Autobiografia de uma vida bandida
Capítulo de hoje: o meu primeiro pé na bunda

Voltamos para 1992, época em que eu fazia 1ª série no Colégio Batista. Era um tempo de rivalidades, aquela velha coisa de meninos prum lado e meninas pro outro, havia aquela segregação toda. Meu irmão insistia em dizer que eu gostava duma menina da minha sala. E eu dizia que não.

Ele dizia, e eu respondia que não. Um dia, vencido pelo cansaço, cedi às implicações do meu irmão. Percebam que eu não gostava da menina, mas, pro meu irmão parar de encher o saco, deixei que ele chegasse para a menina e dissesse que eu queria namorar com ela. Ok. Eu lembro como se fosse hoje, se eu andasse novamente pelas proximidades da quadra que ficava em frente à 1ª série turma C poderia até apontar o local onde se deu o fato.

Estávamos eu e meu irmão juntos e a citada menina passou com uma amiga dela. Meu irmão a chamou e disse que eu queria namorar com ela. Ela, ou foi meu irmão, perguntou algo para mim, como se para confirmar que fosse verdade. Respondi com a cabeça que sim. E ela mexeu a cabeça dum lado para o outro, dizendo que não. E foi embora.

E aos 7 anos de idade, precocemente, levei meu primeiro pé na bunda.

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