Best sellers e blockbusters

9 de outubro de 2007   —   23:40:51


Bush e seus hábitos peculiares de leitura

Cada um lê como bem entende…
(a bem da verdade, essa imagem é falsa)

 

“Toda generalização é perigosa, inclusive esta”
– Alexandre Dumas, filho

 

Acho que foi semana passada. Eu estava saindo duma sala da faculdade, quando vi a cena: um colega meu de faculdade, segurando algum livro sobre programação de device drivers, apontando pra outra colega, que segurava um exemplar de um dos livros do Harry Potter, dizia algo do tipo “Isso não é livro! Livro é isso aqui!”, apontando para seu livro.

Temos, aí, dois extremos. Vamos acrescentar mais um: o povo que odeia best sellers, sejam quais forem. Elas têm a idéia que, se o livro vende muito, não pode prestar. Uma vez conversei com uma conhecida minha, muito fã dum diretor aí de cinema. Ela se encontrava chateada porque seu diretor favorito estava concorrendo ao Oscar, e dizia que ele era bom demais pra concorrer ao prêmio, no meio daqueles blockbusters todos. Ou seja, os bons diretores de filmes e os bons autores de livros são aqueles que permanecem consumidos apenas por um pequeno grupinho de gente, que se julga uma elite intelectual e que me mata de abuso.

Nos três exemplos que citei, temos três tipos de pessoas:

  • Uma leitora de best sellers;
  • Um cara que só lê os livros sobre Computação – minha faculdade – e coisas afins;
  • Uma pessoa que acha que ser culta é consumir apenas literatura e cinema desconhecidos.

Não vou dizer quem está certo ou errado. O erro, para mim, está em se prender apenas a um tipo de leitura e se fechar a todo o resto. Na faculdade de Computação, assim como em boa parte das Ciências Exatas, é raro encontrar uma pessoa que dê ao prazer duma leitura que não seja os livros relacionados a seu curso, e algumas tiveram como último livro extra-faculdade algum livro do vestibular, ou nem isso.

Portanto, meu sincero conselho: esqueça se o livro está ou não na prateleira dos mais vendidos, se o livro é ou não sucesso de crítica (seja lá qual for sua imagem da crítica), se o livro não é relacionado a sua profissão, se parece livro de auto-ajuda, e, enfim, se dê ao luxo de ler algo que você simplesmente vai gostar.


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  1. Biúza disse:

    Oi menino!!!

    Estava com saudades de pular por aqui e ver o que andas escrevendo. Quanto ao texto, concordo bem contigo. Nós devemos estar mais abertos à diversidade de estilos na literatura, música, cinema, moda, nas artes, na escolha dos lugares para onde saímos… enfim, de nada adianta se limitar e criticar as escolhas alheias. Acho que qualquer manistação é válida, de alguma forma. Né não?! =) Misturar tudas as formas de manifestação é o melhor disso tudo!

    Bjão. Té!

    Biúza

  2. kataoka disse:

    ler nunca foi ruim.

    nem que seja qualuqer coisa.

    :*

  3. Creio que essa é a única coisa que deve nortear o leitor: ler o que gosta. Mas isso exige muito auto-conhecimento e disciplina do que aparenta. É para poucos. Abraços do Alessandro.

  4. Joana S. disse:

    A alienação ocorre tanto do lado -dito- "privilegiado", como do desprivilegiado.

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