25 de October de 2003   —   01:42:56
“A amizade é indispensável ao homem para o bom funcionamento de sua memória. Lembrar-se do passado, carregá-lo sempre consigo, é talvez a condição necessária para conservar, como se diz, a integridade do seu eu. Para que o eu não se encolha, para que guarde seu volume, é preciso regar as lembranças como flores num vaso e essa rega existe num contato regular com as testemunhas do passado, quer dizer, com os amigos. Eles são nosso espelho, são nossa memória; não exigimos nada deles, a não ser que de vez em quando lustrem esse espelho para que possamos nos olhar nele.”

Esse é um trecho de A Identidade, de Milan Kundera, livro que afanei da prateleira do meu irmão pra ler nas minhas intermináveis viagens de ônibus. Nada mais apropriado para esses dias.

  1. Luiz Alfredo says:

    É impressionante, quando vc não fala frases perfeitas, vc as acha em livros… Com certeza não há nada mais apropriado para esses dias…

  2. Mônica Veras says:

    Ao som de Alanis Morissette suas palavras foram ainda mais tocantes……..Um abraço!^^

  3. […] leveza do ser Acabei de ler, por esses dias, A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera. Já citei o Kundera por essas bandas, quando li A identidade. Após quase cinco anos parei para ler seu livro mais conhecido, que […]

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