Capitão de Indústria

26 de February de 2007   —   00:12:31
Só sei que tenho sentido falta de muita, muita coisa. Do contato com os amigos, das noites de festa em que eu voltava de madrugada pra casa de alma lavada, da sensação de realização e felicidade que dão as coisas verdadeiras, que fazem bem pra alma e alimentam o espírito.

Sinto falta do tempo que eu dizia "Papai, me dá dez reais pra eu sair?", e eu saía e me divertia. Mas sempre chega aquela época em que a gente tem que se virar, e aí a gente começa a trabalhar, ainda que tenha que estudar ao mesmo tempo. E, na hora de sair, a gente simplesmente capota. E pede desculpas aos convites por causa do cansaço. À noite, com a cabeça no travesseiro, a gente pensa num monte de coisas que, se a gente for analisar, são uma grande bobagem.

Aquele caminho, mesmo o caminho-padrão de casa até os mesmos lugares de sempre, parece longo para quem dirigiu o dia todo ou pegou vários ônibus. E ainda tem a questão da violência urbana, uma vez que contabilizo vários amigos sequestrados, e é mais um fator pra eu evitar os antigos cantos. Acabei aposentando minha vida de rato do Dragão do Mar.

Até mesmo na hora de sentar no sofá e ver um filme, coisa que sempre fiz sem problemas, tenho estado cansado. Está ficando uma constante, pra mim, sentir um puta dum sono na hora dos filmes, com a cabeça a mil pensando em 472 coisas para resolver.

Trabalho é bom e ócio faz mal. Mas tem horas que sinto falta das coisas mais simples, tão essenciais…

… … …

Entro, então, na minha última semana de férias. E entro com um certo vazio, de quem olha pras últimas semanas e pensa que não deu tempo. Tempo pra dormir direito, pra ler uns livros, ver os amigos, realizar projetos pessoais.

Parece que, ao sair do trabalho, o resto do meu tempo é preenchido com toda uma porção de coisas insignificantes, mas que tomam o resto do meu tempo. Então, na hora de dormir, olho pra trás e… cadê? O que eu fiz do meu dia?

Pra ouvir:
:: Paralamas do Sucesso – Capitão de Indústria
:: The Smiths – Heaven knows I’m miserable now

  1. Alex says:

    Cocoto, eu aprendi uma coisa esses dias…
    Realmente essa vida de gente grande é foda, trabalho o dia todo, sai e vai para faculdade e chega em casa 23hrs, e ainda tem que dar um pouco de atenção para a pessoa que esta do lado. E ainda tem que pensar em estudar e as coisas que tem que fazer no outro dia no trabalho.

    Eu estou começando a ver que nem 8 nem 80… eu estou tentando achar brecha para fazer as minhas coisas, o principal é não se preocupar tanto com o trabalho, o trabalho não é 24hrs para você ficar pensando em problema sempre, nem a faculdade.

    Tenta começar aos poucos mudando esse cotidiano, se você nunca sai quarta de noite, inventa alguma coisa vai ao cinema, encontra algum amigo e depois volta para casa cedo. O grande lance é não deixar cair nesse cotidiano, por que ai realmente você não esta mais vivendo. E vai lhe fazer mal.

    Carpe diem, mesmo que ele seja tão curto para a gente que esta brincando de ser grande.

    E voltar a ser criança… eu queria só para poder ter o tempo todo do mundo para tomar banho de chuva todas as vezes possíveis. Claro que isso era em Brasília, aqui em Fortaleza nessa cidade quente dos inferno não colabora nada. 🙁

  2. kataoka says:

    você veio me visitar, já merece uma estrelinha. 😀

    me dei férias, então, não durmo mais nos filmes, fico até tarde com pessoas maravilhosas…
    é bom isso de vez em quando.

    beijos

  3. rebeca says:

    pior é quem quer trabalhar e nao pode. rs.

    estagio pra direito ta difiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiicil! =*****

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