27 de April de 2004   —   12:21:49

Ontem comprei um livro pra passar o tempo, e, no meio dele (na verdade no começo), o autor falava brevemente de Sísifo. Imediatamente pesquisei no Google sobre tão curioso personagem.

Sísifo foi condenado por toda a eternidade a carregar uma pedra até o alto duma colina, e, chegando ao topo, a pedra rolava colina abaixo e lá ia Sísifo recomeçar, de novo, todo o seu trabalho.

Pus-me a pensar. E enquanto o amigo leitor lê esse texto, Sísifo está carregando a pedra ladeira acima mais uma vez; ou então se encontra no topo da colina, com as mãos na cabeça, praguejando, observando a pedra despencar; ou, ainda, Sísifo estaria descendo a colina tendo em mente o horror de sua desgraça e a próxima vez que subirá a pedra colina acima… nessa vez Sísifo logrará êxito ou vai mergulhar em fracasso, para mais uma vez carregar a pedra?

Impossível não me identificar, esses dias, com Sísifo. E não vão me faltar pedras.

  1. Kataoka! :D says:

    poxa.. q historia interessante 😀

  2. alinne says:

    então eu sou a sísifa… hehehe

  3. MônicaVeras says:

    nossa, esdras……eu realmente sou tua fã!

  4. ruth says:

    eu acho q nem sempre é preciso carregar a tal pedra.

  5. Luiz Alfredo says:

    Eu sei que vai ser um comentário nonsense e nada poético, mas… Além de ter que carregar pedras pela eternidade colina acima o pobre Sísifo também tinha que ser condenado a ter um nome tão feio?

  6. ivna says:

    realmente, será que ele não poderia ficar parado segurando a pedra, já que ele sabe que nunca conseguirá deixá-la no topo?

  7. PepiS says:

    é…hj eu me identifiquei com ele tb… ain ain viu?!

  8. Marcelo says:

    Na realidade, Sísifo, no seu martírio "o martírio de Sísifo" não poderia parar com o castigo imposto por Zeus, porquanto os "guardiães", ali deixados pela deidade, lhe impingiam dores caso não erguesse a pedra colina acima continuamente. Seu martírio nos lembra da impotência humana frete aos problemas do cotidiano…. Muitos insolúveis, mas que continuamos, mesmo com plena consciência de sua inutilidade, a repeti-los por conta de uma obrigação imposta pela “sociedade contemporânea” ou por nos mesmos.

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