“A amizade é indispensável ao homem para o bom funcionamento de sua memória. Lembrar-se do passado, carregá-lo sempre consigo, é talvez a condição necessária para conservar, como se diz, a integridade do seu eu. Para que o eu não se encolha, para que guarde seu volume, é preciso regar as lembranças como flores num vaso e essa rega existe num contato regular com as testemunhas do passado, quer dizer, com os amigos. Eles são nosso espelho, são nossa memória; não exigimos nada deles, a não ser que de vez em quando lustrem esse espelho para que possamos nos olhar nele.”

Esse é um trecho de A Identidade, de Milan Kundera, livro que afanei da prateleira do meu irmão pra ler nas minhas intermináveis viagens de ônibus. Nada mais apropriado para esses dias.

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