6 de August de 2004   —   08:15:32
Olá,

Aqui está meu blog de volta. Não sei por que nem para quê, mas ele está de volta.

Paredes foram, sim, derrubadas. O castelo dentro delas foi destruído… Agora eu vou erguer um templo, muito mais bonito.

Eu tenho muito pra contar… 🙂

Quando você não é parte da solução, é parte do problema. Ou você está comigo, ou está contra mim. Um abraço pra quem esteve comigo, e obrigado.

— Esdras

“Hein? Volta? WTF?” Bem, meu blog tinha parado em 23 de maio, tendo eu deixado apenas esse post abaixo, que chamarei carinhosamente de

Meu post suicida

E foi então que as paredes caíram. Paredes, entendam, só servem para proteger algo frágil. E paredes levam tempo para ser construídas, para então desabar num piscar de olhos.

Se foi um renascimento, sinto-me purificado. Se minha auto-suficiência me foi roubada, embora esteja fraco e desprotegido, também não a quero de volta. Se havia uma espessa camada de concreto envolvendo meu coração, ela foi dissolvida. Se eu estava vendado, hoje posso olhar claramente. E posso enxergar, além daquele mar nervoso cheio de dragões, o continente que abrigou o paraíso, e ele estava lá.

Não há barco que chegue até o passado. Não há destino alcançável no meu presente. Já o futuro, este não enxergo mais. As pedras que atiro voam para algum lugar, sem nunca chegar lá. Não há transporte que alcance o vazio.

Esta clarividência não é sobrenatural, e é humana até demais. Ela, como todo poder que nos é dado, tem um preço, o qual pagarei num número de prestações que desconheço. Pagarei um pouco a cada expiração nervosa, a cada pulsação, sem nunca mais saber quando estará quitada minha generosa dívida.

Paredes foram só ilusões, certezas foram grandes miragens, promessas foram uma estupidez de infinita magnitude. Quando, então, poderei ter certeza de algo, e poderei estar certo da firmeza de minhas paredes? Estou certo de tudo que sinto, porém dizer o que não sinto é, desde então, muito mais complexo que pegar o universo de meus sentimentos e fazer uma sutil exclusão para poder chegar a algum resultado.

Pela primeira vez em meses pude reconhecer a felicidade em sua plenitude, apenas para saber que estou distante dela. E me vejo imerso em sentimentos diversos destinados a mim mesmo e a várias pessoas, do ódio ao amor, passando pela angústia e uma alegria que às vezes é presente, em todos os sentidos que o verbete presente possa ter.

Sentimentos são como forças da natureza. Não podemos fazer chover ou fazer a chuva parar.

Se minhas paredes caíram, transcendi essas barreiras e estou maior do que era antes, com uma dimensão abrangente e infinita, como se eu pudesse alcançar coisas que estão além do limite materialista. Ao mesmo tempo, continuo preso dentro de mim e da insignificância que me foi dada como punição, castigo e reação.

Palavras não são mais do que tentativas frustradas de se exprimir alguma coisa, eu desisto.

Não há mais palavras. Daqui pra frente, sentimentos apenas.

Enjoy the silence.

Comentários do post suicida: – Os comentários para o post atual estão logo abaixo!

(Fim do post suicida)

  1. caroline says:

    espero não estar contra vc! e posso nao ser a melhor pessoa para se conversar…masprecisando pegar uma praia…de alguem q passe protetor (uh baby!)…deixa comigo! acho ate que deveriamos variar os programas…tentar ir ao cinema…ou tomar sorvete…pq sol é chato… e só ficar sentado conversando, a gente pode fazer ate aqui em casa! ah e ve se vem da proxima vez q eu te chamar pra vir na minha casa…certinho?! nem sei mais o q escrever…então…bjunda cocôto!!!

  2. Aê! A volta dos mortos-vivos!^^ UHu!

  3. Perpétua says:

    aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

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