o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
25 de maio de 2007

Isso que é ar-condicionado central…

Moro em Fortaleza e considero essa cidade um inferno de tão quente. Se eu pudesse puxava o carro pro Sul, onde faz frio (e onde as cidades são bonitas, onde as casas são bonitas, onde as pessoas são bonitas, e por aí vai).

Dia desses tava no telefone acertando umas coisas via telemarketing com uma empresa de São Paulo e atendente me perguntou se aqui tava fazendo sol, porque lá tava frio e ela vinha pra cá. Deus, tem gente que não sabe o que é bom.

Pra piorar, hoje recebi certas notícias que eu preferia nunca ficar sabendo. Uma imagem vale mais que mil palavras:

(Nesse exato momento, Tony Martelo e Joe Faca Fina estão preparando o sapatinho de cimento pra Samantha, que me passou essa notícia e vai praticar mergulho de cima da ponte Hercílio Luz, em Floripa.)

16 de fevereiro de 2007

Como se faz uma matéria de jornal

A amicíssima Amanda Queirós, jornalista, bailarina e figura, estava fazendo uma matéria para o jornal O Povo sobre o que fazer durante o Carnaval em Fortaleza. Só que ela não conhecia nenhum mazela que não fosse viajar, por incrível que pareça, e estava procurando por uma pessoa dessas no MSN. Como eu estava, no fim de semana, numa mesa de 5 pessoas onde todos diziam que iam ficar em Fortaleza, começou a enxurrada de planos. E acodi, assim, a pobre jornalista. Aqui vai um trecho do texto que saiu hoje, no caderno Vida & Arte do Jornal O Povo:

"A solução é juntar os amigos, alugar uns filmes, fazer algo bom para comer e aproveitar. E também rezar para que Fortaleza continue com esse frio durante o Carnaval", afirma o estudante universitário Esdras Beleza, de 21 anos.

Tá pensando que é fácil fazer isso aí?A parte legal é como eu, conversando com a Amanda, cheguei nessa resposta…

Eu primeiro sugeri que você pode ir ver o Maracatu da Domingos Olímpio levando um 38 e se matar vendo a Unidos do Acaracuzinho ou qualquer outra escola de maracatu com nome de imitação de escola de samba carioca, num ato de protesto à própria mazelice de quem ficou entediado em Fortaleza enquanto os amigos se divertem numa casa de praia ou de serra.  Só que isso a Amanda não podia pôr no jornal, né?

Em seguida eu falei: "mas a solução mesmo é juntar os amigos, alugar uns filmes, fazer uma comidinha supimpa e ficar reunido". Mas pedi pra ela tirar a parte da "comidinha supimpa", porque quem lesse isso sem me conhecer acharia que Esdras Beleza é um gourmet gay. Por fim, acabei reescrevendo isso e virou a parte do jornal, que a Amanda publicou exatamente como eu disse. Incrível: uma jornalista que não altera a fala do entrevistado.

Logo em seguida, a Amanda quis os créditos e perguntou: "esdras beleza, 22 (?), estudante de computação?", ao que respondi "21. e tira o ‘estudante de Computação’ e põe ‘estudante universitário’. vão achar que eu sou um nerd que adora o Carnaval na internet".

Perfeito. Estava pronta minha entrevista. Vou já sair do trabalho e comprar um exemplar, pra eu ler no Carnaval se não conseguir sair de Fortaleza. E ainda tem as palavras cruzadas…

10 de janeiro de 2007

London calling

Não aguento mais Fortaleza. O calor infernal, as notícias de assaltos, o engarrafamento, o povo com mau gosto musical ouvindo som alto, os gato véi e por aí vai. Também tô de saco cheio do Brasil e seus políticos querendo aumento, e enquanto isso o povo só levando. Esse papo de "sou brasileiro e não desisto nunca" já era: quero deixar pra trás essa terra chata que nunca vai melhorar e ir pra algum lugar onde a palavra "civilização" faça sentido.

Pensando nisso, comecei uma campanha chamada Londres 2010. Ela é simples: consiste em juntar um monte de amigos em Londres. Para tanto, é necessário juntar uma quantidade razoável de dinheiro, e por isso a campanha nos dá um prazo razoável: temos até 2010 pra juntar uma graninha e irmos todos para Londres fundar uma colônia de brasileiros.

Já imaginou? Ao invés de acordar com seu vizinho ouvindo forró, você terá problemas com um vizinho ouvindo Beatles. Vai ter shows de bandas de britpop todo fim de semana. Vai andar de ônibus vermelho e tirar fotos com aqueles guardas que parecem a Marge Simpson. Vai comer batata frita enrolada no jornal. Chega de ladrões e sequestradores, lá você vai se preocupar com terroristas. Problemas de gente chique.

A campanha tem uma comunidade no orkut. E quem sabe a gente chegue mesmo a Londres, nem que seja usando uma bóia de câmara de ar de pneu de caminhão pra cruzar o oceano.

14 de novembro de 2005

Notas de viagem

Há quem diga que a primeira impressão é a que fica. Quando vi São Paulo pela janela do avião, fiquei assustado; realmente a selva de concreto me espantou quando andei por ela. Quando chegava em Florianópolis, a cidade parecia o paraíso pela janela e era. Depois de ver o Rio de Janeiro pela janela do avião durante uma escala, só sei que preciso pisar lá.



“Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor”

(Legião Urbana, em O mundo anda tão complicado)

Fui a um casamento pela primeira vez em 20 anos. Hoje eu entendo na prática por que as pessoas choram em casamentos. Toda aquela mistura de sentimentos, é impossível não sentir na hora o nervosismo do casal e a alegria pela realização, principalmente quando você sabe um pouco da história deles e sobre como difícil chegar até ali, não apenas por questões de trabalhar, juntar dinheiro pra ter uma casa, mas por superar durante anos os obstáculos que existem nos relacionamentos, até chegar ali.

Não sou muito religioso e filtro ao máximo intermediários como pastores e padres se os escuto (não curto fé cega, nem seguir uma religião específica). Apesar disso, o discurso do padre sobre fidelidade, diálogo, respeito e cumplicidade foi muito verdadeiro. Ah, as pessoas perderam o senso. Mas ainda tenho fé no amor. Às vezes fé cega, admito, às vezes mantida por momentos de felicidade alheia como esses.



Passar uns dias fora de casa, fora da cidade, me dá uma impressão de recomeço. Às vezes a prendo e levo pra casa, às vezes ela vai embora quando me vejo novamente imerso na minha realidade. Na faxina mental, acaba sobrando algo que a gente quer que vá embora, escondido debaixo do tapete. Mas alguras coisas retomaram seu lugar, vamos pensar positivo.



Você gosta de daruma? Comprei um. Pra quem não sabe, daruma (desse jeito mesmo, não faltou um espaço) é um bonequinho que tem os olhos brancos. Você pinta um olho, faz um pedido, e só pinta o outro olho quando o pedido for realizado. Aí ele funciona como um amuleto da sorte. Eu quero dezenas de coisas, mas na hora de pintar o primeiro olho do daruma não sei que pedido fazer.



Às vezes me passa pela cabeça dizer algumas coisas para algumas pessoas. No momento seguinte, desisto. Às vezes é melhor se calar que defender uma causa morta. Não serei eu o soldado dum país extinto.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 23 anos, Fortaleza, Computação na Universidade Federal do Ceará, livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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