o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
20 de agosto de 2010

O que faz um bom professor?

Há alguns meses, conheci o Camilo no trabalho. Ele era líder técnico do meu projeto; um profissional de bons atributos, que sabia a hora de ouvir e falar, que sabia comunicar-se bem com o cliente e tinha bom jeito em reportar-se à equipe.

O Camilo, porém, optou pela carreira de professor do curso de Engenharia de Software da UFC, no campus de Quixadá, universidade de onde deixei de ser aluno do curso de Computação (em Fortaleza) há alguns meses, não sem algumas cicatrizes. E ele já chegou recebendo bons retornos para seus ensinamentos, por mais simples que sejam:

"professor, segui seu conselho, me matriculei num curso de inglês" #naoTemPreco18 de August de 2010 01:50:22 via Seesmic

Não pude deixar de dar os parabéns pelo bom trabalho ao Camilo… à minha maneira:

Com @ccalmendra, o número de professores bons na Computação da UFC se aproxima de meia dúzia! FORÇA, AMIGO!18 de August de 2010 01:59:29 via Seesmic Web

O professor Miguel Franklin, também pertencente ao departamento de Computação, e do qual não cheguei a ser aluno, se manifestou no dia seguinte:

@esdrasbeleza certeza que está sendo justo?19 de August de 2010 22:27:21 via Twitter for iPhone

Respondi o professor, dando os curtos argumentos que o twitter me permitia, de forma resumida:

@mfcastro, o conceito de "professor bom", pra mim, é aquele preocupado com a formação do aluno e menos com o ego. Conheci poucos. :(20 de August de 2010 02:15:13 via Seesmic Web

Sendo mais claro, dando alguns atributos:

@mfcastro professor bom, pra mim, é aquele que passa motivação, com didática e não terrorismo. Um título de PhD não vale sem isso. Concorda?20 de August de 2010 02:21:40 via Seesmic Web

Mas pensei: “Nunca tive aula com o Miguel, eu não poderia incluí-lo dentro ou fora disso e isso realmente soa injusto”. Usando menos do humor negro e tentando desfazer uma generalização causada por resumo das ideias, tentei explicar melhor minha colocação (assassinando um pouco os bons princípios de ortografia para conseguir fazê-la caber em 140  caracteres):

@mfcastro, posso fazer minha colocação soar - radical e + clara: dos professores *que conheci* na Comp. da UFC, considero poucos bons.20 de August de 2010 03:46:41 via Seesmic Web

Mas twitter é microblogging, e uso meu blog, que é um espaço menos limitado, pra manifestar melhor minha opinião.

O que faz um bom professor? Como todo bom profissional, eu acho que um bom professor deve saber motivar aqueles que dependem dele. No caso do professor, deve fazer um aluno se interessar por aprender, mostrando os horizontes e as novas possibilidades que os assuntos estudados podem lhe abrir. O bom professor deve auxiliar o aluno com dificuldades, tornando seu caminho mais claro, dando luz às ideias. Tanto é que, em alguns cursos e palestras, o professor é chamado de facilitador.

Leia as seguintes frases:

  • “Comigo só passa se sofrer”;
  • “Se o aluno está achando isso aqui difícil, é melhor ele ir pra [nome de uma das faculdades particulares mais conhecidas de Fortaleza, achei melhor omitir];
  • “As médias da turma subiram nessa prova, vou fazer a próxima mais difícil”;
  • “Eu estou aqui pra fazer raiva a vocês, pra vocês quererem se livrar de mim e estudarem pra passar”;
  • “Não quero que você fique triste com essa nota baixa, quero que fique com raiva e estude”;
  • “Se vocês pensam que vão ganhar dinheiro com isso [Computação], desistam”.

Sofrimento, raiva, desistência… Isso soa motivacional? Até o Capitão Nascimento ficaria assustado.

Todas as frases acima foram ditas por professores para mim, para colegas específicos ou para a turma. Isso não me soou como motivação. Me parece, como falei no meu tweet, problema de ego: a pessoa tem um pouco de autoridade e precisa usá-la ao extremo, demonstrar o poder que seu título de PhD e seu cargo de professor lhe trazem.

Mas nem tudo é ruim. Tive lá alguns professores que sabiam ensinar, que sabiam motivar, que sabiam cumprimentar alunos no corredor. Com alguns tento manter contato até hoje e tive sagrados ensinamentos, alguns não apenas sobre Ciência da Computação, mas sobre a vida. Conheço alguns amigos que vão terminando seus mestrados e doutorados e voltam para a universidade no papel de professores. Se o que eles me dizem estiver certo, eles estão fazendo de lá um lugar melhor e quebrando esse ciclo de mastigação da autoestima discente.

O Camilo conseguiu incentivar um aluno a fazer um curso de inglês, algo fora da universidade, para que isso tivesse um retorno para sua vida como aluno e profissional. É uma porta que se abre. Fica, então, a pergunta para os demais professores: por que fechar portas se você pode abri-las?

21 de fevereiro de 2010

The Office

Séries são como a Hidra, o monstro mitológico: pra cada série que você acaba de assistir até a última temporada, surgem duas no lugar. E nesses dias eu descobri mais uma: The Office. Minha namorada já me sugeria a série há um tempão, mas só no Carnaval parei pra assistir, emprestada pelo Silveira. Em poucos dias vimos da primeira temporada até o começo da terceira (a série já está na sexta temporada).

Originalmente uma série britânica, The Office foi levada aos Estados Unidos e fala do dia-a-dia num escritório duma filial duma distribuidora de papel. A série aborda as tarefas cotidianas dum escritório: trabalhar para um chefe que sabe menos que os funcionários, mas que se considera uma grande liderança; ter um colega de trabalho difícil de lidar; romances no ambiente de trabalho; preconceito racial; puxação de saco e de tapete. Tudo isso é abordado em forma de comédia, mas de maneira inteligente e sem forçar a barra com risadas ao fundo, comuns em séries de comédia (odeio as malditas risadas ao fundo).

Além do mais, quem já trabalhou num escritório de qualquer coisa ou já estudou algo de Administração sabe o quão real a série é. Mais do que uma comédia, a série satiriza os ambientes de trabalho, unindo todas as características e problemas comuns no mesmo escritório.

Michael Scott é o chefe do escritório, interpretado por Steve Carell, que já atuou em filmes como Pequena Miss Sunshine, O Virgem de 40 Anos e Agente 86. O personagem se julga um grande chefe e um grande líder, e em algumas horas, principalmente na primeira temporada, dá vontade de bater nele. Provavelmente ele é o personagem de série com quem mais desenvolvi antipatia. E essa é a função dele como personagem: despertar antipatia, desconforto e vergonha alheia.

Outro personagem memorável é Dwight Schrute, um completo imbecil, daqueles que você olha e pensa “como um idiota desses arranjou um emprego?”. Assim como Michael, é um dos personagens que você adora odiar.

Também temos o casal Jim e Pam, um dos casais mais legais que já vi em séries. Jim é um dos funcionários do escritório e seu trabalho é vender papel. É atormentado por Dwight, que senta na mesa ao lado. Pam é a recepcionista do escritório. Apesar dos dois serem apenas colegas de trabalho, não tem como não torcer pra que eles fiquem juntos.

Cada episódio da série é curto, com cerca de 20 minutos. A primeira temporada tem apenas seis episódios, e compartilho da opinião de alguns que é a mais sem graça. Chegando na segunda, acabei me viciando na série e foi um caminho sem volta.

12 de fevereiro de 2010

La-la-la-la-life goes on

E a vida segue seu curso: emprego novo, rotina nova, coisas novas pra aprender. O futuro, que já começou, é simples e claro:

  • Trabalhar: posso dizer que sou feliz com minha profissão. Sou reclamão pra caramba, detestei minha faculdade mas só levei ela até o fim porque gosto do meu trabalho. E, pelo que os últimos dias têm apontado, estou otimista de estar trilhando um bom caminho.
  • Voltar a pedalar: não é de hoje que os amigos e/ou meia dúzia de leitores sabem do meu hobby, que ficou de lado em 2009 e retomo aos poucos em 2010. E assim minha ansiedade diminui um pouco e a diabetes vai se controlando melhor.
  • Ler mais livros: tenho uma pilha de livros de todos os tipos e tamanhos se acumulando há anos, esperando para ser lida. Pouco a pouco ela vai diminuindo. Sempre lembro do meu antigo professor de português do pré-vestibular, Carlos Augusto Viana, que aconselhava: quem não lê se torna um profissional medíocre.
  • Ver mais filmes: também tenho um monte de filmes atrasados. Tenho uma lista enorme de filmes que todo mundo já viu, menos eu (pelo menos já vi Jurassic Park e De Volta Para o Futuro).
  • Jogar: infeliz daquele que não reconhece o valor dos video games ou que pensa que é coisa de criança.
  • Viajar: não sei como nem pra onde, mas viajar é preciso e sinto uma vontade lascada. Dá um aperto no peito toda vez que vejo um avião.
  • Namorar: ain’t love the sweetest thing? Um porto é preciso.
  • Ver mais os amigos: tô devendo uns abraços pra uma turma aí.
  • Fotografar: de fotógrafo e DJ todo mundo tem um pouco, e fotografia é uma das coisas que abandonei pelo caminho nos últimos anos.
  • Voltar a tentar tocar guitarra: eu ainda vou aprender a tocar guitarra, formar uma banda e fazer um disco foda que vai ter até uma resenha elogiosa no blog do Danny, vocês vão ver.

Agora me digam como arrumo tempo pra tudo isso, sim? Por mais apertado que pareça, porém, a perspectiva é otimista. :)

25 de novembro de 2009

Em versos

porto_das_dunas

I don’t wanna be like other people are
Don’t wanna own a key, don’t wanna wash my car
Don’t wanna have to work like other people do
I want it to be free, I want it to be true

 
– New Order, Turn my way


19 de setembro de 2009

Futuro do pretérito

Eu estava conversando com um colega do trabalho sobre coisas que eu devia ter feito há anos, mas eu não tinha nem a coragem nem a maturidade de hoje para tanto. E a resposta dele foi “Isso é uma música do Los Hermanos, ‘O velho e o moço’.”, e citou o trecho:

“E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz
Quem então agora eu seria?”

Já ouvi essa música muitas vezes, mas sem nunca dar a devida atenção ao trecho. Diabos. O “e se” é a melhor maneira possível de torturar a própria mente, e não é de hoje que sei que “se” é a palavra mais destruidora da nossa língua.

Olhar pra trás e lamentar minhas escolhas não adianta. Olhar pra frente, além de ser solução, é a única opção viável. É usar os limões que a gente tem hoje pra fazer a limonada, ainda que amargados pelo tempo.

29 de abril de 2009

A sociedade dos maus-tratos

Começou há uns dias, com uma série de fatores que ocorreram ao mesmo tempo: um trabalho novo, a renovação da minha carteira de motorista e outras experiências pessoais demais pra serem relatadas aqui.

A empresa onde comecei a trabalhar há um mês e meio tem uma copa com vários alimentos. Bateu a fome? Vai lá, assalta a copa, prepara um sanduíche, come uns biscoitinhos, toma um refrigerante ou um suco. Coisa mais linda do mundo. Mais: eu sou diabético, inclusive citei isso quando fui entrevistado. No meu primeiro dia, fui chamado reservadamente e me perguntaram o que eu podia e não podia comer, para que pudessem providenciar a comida adequada pra mim. Foi qualquer coisa de fantástico: na minha vida profissional relativamente curta (se somar tudo dá uns 3 anos e meio), eu nunca havia visto ou ouvido falar de coisas assim, só em documentários sobre o Google, que me faziam achar esse tipo de coisa como algo distante.

Ok. Dia desses fui renovar minha carteira de motorista. Quando tenho que resolver esse tipo de pepino, eu já faço uma preparação espiritual de véspera pra aguentar ser maltratado por estagiários odiando seu trabalho, senhoras ranzinzas querendo se aposentar e funcionários desmotivados descontando sua raiva no seu público. Chegando ao Detran ali do lado do Iguatemi, fui muito bem tratado, desde o balcão de recepção, passando pelos guichês até chegar na médica do exame de saúde, muito bem humorada. Deixei até um papel na urna de sugestões elogiando o tratamento e pedindo que estendessem tanta educação e elegância ao pessoal das blitze, que faz todo motorista se sentir um criminoso em potencial.

O cerne da questão é que nós esperamos ser maltratados. É uma patologia social: mais do que tolerar, nós já esperamos por isso. A gente espera que o trabalho seja chato; nós vamos a instituições públicas esperando desatenção e mau humor; esperamos que o cobrador do ônibus esteja de mau humor e que o motorista não pare quando sinalizamos; as mulheres toleram apanhar de seus namorados e maridos; as mentiras e traições (não seriam a mesma coisa?) praticamente já são parte dos relacionamentos – ou você nunca ouviu algo do tipo “ah, mas todo namorado(a) é assim, pra que trocar se vai ser igual?”. As pessoas perderam a noção de exigência e de bom gosto, de querer coisas boas pra si e de afastar-se das coisas ruins.

Quando somos bem tratados e recebemos um afago ou uma palavra confortante e confortável no lugar duma paulada, isso nos causa estranhamento e um grande vazio, dá vontade de chegar no balcão do Detran e perguntar “mas ei, você não vai ser grosso comigo, nem um pouquinho?”, e você fica no trabalho pensando “vamos ver o que devem de fazer de ruim pra compensar essa mordomia”. Bons tratos acabam nos gerando desconfiança. E nós ficamos em estado de alerta, esperando a hora que a porrada vai chegar, porque certamente ser bem tratado é coisa pra semideuses. E aguardamos uma coisa minimamente chata que vá nos fazer respirar aliviados.

E eu descobri que não sou muito diferente, e que até ser bem tratado exige um esforço psicológico tremendo. Ficou complicado aceitar bons tratos, receber o que a psicologia chama de feedback positivo é algo avançado demais pra minha cabeça. E por mais que os fatos sejam leves, é difícil confiar no ponteiro da balança.

Precisamos de coragem até pra não morrer de fome diante da mesa posta: a felicidade se tornou um corpo estranho, e estou matando anticorpos para isso diariamente, repensando a tolerância e o conformismo e me acostumando a ser feliz.

16 de abril de 2009

O cunho vernáculo de um vocábulo

Do Moderníssimo Dicionário Esdras Beleza de Noronha:
 

va.ga.bun.do adj Aquele que faz o que você gostaria de estar fazendo agora.
21 de março de 2009

A Vida segundo Lennon

Eu estava na casa do amicíssimo Pazzo, em 2007, indo estudar alguma coisa complicada, quando decidi folhear as revistas da sala dele. A sala da casa do Pazzo é tipo consultório de dentista: você acha revistas antigas dos últimos 10 anos e faz uma retrospectiva que vai desde as guerras dos últimos anos, passando pelo fim do governo FHC e pela CPI do Mensalão, até chegar nos casamentos da Adriane Galisteu.

Numa dessas folheadas, vendo aquela seção de citações que tem em toda revista tipo Veja/Época/IstoÉ/CartaCapital, achei a citação foda do John Lennon, na edição de Nº161 da revista Época, datada de 18 de junho de 2001 (e cuja capa era sobre a doação de órgãos de Marcelo Fromer, guitarrista dos Titãs, morto dias antes num acidente com um motoqueiro, lembra?).



Na época eu estava na fase mais workaholic dos últimos anos, estudando muito, trabalhando com dois meses de pagamento atrasado e saindo pouco. Ver a frase do John Lennon – tradução dos versos “Life is just what happens to you/While you’re busy making other plans”, da música Beautiful boy (Darling Boy), escrita para seu filho Sean – naquele dia foi uma porrada. Pedi para ficar com a revista, que achei dia desses, enquanto arrumava meu quarto.

Já fui muito relaxado e já fui maníaco por resultados e cumprir objetivos. Nenhum dos lados vale a pena: em ambos você não vive, vegeta. Num lado você espera as coisas caírem do céu, no outro você acaba cansado demais para alcançar qualquer coisa. Nessa época onde a faculdade quer sugar cada gota de sangue e as ofertas de trabalho andam ótimas, é sempre bom reencontrar a citação do John Lennon, parar um pouco e tentar equilibrar o foco das coisas. E eu tento, todo dia, lembrar das palavras de Buda e Lennon e ter em mente como realmente deve parecer nossas vidas: um caminho equilibrado.



4 de março de 2008

As pessoas

ou Momento diarinho: um texto ao vivo

Três horas vagas.

Três horas entre uma aula e outra. Eu devia estudar, se não tivesse esquecido o livro em casa. Ao invés disso, vou comer alguma coisa, e penso em como vou preencher as próximas horas. Comecei comprando uma caneta. Minha antiga caneta azul acabou a tinta, após anos de bom trabalho. Ela exercia sua função com maestria desde agosto de 2005.

Saio do shopping rumo ao CH. O Centro de Humanidades é o setor da universidade onde ficam as Casas de Cultura Estrangeira. Muito ali mudou, foi reformado. Mas não tarda para acontecer tudo mais uma vez, e as pessoas começam a surgir. Fazia dois anos que eu não andava ali àquela hora, mas acontece tudo de novo: eu encontrando vários amigos no ponto de encontro de anos atrás.

Parece que tenho 17, 18, 19 ou 20 anos de novo. Lembro como era bom encontrar os amigos ali, numa época que eu tinha menos preocupações. Alguns problemas de hoje até já existiam, mas eu me preocupava menos com eles. O tempo passa e a gente fica adulto e preocupado.

“Preciso de um ano sabático”, eu falei mais cedo pra uma amiga minha. 22 anos, quase 23, e o jovem de poucos anos atrás se sente velho e cansado. Faltou descanso e tempo pras coisas do coração. No fim das contas, não importa dinheiro e diploma, o mais importante da vida são as pessoas. Todo dia eu tento me convencer disso, enquanto a faculdade tenta me convencer do contrário.

Minha amiga respondeu dizendo que eu podia levar uma vida mais sabática ou coisa do tipo. E eu soube o que ela quis dizer.

(paro de escrever: felizmente interrompido por mais amigos, conversas, uma aula que não teve; volto pra casa e continuo a escrever horas depois)

Eu preciso aprender a conciliar as coisas. Não sei se isso me levou a escolher minha carreira profissional ou se foi o contrário, mas me tornei um homem de zeros e uns, de intervalos discretos bem-divididos – um homem de extremos. Quando me dedico a algo, esqueço o resto do mundo. Ou sou um vagabundo, ou sou um workaholic. Preciso descobrir o caminho do meio.

Ando com alguns planos pra tentar levar uma vida mais equilibrada, fazer coisas simples pra relaxar e aliviar a tensão. Por enquanto, hoje vou dormir feliz. Nada como as surpresas: um intervalo de três horas que tinha tudo para ser chato foi simplesmente espetacular e valeu o dia.

10 de janeiro de 2008

Férias!

“Férias” talvez seja a palavra mais bonita do dicionário. E, pela primeira vez em tempos, me afastei do blog não por excesso de obrigações, mas de prazeres.

Tenho me sentido estranho nos últimos dias. Na verdade, tenho tido sensações que há muito tempo não sentia. Começou quando as aulas acabaram e tive férias da faculdade. Depois veio o recesso de fim de ano, e me peguei sem aulas nem trabalho. Deus, há quanto tempo eu não tinha um dia pra ficar em casa, sem pensar em obrigações? Há quanto tempo eu não passava um dia sem me cobrar alguma coisa?

Sei que, nos últimos dias, tenho feito um esforço para cobrar de mim mesmo algum descanso, alguma atenção às coisas que gosto de fazer. Ler os livros atrasados, desenterrar aquele jogo antigo, pôr pra andar a lista de filmes, encontrar os amigos (e amor, vê se volta logo de viagem). Tenho tomado doses maciças de eu-mesmo que têm me feito um bem danado, e tento rejuvenescer hoje os anos que envelheci durante 2007, que já foi tarde.

Penso muito sobre a maneira como levei os últimos tempos, tanto trabalho, tantos estudos e tão pouca distração. Tenho uma preocupação constante sobre como tentar manter a calma quando tudo começar de novo, mas preocupações são algo que minha cabeça está tentando expulsar, eliminar, adiar, então guardo-as para discuti-las depois com quem puder me dar alguma luz.

Mas vamos ao que importa.

Zelda!Finalizei The Legend of Zelda – Majora’s Mask, pra Nintendo 64, que comprei há mais de 4 anos mas nunca tinha tempo pra jogar direito. Bem, agora preciso dum Nintendo Wii pra continuar jogando o resto da linha Zelda. Alguém me dá R$ 1.700,00?

Depois de assistir todos os episódios disponíveis de Lost e Heroes, fiquei órfão de seriados. Comecei a assistir House e Dexter. House é muito bom, o Silveira havia feito uma descrição básica do que se tratava o seriado e lembrei dela quando fui procurar por um seriado novo (meio estranho, não, procurar por seriados?). Dexter tinha sido uma recomendação do meu antigo professor de guitarra, quando eu fazia aulas.

House!

House. Isso vicia.

E tenho tentado pôr pra caminhar minha lista enorme de filmes também, mas House está atrapalhando tudo. E tenho tentado ler um bocadinho também. Como eu estava conversando hoje via MSN, tenho muitos planos pra pouca vida. Se eu somar os livros que existem pra ler, os filmes pra assistir, os lugares pra conhecer, bem, acho que preciso dumas duas vidas.

No mais, tenho conseguido ver bastante as pessoas queridas que não vejo faz tempo. E, quando as aulas voltarem, eu estarei pronto pra outra. Espero.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 25 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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