha da família Lima". O Júnior nunca me enganou.

Sem mais delongas, aí vai o fabuloso clipe:

Algumas coisas não poderiam passar batidas:

  • O batonzão vermelho da Sandy;
  • 17 segundos: a mecha de cabelo solta dá todo um charme.
  • 45 segundos: a camisa xadrez do Júnior é tudo sobre a moda da década de 90.
  • Pouco após 1 minuto e 20 segundos, a troca de cenas dos ursinhos em cada batida da bateria é espetacular! A melhor parte do clipe!
  • A essa altura, os ouvidos mais aguçados já devem ter percebido alguma semelhança entre o instrumental da música e alguma coisa no estilo The Police, tipo Every breath you take;
  • Aos 2 minutos e 15 segundos, a mudança de foco mostra toda a cafonice dos efeitos do clipe. Super profissional e criativo.
  • 2 minutos e 20: Sandy deitada na toalha do piquenique, de botas, fazendo "não" com os dedos. Mais anos 90.
  • Mais ou menos aqui, coloquei no Telecine. Tava começando Star Wars III: A Vingança dos Sith. Coloquei de volta na TV União, senão eu ia querer ver o filme e ia perder minha aula. É meu Star Wars favorito.
  • Alguém reparou que o Júnior é só figurante (e nunca deixou de ser)?
  • 3 minutos e 40: mais mudança de foco. ("Ô Zé, o que a gente faz agora?", "Já sei, muda o foco de novo! Tá quase acabando!")
  • 3 minutos e 50: Júnior fazendo cara-de-quero-mais encostado na árvore.
  • 4 minutos e 20: olha que cachorrinho bacana!

Mas vamos combinar que a música (versão duma música da Laura Pausini) é bonitinha.

14 de janeiro de 2004

Eu odeio gente metida a cult.


Desce das suas alturas
Desce da nuvem, meu bem
Por que não deixa de tanta frescura
E vem para a rua também?

Nesse fim de semana, eu estava discutindo com a Alinne e com a Thais sobre um dos abusos que tenho: morro de vontade de fazer uma camisa onde tenha escrito “EU ODEIO GENTE METIDA A CULT”.

É, gente fresca metida a cult. Que se acha muita coisa por assistir aqueles filmes de arte europeus, geralmente com algumas cenas de sacanagem, de ficar degustando vinho, ouvindo Chico Buarque e Radiohead, falando de poesia. Eu até conheço pessoas bacanas que o fazem, mas tem umas que são muito chatas. Aquelas que se você puxar elas pra assistir um filme que não seja o de arte europeu com pornografia subliminar elas começam a se contorcer, e dentro dum cinema podem chegar até a ter uma convulsão.

Claro, cultura nunca matou ninguém, não estou dizendo que depois que lermos meu blog vamos todos desligar o monitor e correr para comprar CD’s do Harmonia do Samba. Mas me dá um abuso aquelas pessoas recatadas com suas taças de vinho a discutir filmes e poesia, e o que existir além disso (ou “abaixo” disso) chamar-se-á tolice. A essas pessoas eu recomendo terapia de choque, elas devem ser amarradas numa cadeira e assistir Um Morto Muito Louco 2, dar gargalhadas altas com os amigos e ir prum rodízio de pizza, que é pra saber que merda é Carpe Diem, essa frase deturpada pelos cults frescos enquanto bebem do seu vinho e assistem seus filminhos para depois reunirem-se com outros cults frescos e debaterem a profunda análise da alma humana.

Que o povo mala metido a cult seja mais anti-poético e se liberte.

Os versos do começo do texto são um trecho de Desce, de Arnaldo Antunes. Será que foi cult o suficiente?

17 de setembro de 2003

Este texto eu achei no blog da minha cunhada e é digno dos meus aplausos. Lá e em dezenas de outros cantos dizia que era do Arnaldo Jabor, fui pesquisar e acabei descobrindo que parece que não. Bem, deixando pra lá as questões autorais, copiei daqui e lá vai o texto, é meio grande mas vale a pena, e fala bem de muito que eu penso. Pesquisando no Google, vi o mesmo texto em outros blogs e vi que fez muitas pessoas pensarem, espero que faça vocês pensarem também.

Ser ou não ser tribalista…
Ser ou não ser tribalista. Eis a questão! Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde “toda ação tem uma reação”.
Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Embora já saibam namorar, “os tribalistas” não namoram. Ficar, também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é “namorix”. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, a final, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja “a cereja do bolo tribal”, enxerga somente o lado Negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente,o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Já dizia o poeta que “amar se aprende amando” e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra “namoro” traga tanto medo e rejeição. No entanto,vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram.
Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a “comer sal junto até morrer”. Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam.
A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da Vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida solidão.

Mônica Montone (24 anos / estudante de psicologia e poeta)



22 de agosto de 2003

Pra quem não acompanhou a notícia, várias pessoas morreram num acidente na base espacial de Alcântara, no Maranhão. Até a última notícia que eu soube, podem ter morrido 20 pessoas no acidente. Fora o lamentável número de mortes, já muito comentado, não posso deixar de falar na grande perda intelectual.

Num país cheio de tecnologia importada como o nosso, um programa espacial melhora não apenas a tecnologia espacial, mas telecomunicações, informática, combustíveis… O celular, anos atrás, era tecnologia militar. O forno microondas surgiu de pesquisas nada culinárias. Desenvolver pesquisa desse tipo no Brasil pode tornar mais cômoda a vida de muitas pessoas e desenvolver a economia de nosso país. As 20 pessoas mortas nesse acidente deram a vida acreditando nisso, e até agora não vi nenhum pronunciamento de ninguém falando disso.

Esses sim são os heróis que nosso país precisa e deveria homenagear e chorar a morte, não o Roberto Marinho.

7 de agosto de 2003


globo.gif

Plim Plim.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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