18 de April de 2004   —   06:13:00

Tava dando uma volta no Del Paseo e vi a capa duma revista Mad (é a nova), onde tinha mais ou menos assim: “Anos 80, a época em que ‘traçar um garoto’ era comer um chocolate”.

Muito boa. heheh

16 de April de 2004   —   01:19:39

Sim, amiguinhos, eu ainda estou vivo. Ou pelo menos consegui sobreviver aos últimos dias. Minha semana santa foi toda fazendo trabalhos pra faculdade. Sábado à noite traí minha filosofia de vida e fiquei em casa, de tão moído que estava. Pra eu ficar sábado à noite em casa, tenho que estar beeem moído. É a velhice chegando, e faltam menos de 2 meses para meus 19 anos. Oh Deus! Daqui a pouco estarei com a mesma disposição dum amigo meu ali, *cof cof*.

5 de April de 2004   —   04:38:25

Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: o meu primeiro pé na bunda

Voltamos para 1992, época em que eu fazia 1ª série no Colégio Batista. Era um tempo de rivalidades, aquela velha coisa de meninos prum lado e meninas pro outro, havia aquela segregação toda. Meu irmão insistia em dizer que eu gostava duma menina da minha sala. E eu dizia que não.

Ele dizia, e eu respondia que não. Um dia, vencido pelo cansaço, cedi às implicações do meu irmão. Percebam que eu não gostava da menina, mas, pro meu irmão parar de encher o saco, deixei que ele chegasse para a menina e dissesse que eu queria namorar com ela. Ok. Eu lembro como se fosse hoje, se eu andasse novamente pelas proximidades da quadra que ficava em frente à 1ª série turma C poderia até apontar o local onde se deu o fato.

Estávamos eu e meu irmão juntos e a citada menina passou com uma amiga dela. Meu irmão a chamou e disse que eu queria namorar com ela. Ela, ou foi meu irmão, perguntou algo para mim, como se para confirmar que fosse verdade. Respondi com a cabeça que sim. E ela mexeu a cabeça dum lado para o outro, dizendo que não. E foi embora.

E aos 7 anos de idade, precocemente, levei meu primeiro pé na bunda.

2 de April de 2004   —   09:01:20

Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: a mola

Estamos agora em 1995, no mês de junho, mais exatamente um pouco após o dia 15. Eu tinha completado 10 anos de idade, e um dos meus tios por parte de pai chegou para mim e disse: “Sua tia está em Nova Iorque e vai trazer de lá seu presente de aniversário”.

A imagem que eu tinha dos Estados Unidos era de um paraíso tecnológico, e, aos 10 anos de idade, imaginei que viria todo tipo de treco eletrônico, video game, brinquedo… Os dias passaram, e minha tia voltou. Encontrei meu tio e ele me entregou a caixinha com o presente. Até hoje eu imagino a cara que fiz ao abrir a caixa, desiludido.

Era uma daquelas molas que se encontra em qualquer camelô, que você fica mexendo um lado para cima e o outro para baixo, com as cores do arco-íris.