
Fui pesquisar meu próprio presente de Natal por lá. Entrei na frente do shopping, peguei uma das entradas do estacionamento e acabei indo parar no E4, um estacionamento no alto do shopping alcançado após subir 9 ladeiras de carro. Após a pesquisa, começa a jornada para voltar ao automóvel.
Quando me dirijo a um dos caixas para pagar o tíquete do estacionamento, no valor de R$ 3, descubro que só tinha R$ 2 na carteira. Se você nunca passou por isso, ainda vai passar. Fui sacar dinheiro no caixa do Banco do Brasil, que tinha uma fila enorme, e a todo momento chegavam idosos ou mulheres com crianças de colo e passavam na frente. Mas enfim, saquei alguns trocados e fui pagar meu tíquete.
O elevador só ia até o E3. Achei estranho, mas acreditei que chegando no E3 teria algum acesso pro E4. Pago o tíquete, olho pros lados e reparo que não há escada, ladeira, elevador, nada. Pergunto pra moça dos tíquetes como chego no E4. Ela responde dizendo que tenho que voltar pelo elevador que vim, ir para o segundo piso e pegar o elevador ao lado da Riachuelo. Absurdo: o shopping tem partes que não se ligam, a não ser por andares inferiores.
Tento pegar o elevador para o segundo piso. Aperto o botão e… nada. A porta não fecha, e assim o elevador não desce. Tive que trocar de elevador. Chego ao segundo piso, corro para o elevador ao lado da Riachuelo. Sinto um alívio quando vejo o botão E4. Aperto o botão e… o botão não acende. Torno a apertar, cada vez mais irritado. O elevador sobe pro E5. Continuo apertando o E4… mesmo sem o botão acender, o elevador para no E4.
Fiquei esperando aparecer o Sérgio Mallandro dizendo “Rá! Pegadinha do Mallandro!”, mas não aconteceu, não era pegadinha. Entrei no carro aliviadíssimo, desço novamente 9 ladeiras e vejo a luz do sol vindo de fora do estacionamento. Nunca fiquei tão emocionado em ver a avenida Bezerra de Menezes.
Numa dessas noites, antes de dormir, comecei a elaborar a lista mental de chatices de fim de ano:
E se você não pode vencer o inimigo, junte-se a eles: de olho nesse mercado, decidi colocar algumas imagens para você avacalhar o orkut alheio. De brinde, ainda vou atrair centenas de pessoas que vão procurar no Google "imagens pro orkut", ganhar acessos e comentários e virar um blog de sucesso.
Para mandar uma das imagens, é fácil: basta copiar o texto que está abaixo de cada figura e colar no scrapbook do amigo que vai te achar um mala.


Tem toda uma turma de gosto duvidoso, em especial pela Sandy:

Tem também a turma procurando coisas sobre Arquitetura:
A turma desesperada pra tirar carteira de motorista não fica atrás, e é campeã do Google:

Também tem gente querendo ajuda, terapia ou procurando belas mensagens:
E a moda havaiana? Será que acham que meu blog é do Jack Johnson?
Temos também os tarados de plantão, ávidos por pornografia:
E enquanto isso, o chifre tá freqüente no Google:
Temos também futilidades em geral:
Hoje de manhã, na hora do café, antes de ir pra faculdade, liguei a TV. De início, fui caçar algum clip bacana. Na MTV, passava alguma porcaria de hip hop imitando Seven Nation Army, do White Stripes (tadinhos dos irmãos White). Aí botei na TV União. O que passava não era do melhor gosto, mas era pelo menos engraçado: o clip de Não ter, da dupla Sandy & Júnior, lá do meio da década de 90.
Vocês já viram aquelas pessoas que se referem à dupla como uma única pessoa, até mesmo como gafe? Algo como "A Sandijúnior tá sumida"? Engraçado demais. Legal uma vez, quando alguém disse "Ah, a Sandijúnior tá namorando o carinha da família Lima". O Júnior nunca me enganou.
Sem mais delongas, aí vai o fabuloso clipe:
Algumas coisas não poderiam passar batidas:
Mas vamos combinar que a música (versão duma música da Laura Pausini) é bonitinha.
Alô?! Chico?! Tô dentro do ônibus já!
Quase respondo “Pois tô esperando você na parada!” só por vingança por me ligarem errado direto. Mas disse que não era o Chico.
Ontem foi de lascar. Cerca de meia-noite, eu fazendo um trabalho da faculdade, e me ligaram seis ou sete vezes atrás do Chico. Cinco vezes do mesmo telefone, que inclusive era um celular, cuja dona é uma mulher histérica que pelo visto não sabe ver no visor o número pro qual tá ligando.
Alô?! Chico?!
Não, esse telefone não é do Chico.
*clic*
Alô?! Chico?!
Não, esse telefone não é do Chico.
De quem é então?! diz a mulher, num tom como se eu tivesse mentindo, ou escondendo o Chico.
Olha, tão me ligando há três meses daí atrás do Chico, esse telefone não é d…*clic*
Alô, é o Chico?!
Não, aqui não é o Chico!
E EU GASTANDO MEUS CRÉDIT*clic*
É cada coisa…
Após me inscrever na auto-escola, fui para o Detran fazer os exames. Na hora do exame médico, errei alguma coisa das letras miúdas do exame de vista, mas ao me dar conta e tentar corrigir, a médica já havia preenchido minha ficha e me classificado como apto.
Começou então uma looonga espera pelo teste psicotécnico. Surge, então, um mala com uma camisa azul com uma cruz enorme estampada e os dizeres “Racionais MC’s - Sobrevivendo no Inferno”. Tudo o que eu não precisava era um mala que gostava de Racionais MC’s. Seguiu-se então o diálogo mais ou menos assim, iniciando pelo mala:
Você veio fazer o exame médico também?
Eu já fiz. Tô indo pro psicotécnico.
E você passou?
Passei.
Como é esse exame médico?
Você faz um exame de vista pra ler umas letras miúdas e faz um teste de força.
Teste de força? Hehehe.
Não sei que graça ele viu no “teste de força”, talvez tenha estranhado como alguém do meu porte físico de jogador de baralho tenha passado num “teste de força”. Devia se achar muito forte com seu físico de porco.
Bem uma hora depois do exame médico, entra eu e mais umas 6 pessoas numa sala pra fazer o exame psicotécnico. O psicólogo explica a todos para preencher o cabeçalho duma folha com nome, idade, escolaridade e data. O mala decide entrar em ação, dessa vez com o psicólogo.
Peraí, não entendi, como é?
Você vai preencher essa folha com seu nome, sua idade, escolaridade e data.
Escolaridade?
É, escolaridade. 1º grau, 2º grau completo, incompleto, superior… Qual sua escolaridade?
Ah. 2º grau mfkgrpréto. disse o mala, dum jeito que não deu pra entender, mas terminava com -préto. O psicólogo, muito gaiato, decidiu tirar uma da cara do mala:
Peraí, você tem 2º grau compréto ou incompréto?
Incompréto!
O mala então se retira, preenche a folha e todos fazem um teste nojento com umas setinhas brancas e pretas apontando em todos os sentidos e direções. Após recolher essa folha, o psicólogo entrega um caderninho do tempo do onça com 40 questões ridículas, fáceis ou fodas, pra você marcar que opção tem um desenho que completa a parte que falta num desenho principal. Assim que o psicólogo sai da sala, o mala tenta conseguir pesca do cara que estava sentado na frente dele.
Após sair da sala, minutos depois recebo o resultado do teste. Não sei quanto ao mala, mas acabei passando (meus amigos estranharam). Tomara que um dia ele não bata o carro no que eu estiver dirigindo.

Ceará Music tá cada dia melhor! Muita putaria, música boa, pessoas legais, algumas que eu não via faz uma pá de tempo… Ontem nem os pirangueiros conseguiram estragar. =D
Canavial das Paixões? Jamais te esquecerei? ‘taqueopariu, olha só o nome dessas novelas do SBT. Quando eu vi na TV uma reportagem sobre a escolha do elenco dessa novela, quase tive um treco com o nome. Depois, sabendo da história, achei pior ainda. Por pior que sejam as intenções da Globo, ela sabe fazer novelas decentes. O SBT faz uma cópia miserável das novelas mexicanas, com uma trama horrível e um nome pior ainda. Se alguém chegar pra mim e perguntar Ei Esdras, você assistiu Canavial das Paixões ontem?, eu tenho logo uma crise de riso só pela pronúncia do nome.
E a história? É sempre aquele negócio ridículo. A mulher apaixonada, o cara que ela ama, a mulher que quer estragar tudo, os caras ruins de preto. Olha só o Alexandre Frota em Marisol - quase me mijo de rir quando vi a capa do CD da trilha sonora com ele fazendo pose de mau, bancando o bad boy. Tudo o mais estereotipado possível.

Só sei que, no meio de tudo isso, eu prefiro mudar de canal ou desligar a TV.
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