17 de January de 2004   —   02:35:07
Cerca de uma semana atrás, com a barba por fazer há varios dias, me olhei no espelho. Ele estava ali, no meu projeto de bigode, próximo do meu nariz. Era um fio branco. O primeiro. Arranquei-o impiedosamente, e ignorei o fato.

Dias depois, me olho novamente ao espelho. Olhando para perto do queixo, achei outro. Maldito seja! Outro fio branco! No auge dos meus 18 anos, no melhor da minha juventude, dois fios brancos num intervalo de dias!

E os dias passaram, e mais uma vez me ponho em frente ao espelho, este algoz refletor causador da minha tristeza diária. Olho para perto da orelha e vejo outro fio branco. Desesperado, passo a mão. Ufa. Era só um fio branco da minha cachorra que por alguma razão foi parar ali. Que alívio.

Há cerca de meia hora, cheguei em casa e me olhei novamente na superfície polida do espelho. E achei um fio branco no meu cabelo. Meu, dessa vez, não da Dolly. O desespero começou a bater. E todo mundo se acaba em risadas quando falo. As pessoas pensam que é bonito ser feio.

Tomara que eu vire pelo menos um grisalho bonitão. E quando a calvície chegar, espero que eu vire um careca charmosão. Pelo menos isso, Deus. Pelo menos isso.

  1. Álvaro Beleza says:

    Se reclama que no melhor da sua juventude está com fio(s) de cabelo(s) branco(s), imagine na "melhor idade". hehehehe

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