o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
12 de fevereiro de 2010

La-la-la-la-life goes on

E a vida segue seu curso: emprego novo, rotina nova, coisas novas pra aprender. O futuro, que já começou, é simples e claro:

  • Trabalhar: posso dizer que sou feliz com minha profissão. Sou reclamão pra caramba, detestei minha faculdade mas só levei ela até o fim porque gosto do meu trabalho. E, pelo que os últimos dias têm apontado, estou otimista de estar trilhando um bom caminho.
  • Voltar a pedalar: não é de hoje que os amigos e/ou meia dúzia de leitores sabem do meu hobby, que ficou de lado em 2009 e retomo aos poucos em 2010. E assim minha ansiedade diminui um pouco e a diabetes vai se controlando melhor.
  • Ler mais livros: tenho uma pilha de livros de todos os tipos e tamanhos se acumulando há anos, esperando para ser lida. Pouco a pouco ela vai diminuindo. Sempre lembro do meu antigo professor de português do pré-vestibular, Carlos Augusto Viana, que aconselhava: quem não lê se torna um profissional medíocre.
  • Ver mais filmes: também tenho um monte de filmes atrasados. Tenho uma lista enorme de filmes que todo mundo já viu, menos eu (pelo menos já vi Jurassic Park e De Volta Para o Futuro).
  • Jogar: infeliz daquele que não reconhece o valor dos video games ou que pensa que é coisa de criança.
  • Viajar: não sei como nem pra onde, mas viajar é preciso e sinto uma vontade lascada. Dá um aperto no peito toda vez que vejo um avião.
  • Namorar: ain’t love the sweetest thing? Um porto é preciso.
  • Ver mais os amigos: tô devendo uns abraços pra uma turma aí.
  • Fotografar: de fotógrafo e DJ todo mundo tem um pouco, e fotografia é uma das coisas que abandonei pelo caminho nos últimos anos.
  • Voltar a tentar tocar guitarra: eu ainda vou aprender a tocar guitarra, formar uma banda e fazer um disco foda que vai ter até uma resenha elogiosa no blog do Danny, vocês vão ver.

Agora me digam como arrumo tempo pra tudo isso, sim? Por mais apertado que pareça, porém, a perspectiva é otimista. :)

19 de julho de 2009

Festival Selton Mello

Há algum tempo, recebi um daqueles e-mails que giram o mundo falando [mal] sobre o cinema brasileiro, só sobre coisas que se repetiam ad infinitum nos filmes nacionais. Um dos itens da lista era “Selton Mello”. Não é por menos, já que tem dois filmes em cartaz no cinema com o cara. Acabei assistindo três filmes do sujeito num intervalo de poucos dias.

O primeiro é A Mulher Invisível. Eu não dava nada pelo trailer, mas comecei a ver pessoas elogiando por aí e, na falta de opção que é o cinema nas férias, acabei arriscando. Bom mesmo, engraçado, boas tiradas, e quem for pouco atencioso nem vai perceber o merchandising da Chevrolet. Achei que era mais uma comédia romântica qualquer, mas gostei pra caramba.


A Mulher Invisível
 

Depois veio Jean Charles, baseado na história do brasileiro morto no metrô de Londres em 2005. O filme (que achei um pouco entediante) tem um quê de documentário e fala dos brasileiros se virando pra ganhar uma grana no exterior, com foco na prima de Jean. Alguns fatos reais da história de Jean foram alterados no filme, mas o final todo mundo sabe. Vale como protesto.


Jean Charles
 

Depois aproveitei pra assistir Meu nome não é Johnny, do ano passado. Mais uma ficção baseada em personagem real, dessa vez o Selton Mello faz o papel dum traficante carioca de classe média. Tem até uma aparição rápida do Rodrigo Amarante, do Los Hermanos. Filme bacana, prende a atenção.


Meu nome não é Johnny
 

E já que o assunto é a carreira do Selton Mello: alguém lembra de quando o Selton Mello fazia o Emanuel na novela de 1997 A Indomada, que namorava a ruiva Grampola?


emanuel

Foi a melhor foto do Emanuel que achei :(

 

11 de novembro de 2008

Rápidas

  • Depois de um longo tempo sem encostar no cartão de crédito, minhas dívidas reduziram significativamente. Deu até pra atacar um sushi no fim de semana sem sentir muito peso na consciência. E já dá pra sentir mudanças de comportamento: evitar o dinheiro de plástico me fez menos suscetível às armadilhas das vitrines. Provavelmente hoje darei um fim a esse hiato, mas com algo que eu queria comprar há tempo, e não uma compra feita por impulso.
  • Usar um celular com menos recursos também me fez mais econômico, já que não uso mais coisas como web via celular. Só serviu pra me provar que essa coisa de checar e-mail constantemente é um mal moderno. Os e-mails quase sempre podem esperar.
  • A faculdade tá dando no saco. Não aguento mais aulas: eu rendo muito mais estudando sozinho que vendo um professor falar direto durante horas.
  • Depois de muito tempo sem ver comédias românticas, vi no fim de semana PS: Eu te amo. É de apertar o coração de tão bonito (é, eu gostei). E tô numa fase brega-romântica. Espero que meus vizinhos não me escutem ouvindo Bryan Ferry. “Slave to loooove…”
  • Alguém além de mim achou absurdo Quantum of Solace, o novo filme do 007, não ter título em português?
  • Se em maio eu curti viajar pra São Paulo e rodar sozinho numa das maiores cidades do mundo, hoje eu preciso, urgentemente, juntar uns amigos numa casa de praia ou na serra, e passar o dia eguando numa rede, jogando conversa fora, lendo um livro, cochilando e sentindo o vento.
25 de maio de 2007

Isso que é ar-condicionado central…

Moro em Fortaleza e considero essa cidade um inferno de tão quente. Se eu pudesse puxava o carro pro Sul, onde faz frio (e onde as cidades são bonitas, onde as casas são bonitas, onde as pessoas são bonitas, e por aí vai).

Dia desses tava no telefone acertando umas coisas via telemarketing com uma empresa de São Paulo e atendente me perguntou se aqui tava fazendo sol, porque lá tava frio e ela vinha pra cá. Deus, tem gente que não sabe o que é bom.

Pra piorar, hoje recebi certas notícias que eu preferia nunca ficar sabendo. Uma imagem vale mais que mil palavras:

(Nesse exato momento, Tony Martelo e Joe Faca Fina estão preparando o sapatinho de cimento pra Samantha, que me passou essa notícia e vai praticar mergulho de cima da ponte Hercílio Luz, em Floripa.)



16 de fevereiro de 2007

Como se faz uma matéria de jornal

A amicíssima Amanda Queirós, jornalista, bailarina e figura, estava fazendo uma matéria para o jornal O Povo sobre o que fazer durante o Carnaval em Fortaleza. Só que ela não conhecia nenhum mazela que não fosse viajar, por incrível que pareça, e estava procurando por uma pessoa dessas no MSN. Como eu estava, no fim de semana, numa mesa de 5 pessoas onde todos diziam que iam ficar em Fortaleza, começou a enxurrada de planos. E acodi, assim, a pobre jornalista. Aqui vai um trecho do texto que saiu hoje, no caderno Vida & Arte do Jornal O Povo:

"A solução é juntar os amigos, alugar uns filmes, fazer algo bom para comer e aproveitar. E também rezar para que Fortaleza continue com esse frio durante o Carnaval", afirma o estudante universitário Esdras Beleza, de 21 anos.

Tá pensando que é fácil fazer isso aí?A parte legal é como eu, conversando com a Amanda, cheguei nessa resposta…

Eu primeiro sugeri que você pode ir ver o Maracatu da Domingos Olímpio levando um 38 e se matar vendo a Unidos do Acaracuzinho ou qualquer outra escola de maracatu com nome de imitação de escola de samba carioca, num ato de protesto à própria mazelice de quem ficou entediado em Fortaleza enquanto os amigos se divertem numa casa de praia ou de serra.  Só que isso a Amanda não podia pôr no jornal, né?

Em seguida eu falei: "mas a solução mesmo é juntar os amigos, alugar uns filmes, fazer uma comidinha supimpa e ficar reunido". Mas pedi pra ela tirar a parte da "comidinha supimpa", porque quem lesse isso sem me conhecer acharia que Esdras Beleza é um gourmet gay. Por fim, acabei reescrevendo isso e virou a parte do jornal, que a Amanda publicou exatamente como eu disse. Incrível: uma jornalista que não altera a fala do entrevistado.

Logo em seguida, a Amanda quis os créditos e perguntou: "esdras beleza, 22 (?), estudante de computação?", ao que respondi "21. e tira o ‘estudante de Computação’ e põe ‘estudante universitário’. vão achar que eu sou um nerd que adora o Carnaval na internet".

Perfeito. Estava pronta minha entrevista. Vou já sair do trabalho e comprar um exemplar, pra eu ler no Carnaval se não conseguir sair de Fortaleza. E ainda tem as palavras cruzadas…

10 de janeiro de 2007

London calling

Não aguento mais Fortaleza. O calor infernal, as notícias de assaltos, o engarrafamento, o povo com mau gosto musical ouvindo som alto, os gato véi e por aí vai. Também tô de saco cheio do Brasil e seus políticos querendo aumento, e enquanto isso o povo só levando. Esse papo de "sou brasileiro e não desisto nunca" já era: quero deixar pra trás essa terra chata que nunca vai melhorar e ir pra algum lugar onde a palavra "civilização" faça sentido.

Pensando nisso, comecei uma campanha chamada Londres 2010. Ela é simples: consiste em juntar um monte de amigos em Londres. Para tanto, é necessário juntar uma quantidade razoável de dinheiro, e por isso a campanha nos dá um prazo razoável: temos até 2010 pra juntar uma graninha e irmos todos para Londres fundar uma colônia de brasileiros.

Já imaginou? Ao invés de acordar com seu vizinho ouvindo forró, você terá problemas com um vizinho ouvindo Beatles. Vai ter shows de bandas de britpop todo fim de semana. Vai andar de ônibus vermelho e tirar fotos com aqueles guardas que parecem a Marge Simpson. Vai comer batata frita enrolada no jornal. Chega de ladrões e sequestradores, lá você vai se preocupar com terroristas. Problemas de gente chique.

A campanha tem uma comunidade no orkut. E quem sabe a gente chegue mesmo a Londres, nem que seja usando uma bóia de câmara de ar de pneu de caminhão pra cruzar o oceano.

14 de novembro de 2005

Notas de viagem

Há quem diga que a primeira impressão é a que fica. Quando vi São Paulo pela janela do avião, fiquei assustado; realmente a selva de concreto me espantou quando andei por ela. Quando chegava em Florianópolis, a cidade parecia o paraíso pela janela e era. Depois de ver o Rio de Janeiro pela janela do avião durante uma escala, só sei que preciso pisar lá.



“Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor”

(Legião Urbana, em O mundo anda tão complicado)

Fui a um casamento pela primeira vez em 20 anos. Hoje eu entendo na prática por que as pessoas choram em casamentos. Toda aquela mistura de sentimentos, é impossível não sentir na hora o nervosismo do casal e a alegria pela realização, principalmente quando você sabe um pouco da história deles e sobre como difícil chegar até ali, não apenas por questões de trabalhar, juntar dinheiro pra ter uma casa, mas por superar durante anos os obstáculos que existem nos relacionamentos, até chegar ali.

Não sou muito religioso e filtro ao máximo intermediários como pastores e padres se os escuto (não curto fé cega, nem seguir uma religião específica). Apesar disso, o discurso do padre sobre fidelidade, diálogo, respeito e cumplicidade foi muito verdadeiro. Ah, as pessoas perderam o senso. Mas ainda tenho fé no amor. Às vezes fé cega, admito, às vezes mantida por momentos de felicidade alheia como esses.



Passar uns dias fora de casa, fora da cidade, me dá uma impressão de recomeço. Às vezes a prendo e levo pra casa, às vezes ela vai embora quando me vejo novamente imerso na minha realidade. Na faxina mental, acaba sobrando algo que a gente quer que vá embora, escondido debaixo do tapete. Mas alguras coisas retomaram seu lugar, vamos pensar positivo.



Você gosta de daruma? Comprei um. Pra quem não sabe, daruma (desse jeito mesmo, não faltou um espaço) é um bonequinho que tem os olhos brancos. Você pinta um olho, faz um pedido, e só pinta o outro olho quando o pedido for realizado. Aí ele funciona como um amuleto da sorte. Eu quero dezenas de coisas, mas na hora de pintar o primeiro olho do daruma não sei que pedido fazer.



Às vezes me passa pela cabeça dizer algumas coisas para algumas pessoas. No momento seguinte, desisto. Às vezes é melhor se calar que defender uma causa morta. Não serei eu o soldado dum país extinto.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 24 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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