o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
26 de agosto de 2009

Live and let die


 

Você percebe que amadureceu quando as coisas que te deixavam indignado aos 16 anos, que te faziam achar que as pessoas estão tomando decisões erradas e que o mundo não tem solução hoje te fazem simplesmente desligar o computador, deitar e ler um livro.

Então você escolhe melhor suas companhias, seleciona suas conversas, guarda sua opinião pra quando ela for solicitada, suas atitudes pra quando elas não forem em vão e suas idéias pra quem souber apreciá-las.

E até lá, você simplesmente descansa no seu travesseiro, lê um livro e resolve suas próprias questões. Simples assim.

25 de julho de 2009

O que é o amor pra você hoje?

Via don’t touch my moleskine: entrevista feita na rua com várias pessoas em Recife, e divulgada via Youtube.

14 de março de 2009

Educação soterrada no asfalto

Eu tenho um sonho de morar em algum lugar do globo com transporte coletivo decente, onde eu não seja escravo do automóvel pra me locomover de maneira rápida e segura (4 dos 5 assaltos ou furtos que sofri envolviam estar no ônibus, na parada do ônibus ou a caminho da parada). Ou, melhor ainda, queria viver numa sociedade civilizada onde os motoristas obedecem a lei, não atropelam ciclistas e eu pudesse usar a bicicleta no lugar do carro. Enquanto isso não ocorre, continuo no meio do engarramento e dos motoristas mal educados, tentando manter a calma, já que dirigir parece estupidificar as pessoas e roubar o que há de melhor no ser humano.

 


 

Essa semana eu estava estacionando perto do trabalho, fazendo uma balisa como manda o figurino: sinalizei antecipadamente, parei logo após a vaga e comecei a dar a ré para estacionar. Eis, então, que um belo sedã prateado invade a vaga com tudo, me deixando com uma cara de eu-não-acredito-nisso olhando o retrovisor, diante de um dos maiores exemplos de má educação que já presenciei nos meus breves quatro anos de condutor.

Dei a volta no quarteirão, parei numa vaga mais distante (a única disponível), e andei pela calçada até me aproximar do veículo mal educado. Esperei o condutor sair: uma senhora em torno de 50 anos, mal humorada e berrando com alguém ao celular. Como não era alguém que pudesse me bater numa briga e nem parecia portar um 38 dentro da roupa de perua que ela usava, tentei um diálogo, fria e educadamente, tentando não transparecer minha raiva:

 
– Moça, com licença, boa tarde. Tudo bem?
– Hein? Tudo, o que é?
– Oi, é que eu estava parando meu carro nessa vaga, estava dando a ré pra entrar, sinalizando, quando você invadiu ela. – Perdoem-me por ter falado “invadiu ela” e não “a invadiu”.
– Não! Eu estava entrando na vaga, já tinha sinalizado, quando um carro ia roubar a vaga. Era seu o carro?
– Era.
– Então, eu já tinha sinalizado e tudo, você que ia invadir a vaga!!! – Ponha aqui uma pitada de fúria, mau humor e quantas exclamações forem possíveis na fala da dona.
– Ok, apenas tome cuidado da próxima vez. – Encerrei, percebendo que ela não tinha ninguém com problemas de saúde precisando de socorro e também não ia reconhecer a falha e me pedir desculpas.
– Não, você que ia roubar minha vaga e…
 

Não sei até agora como eu, que vinha na frente dela, estava roubando a vaga. Sem saco pra prolongar uma discussão infrutífera, fui embora em direção ao trabalho. Até o flanelinha que viu tudo comentou comigo depois a má educação da dona. Ela foi embora em outra direção, resmungando e fazendo gestos de reprovação, certamente me culpando pelo dia ruim dela ou pela vida frustrante que ela tem e desconta no resto do mundo, achando que caixas de metal são sacos de pancada.

31 de outubro de 2008

Boa noite

Eu gosto dos dias assim: em que você acorda disposto sem saber o motivo, porque dormiu pouco como toda noite. E as coisas se resolvem facilmente, quase por si só e sem intervenção, mesmo aquelas estagnadas há semanas.

Porque os dias assim me fazem lembrar como a vida deve ser: leve, fluida e espontânea.

The neon lights in the night tonight will say
Everything will flow
The stars that shine in the open sky will say
Everything will flow
The lovers kissed with an openness will say
Everything will flow
The cars parked in the hypermarket know
Everything will flow


27 de julho de 2008

Teste de atenção

Sensacional. A idéia é contar quantos passes o time de branco faz…

Tradução livre das últimas frases: é fácil não perceber algo por que você não está esperando. Preste atenção nos ciclistas. Merece a divulgação não apenas pela tirada do vídeo que é muito boa, como pelo fato de que há alguns meses venho me aproximando do ciclismo. :)

16 de março de 2008

Krafty

Sabe aquelas músicas que você conhece há tempo mas nunca prestou atenção? Krafty, do New Order, é uma delas, e a amicíssima Carol Gauche me chamou atenção pra essa música dia desses.

 

 

:: New Order – Krafty

Some people get up at the break of day
Gotta go to work before it gets too late
Sitting in a car and driving down the road
That ain’t the way it has to be

But that’s what you do to earn your daily wage
That’s the kind of world that we’re living in today
Isn’t where you wanna be
And isn’t what you wanna do

Just give me one more day (one more day)
Give me another night (just another night)
I need a second chance (second chance)
This time I’ll get it right (This time I’ll get it right)

I’ll say it one last time (one last time)
I’ve gotta let you know (I’ve gotta let you know)
I’ve got to change your mind (I’ve got to change your mind)
I’ll never let you go

You’ve gotta look at life the way it oughta be
Looking at the stars from underneath a tree
There’s a world inside and a world out there
With that tv you just don’t care

They’ve got violence, wars and killing too
All shrunk down in a two-foot tube
But out there the world is a beautiful place
With mountains, lakes and the human race
And this is where I wanna be
And this is what I wanna do

Just give me one more day (one more day)
Give me another night (just another night)
I need a second chance (second chance)
This time I’ll get it right (This time I’ll get it right)

I’ll say it one last time (one last time)
I’ve got to let you know (I’ve got to let you know)
I’ve got to change your mind (change your mind)
I’ll never let you go

Just give me one more chance (one more chance)
Give me another night (just another night)
With just one more day (one more day)
Maybe we’ll get it right (You know I’ll get it right)

I’ll say it one last time (one last time)
I’ve got to let you know (I’ve got to let you know)
If I could change your mind (change your mind)
I’ll never let you go

30 de julho de 2007

Bond. James Bond.

Aproveitei as férias pra começar a atender uma vontade antiga: ver todos os filmes de James Bond. Vai ser difícil: até agora são 21 filmes, dos quais já consegui ver 5, e daqui a uma semana as aulas recomeçam (sim: minhas férias da faculdade começaram há uma semana e daqui a uma semana elas acabam).


– My name is Bond. James Bond.
Ver os 21 filmes do James Bond feitos de 1962 até hoje, além de divertido, é no mínimo curioso. A primeira coisa que impressiona é a quantidade de mulheres que o Bond pega por filme, algo que diminuiu nos últimos filmes da série, já que estamos em tempos de AIDS – que só foi surgir cerca de 20 anos após o primeiro filme do agente.

Também há uma tremenda fumaceira nos filmes: James Bond fuma feito um caipora. De lá pra cá, fumar tem se tornado mais um incômodo que um charme (e eu concordo com a lição do tempo). Tanto é que a primeira aparição de Bond, em 007 Contra o Satânico Dr. No (repare no título sensacionalista que o filme ganhou no Brasil), já é com Bond fumando um cigarro.


A mochila voadora do início de 007 contra o foguete da morte,
que James Bond tira sabe-se lá daonde, realmente existe

E a Guerra Fria? Há, em vários filmes, inimigos armando intrigas para colocar Estados Unidos e União Soviética em Guerra. Além da espionagem em si, são abordados assuntos como a corrida espacial. Pra quem não existia na época, como eu, é no mínimo curioso.

Também há outros padrões de beleza, padrões de moda, de tecnologia; ver os 21 filmes, de 1962 até hoje, é como caminhar através de tudo isso. Uma boa viagem no tempo pra quem, como eu, não nasceu nessa época em que nem se sonhava com celulares com filmadoras…

5 de julho de 2007

Um dia, quem sabe…

Minha vida tem sido correria e só correria. Provas. Trabalhos. Trabalho. Correndo, correndo sempre, contabilizando as horas, dormindo mal. Corro, sobretudo, atrás de sonhos, penso em estar dum jeito melhor e num canto melhor daqui a uns anos, e isso me sustenta de alguma maneira, me faz abrir os olhos por mais alguns segundos enquanto meu corpo quer dormir.

Às vezes bate uma sensação chata, talvez a realidade dando pauladas na minha nuca. Tudo bate numa coisa chamada dinheiro, e no fundo eu estou lutando por ele sempre. 24 horas por dia. 7 dias na semana. Sonhar é romântico, mas todo sonho e toda realização têm, na sua essência, uma certa ligação a dinheiro. E quanto mais brigo pra tentar encher os bolsos nem que seja a médio prazo, mais pobre de espírito me sinto. A vida tem mostrado, dum jeito chato, que o que move o mundo é dinheiro…

Não, não virei comunista. Apenas sinto falta de quando eu pedia dez reais pros meus pais, encontrava meus amigos e voltava feliz pra casa. A vida adulta é um saco, mas não posso passar a vida toda pedindo dez reais e essa é a realidade. Menos abraços, mais suor.

Por vezes ao dia sinto falta dum abrigo, de um lugar onde eu possa descansar sem ser descoberto. Sem cobranças, sem ordens, sem obrigações, sem barulho. Queria apenas lembrar que estou vivo e conseguir relaxar a mente e sentir o espírito. Quando a gente pensa que vai ter descanso, a vida vem e dá uma rasteira na gente, e já é hora de lutar de novo, com mais força… Isso cansa.

Queria dar menos o cano nos amigos, mas sempre tem um empecilho, uma obrigação, e tenho que correr pra me formar, ter um emprego legal, ter um currículo bom, poder dar alguma coisa pra quem já me deu tanto, recuperar o tempo perdido, me limpar de qualquer conformismo que venha a surgir do chão querendo se prender aos meus pés.

O tempo tem me deixado amargo, workaholic, sem assunto, afastado das coisas que acalentam o coração. Tornei-me um alienado, cheio de conversas sérias, usando muito a cabeça e pouco o espírito. O relógio corre depressa e penso se estou aproveitando bem: coisas que fiz ontem já têm semanas, textos tão recentes têm dois anos.

Só espero sentar um dia, a médio prazo, olhar pra trás e poder falar que tudo valeu a pena.



1 de junho de 2007

Ah, bruta flor, bruta flor

Perdi esse especial na TV. Hoje, vendo os vídeos no Youtube, foi impossível não me sentir inquieto com tão excelente interpretação da música O quereres, de Caetano Veloso, que considero uma das músicas mais bem escritas em português. Impossível não pronunciar durante o vídeo interjeições que seriam impublicáveis aqui. Ou não.
21 de março de 2007

Uh uh uh, la la la, ié ié!

Enquanto eu ponho as palavras em ordem, uma musiquinha bacana pra vocês.


Pato Fu – Uh uh uh, la la la, ié ié

(John)

As pessoas têm que acreditar
Em forças invisíveis pra fazer o bem
Tudo que se vê não é suficiente
E a gente sempre invoca o nome de alguém

UH UH UH, LA LA LA, IÉ IÉ! \o/
UH UH UH, LA LA LA, IÉ IÉ! \o/
UH UH UH, LA LA LA, IÉ IÉ, IÉ IÉ! \o/

Acho muito caro o que ele tá pedindo
Pra eu ter muito mais sorte e menos azar
Acho muito pouco o que tenho no bolso
Pra ver o sol nascer não tem que pagar

É certo que o milagre pode até existir
Mas você não vai querer usar
Toda cura para todo mal
Está no Hipoglós, Merthiolate e Sonrisal

Quem tem a paz como meta
Quem quer um pouco de paz
Que tire o reboque que espeta
O carro de quem vem atrás


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 24 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

Powered by WordPress version 2.9.2
100% feito usando software livre