Em 1981, Mario fazia sua primeira aparição no jogo Donkey Kong, para fliperama. Em 1985, porém, ele ganhou seu jogo solo, Super Mario Bros., que completou essa semana 25 anos.Minha lembrança mais remota do jogo deve ser de 1991 ou 1992, jogando Super Mario na casa do meu vizinho. Meus jogos favoritos para video games são os das linhas Super Mario e Zelda, o que acaba me prendendo aos consoles da Nintendo.
É impossível assistir o vídeo acima sem sentir vontade de jogar e eu precisava dividir ele aqui.
Você percebe que amadureceu quando as coisas que te deixavam indignado aos 16 anos, que te faziam achar que as pessoas estão tomando decisões erradas e que o mundo não tem solução hoje te fazem simplesmente desligar o computador, deitar e ler um livro.
Então você escolhe melhor suas companhias, seleciona suas conversas, guarda sua opinião pra quando ela for solicitada, suas atitudes pra quando elas não forem em vão e suas idéias pra quem souber apreciá-las.
E até lá, você simplesmente descansa no seu travesseiro, lê um livro e resolve suas próprias questões. Simples assim.
Eu tenho um sonho de morar em algum lugar do globo com transporte coletivo decente, onde eu não seja escravo do automóvel pra me locomover de maneira rápida e segura (4 dos 5 assaltos ou furtos que sofri envolviam estar no ônibus, na parada do ônibus ou a caminho da parada). Ou, melhor ainda, queria viver numa sociedade civilizada onde os motoristas obedecem a lei, não atropelam ciclistas e eu pudesse usar a bicicleta no lugar do carro. Enquanto isso não ocorre, continuo no meio do engarramento e dos motoristas mal educados, tentando manter a calma, já que dirigir parece estupidificar as pessoas e roubar o que há de melhor no ser humano.
Essa semana eu estava estacionando perto do trabalho, fazendo uma balisa como manda o figurino: sinalizei antecipadamente, parei logo após a vaga e comecei a dar a ré para estacionar. Eis, então, que um belo sedã prateado invade a vaga com tudo, me deixando com uma cara de eu-não-acredito-nisso olhando o retrovisor, diante de um dos maiores exemplos de má educação que já presenciei nos meus breves quatro anos de condutor.
Dei a volta no quarteirão, parei numa vaga mais distante (a única disponível), e andei pela calçada até me aproximar do veículo mal educado. Esperei o condutor sair: uma senhora em torno de 50 anos, mal humorada e berrando com alguém ao celular. Como não era alguém que pudesse me bater numa briga e nem parecia portar um 38 dentro da roupa de perua que ela usava, tentei um diálogo, fria e educadamente, tentando não transparecer minha raiva:
– Moça, com licença, boa tarde. Tudo bem?
– Hein? Tudo, o que é?
– Oi, é que eu estava parando meu carro nessa vaga, estava dando a ré pra entrar, sinalizando, quando você invadiu ela. – Perdoem-me por ter falado “invadiu ela” e não “a invadiu”.
– Não! Eu estava entrando na vaga, já tinha sinalizado, quando um carro ia roubar a vaga. Era seu o carro?
– Era.
– Então, eu já tinha sinalizado e tudo, você que ia invadir a vaga!!! – Ponha aqui uma pitada de fúria, mau humor e quantas exclamações forem possíveis na fala da dona.
– Ok, apenas tome cuidado da próxima vez. – Encerrei, percebendo que ela não tinha ninguém com problemas de saúde precisando de socorro e também não ia reconhecer a falha e me pedir desculpas.
– Não, você que ia roubar minha vaga e…
Não sei até agora como eu, que vinha na frente dela, estava roubando a vaga. Sem saco pra prolongar uma discussão infrutífera, fui embora em direção ao trabalho. Até o flanelinha que viu tudo comentou comigo depois a má educação da dona. Ela foi embora em outra direção, resmungando e fazendo gestos de reprovação, certamente me culpando pelo dia ruim dela ou pela vida frustrante que ela tem e desconta no resto do mundo, achando que caixas de metal são sacos de pancada.
Eu gosto dos dias assim: em que você acorda disposto sem saber o motivo, porque dormiu pouco como toda noite. E as coisas se resolvem facilmente, quase por si só e sem intervenção, mesmo aquelas estagnadas há semanas.
Porque os dias assim me fazem lembrar como a vida deve ser: leve, fluida e espontânea.
The neon lights in the night tonight will say
Everything will flow
The stars that shine in the open sky will say
Everything will flow
The lovers kissed with an openness will say
Everything will flow
The cars parked in the hypermarket know
Everything will flow
O segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. Cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. Vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. Não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. Ela é contada em forma de fatos e ideias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. No fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. Está tudo aí, pra quem quiser ver.
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 26 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.