16 de September de 2003   —   09:45:06

Mr Scarecrow
(Herbert Vianna)

Hey, Mr Scarecrow
You can’t close your eyes
Can’t fold your arms
You’re always standing still
Watching days pass by

Hey Mr Scarecrow
In this never-changing view
Of these ever-changing fields
It wouldn’t seem unreal to see you cry
To see you cry
But maybe it was just the morning dew

Hey Mr Scarecrow
If you could walk
If you could see the world
If someone could break your heart

Wouldn’t you feel tempted
To come back to these fields
And feel no pain
Just sun and rain to make you fall apart

I’ve seen you cry
I think I’ve seen you cry
But maybe
Maybe it was just the morning dew

Foto original

   —   09:41:43

O bonecão amarelo, pra quem não sabe, é o Garibaldo (Big Bird), da Vila Sésamo.
Foi só pra dar uma descontraída.
E desculpem se meu blog anda parecendo encarte de CD, mas aqui vai mais uma…

15 de September de 2003   —   03:00:25

Viernes 3 AM
Charly Garcia (Versão : Herbert Vianna)
Gravada pelos Paralamas em 1998 no disco Hey Na Na

A febre de um sábado azul
E um domingo sem tristezas
Te esquiva do teu próprio coração
E destrói tuas certezas
Em tua voz só um pálido adeus
E o relógio no teu punho marcou as três

O sonho de um céu e de um mar
E de uma vida perigosa
Trocando o amargo pelo mel
E as cinzas pelas rosas
Te faz bem tanto quanto mal
Faz odiar tanto quanto querer demais

Você trocou de tempo e de amor
De música e de idéias
Também trocou de sexo e de Deus
De cor e de bandeiras
Mas em si nada vai mudar
E um sensual abandono virá, e o fim

Então levanta o cano outra vez
E aperta contra a testa
E fecha os olhos e vê
Um céu de primavera
Bang! Bang! Bang! Folhas mortas que caem
Sempre igual
Os que não podem mais se vão

   —   02:53:36
(Meu irmão vai odiar esse post, ele diz que não é muito chegado em blogs que falam profundamente de vida pessoal.)

De repente.

Ontem, quando eu tava no Dragão do Mar, disse pra Rachel que “numa escala de 0 a 10, eu tô no 15”. O sábado passou e rapidamente me atirou no domingo, sem nenhuma transição, e de repente me veio a sensação de que meu fim de semana não foi completo, de que não estou pronto pra segunda, que me falta alguma coisa pra acordar segunda de manhã e ir pra faculdade.

No fim de semana eu vi muita coisa que queria e não queria, talvez tenha visto mais até do que devia e enxergado mais do que realmente vi. Ouvi coisas que me fariam muito feliz, se não viessem com tantos anos de atraso. E, na hora de falar, eu fiquei calado. Quis dizer muito pra muitas pessoas, e fiquei calado. Guardei tudo pra mim, talvez com um certo receio de não ser entendido.

De repente eu me sinto morgado, sem aquela disposição pra putaria que aprendi a ter. Meu epifânico fim de semana foi repleto de cegos mascando chicletes. De repente me bateu a vontade de me atirar na cama, dormir e me desligar. Mas eu queria mais tempo antes da segunda. Queria ver mais pessoas, queria ligar pra metade da minha agenda, tirar o atraso. Não dá mais tempo.

De repente eu me sinto querendo respirar no vácuo, andar num chão que não existe. Tô com o pressentimento de que algo ruim vai acontecer. De repente me sinto atordoado, sério, medroso, obsoleto e complexo. E tô aqui, vomitando meus sentimentos, escrevendo algo que mais parece uma carta suicida (não, eu não vou me matar!) que um post do meu blog, que agora parece fazer jus ao nome.

Mas não dá pra parar o tempo, vamos em frente…

   —   01:10:46

Big Bird / Garibaldo