o importante é o show business!
"Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos."

Oswaldo Montenegro,
em Metade
6 de junho de 2010

Luana Piovani, na minha cama

Sim, esse título é mentiroso e sensacionalista. A Luana Piovani nunca esteve na minha cama. Nem sequer vi a moça pessoalmente, em algum ponto turístico ou aeroporto. Então, como eu inventei esse título? Acredite, eu também gostaria de saber de onde tiraram esse título.


Essa é a Luana Piovani. E essa não é a minha cama.

Quando eu tinha 13 ou 14 anos, em 1999, eu fazia a oitava série. A atuação dos hormônios gerava certos tipos de conversas e debates entre meus colegas do sexo masculino nos corredores do colégio, na hora do recreio. Eles precisavam falar das mulheres que achavam gostosas e que gostariam de pegar, de alguma atriz gostosa, qualquer coisa que envolvesse o objeto mulher, e de coisas impublicáveis aqui.

Sabe mulher, aquela fabulosa coisa estranha que parecia ter uma vagina (chamar dessa maneira sempre me dá a impressão de que tô escrevendo um livro de Ciências), bunda, dois peitos e nenhum sentimento ou pensamento? Cuja razão de existir é propiciar prazer aos homens? Falava-se dela todo dia.

Se a atriz dum filme ou uma colega de turma eram gostosas, eu preferia guardar minha opinião pra mim. Nunca vi motivo pra dividir esse tipo de pensamento. Mas um dia meu silêncio foi percebido, eu nunca falava nada e isso se tornou suspeito. E começaram a fazer uma série de perguntas, a fim de atestar minha masculinidade. E veio a pérola que jamais esqueci:

— E o que você faria se chegasse no quarto e visse a Luana Piovani pelada na sua cama?

Não lembro que resposta dei, acho que falei alguma coisa óbvia pra voltar à minha zona de conforto, enquanto meus colegas discutiam se eu era gay.

Já faz mais de dez anos desde a minha oitava série, nem sei onde alguns dos meus antigos colegas de colégio andam, mas volta e meia eu escuto os mesmos sermões repetidos à exaustão. Os adoradores da Luana Piovani ainda esperam ansiosos pela sua vinda como um religioso espera seu messias. São rituais sagrados de auto-afirmação que acontecem sempre, em reuniões sem hora pra começar ou acabar, e onde mulher não entra. Ah, em algumas vertentes dessa religião fidelidade e monogamia são pecado.

Um antigo texto que rodava por aí via e-mail dizia que 10% da graça de transar com a Sharon Stone (mal se fala na Sharon Stone hoje) estaria no ato em si, os outros 90% estariam em contar pros amigos. Tem quem pense que libido é como fofoca, se alimenta de divulgação: se você não falar da sua vida sexual pra outros homens você pode acabar broxa. E alguns homens vão pensar que você é gay.

Ainda bem que as mulheres não.

10 de abril de 2010

Onde vivem os monstros

É o nome do filme de que vou falar agora. Sinopse, produtor, diretor, essa coisa toda de ficha técnica você procura no Google, porque eu preciso falar da minha história com o filme.

Foi minha namorada quem me alertou pela primeira vez que esse filme devia ser bom, que já conhecia a história e devia ser legal. Aí vi no site do UCI que havia estreado, em 15 de janeiro, e fui atrás das sessões. Mas… nada de Fortaleza. Só São Paulo e Rio. Me indignei, fiquei puto, soltei as cobras no twitter e ainda aguentei amigos que moravam nos estados citados ou que viajaram pra lá elogiando o filme. E toda semana ia lá eu, no site do UCI, ver a droga do filme dar a volta no Brasil sem nunca chegar em Fortaleza. Acabei deixando pra lá e desisti de ficar puto toda sexta-feira, ao ver que o filme nunca chegaria aqui.

Alguns amigos baixaram o filme da internet e me ofereceram. Eu ainda me senti tentado, pensando que iria passar em Fortaleza no Dia de São Nunca, mas a Carol, minha namorada, me convenceu a esperar sair no cinema. Tem filme que é pra ver no cinema, né, pelo menos a primeira vez. Esse é um deles. Resisti à pirataria, firme e forte.

Foi o Paulo André quem primeiro me deu o toque que o filme estava chegando, há alguns dias. Já a Natalia mandou pro Danilo a página de cinema do site do jornal O Povo com os horários do filme. Reproduzo abaixo, em formato de figura, a tabela de horários do filme copiada do site citado:

Sim, seus olhos não estão mentindo: sexta, 9 de abril (lembra que em São Paulo e Rio foi 15 de janeiro?), dia da estreia em Fortaleza, às 21:50. No dia seguinte, às 10:45 da manhã. Domingo? 12:10. E de segunda em diante, 19:30. Mas só até quinta. Depois, espere sair na locadora. Troféu Joinha pro UCI Multiplex de Fortaleza! Pior horário de todos os tempos!

Me deu vergonha de morar em Fortaleza (é um evento pelo menos diário). Eu sabia que era um bom filme… Quantas semanas passei indo no site do UCI, só pra ver que Xuxa em O Mistério de Feiurinha estava há dois ou três meses em cartaz, e nada de Onde vivem os monstros estrear? E, quando estreia, ainda é nesse horário merda, inviável pra muita gente. Mas enfim, não dá pra comparar com a Xuxa. Em Fortaleza, o filme recebeu tratamento de Cinema de Arte: poucas sessões, para público selecionado/seletivo/whatever. Bom pro filme (será?), péssimo pro público.

Mas sexta-feira, dia 9, e lá estávamos eu – ainda me recuperando de uma semana doente – e Carol, às 21:30, chegando ao cinema. Sala ainda vazia, mas bem cheia em alguns minutos. Eu estava cheio de expectativas e pronto pra quebrar a cara, porque é isso que acontece quando se vai com muita sede ao pote. Mas, em uma palavra, eu vos digo:

FILMÃO.

Não quebrei a cara. Correspondeu às minhas expectativas. Um puta dum filme, trabalhado nos mínimos detalhes, cheio de sutilezas. História, cenários, trilha sonora, tudo em equilíbrio. Impecável. Se você nasceu com menos de 20 anos e tem algum coração, você será tocado. Foi impossível, durante o filme, não abrir o baú e lembrar de alguns eventos da minha infância com o desenrolar da história. E não, não é um filme infantil.

Há alguns dias eu tinha comentado com a Carol que eu estava sentindo falta de algum filme que desse aquele cutucão em você, que você passasse um tempão depois pensando nele. Achei, é esse filme aí. Fodíssimo.

Só me dá pena dizer pros amigos “vão lá e vejam!”, e depois fornecer essa pobre grade de horários vergonhosa do UCI fortalezense. Mas enfim: vão lá e vejam. Vou aqui sentir vergonha pelo cinema, e dormir pensando no filme.

Vou concluir meu texto com um pedacinho da conclusão de outro texto sobre o filme, do blog Antigravidade: “É um filme bonito e até tocante que será admirado nos anos futuros e provavelmente será analisado em cursos de cinema ao redor do mundo até o fim dos tempos”.

5 de abril de 2010

Club Social Recheado

Essa coisa aí em cima é uma das melhores iguarias culinárias que já comi ultimamente. Já vi em dois sabores: queijo com cebola (meu favorito) e queijo, tomate e manjericão.

Por favor, provem.

31 de março de 2010

Luzes

“(…) Mesmo que estivesse em uma prisão, cujos muros não permitissem que nenhum dos ruídos do mundo chegasse a seus ouvidos, o senhor não teria sempre a sua infância, essa riqueza preciosa, régia, esse tesouro das recordações?”

– Rilke, em Cartas a um jovem poeta

Eu lembro toda noite: eu tinha poucos anos de idade, e ia pra cama bem cedo. Os pais sempre põem as crianças cedo na cama com aquela história de “deite que o sono vem”, mas ele não vinha.

Lembro dos automóveis passando pela rua, do reflexo das luzes dos carros no teto do meu quarto, após passar pelas frestas das janelas da varanda. Eu passava um tempão vendo as luzes se moverem no teto, na minha cabeça esses momentos observando as luzes parecem ter durado horas a cada noite…

O barulho de casa ia diminuindo até cessar, lá pelas tantas. O restante das luzes, que passava pela porta do meu quarto, também ia se apagando. E, só após tudo escurecer, finalmente eu conseguia dormir. Insone, desde criança.

É só pôr a cabeça no travesseiro à noite pra lembrar tudo de novo. E a cabeça tenta repetir aquele momento, tocar de novo o silêncio, sentir a tranquilidade, provar a paz de espírito guardada há muito.



21 de fevereiro de 2010

The Office

Séries são como a Hidra, o monstro mitológico: pra cada série que você acaba de assistir até a última temporada, surgem duas no lugar. E nesses dias eu descobri mais uma: The Office. Minha namorada já me sugeria a série há um tempão, mas só no Carnaval parei pra assistir, emprestada pelo Silveira. Em poucos dias vimos da primeira temporada até o começo da terceira (a série já está na sexta temporada).

Originalmente uma série britânica, The Office foi levada aos Estados Unidos e fala do dia-a-dia num escritório duma filial duma distribuidora de papel. A série aborda as tarefas cotidianas dum escritório: trabalhar para um chefe que sabe menos que os funcionários, mas que se considera uma grande liderança; ter um colega de trabalho difícil de lidar; romances no ambiente de trabalho; preconceito racial; puxação de saco e de tapete. Tudo isso é abordado em forma de comédia, mas de maneira inteligente e sem forçar a barra com risadas ao fundo, comuns em séries de comédia (odeio as malditas risadas ao fundo).

Além do mais, quem já trabalhou num escritório de qualquer coisa ou já estudou algo de Administração sabe o quão real a série é. Mais do que uma comédia, a série satiriza os ambientes de trabalho, unindo todas as características e problemas comuns no mesmo escritório.

Michael Scott é o chefe do escritório, interpretado por Steve Carell, que já atuou em filmes como Pequena Miss Sunshine, O Virgem de 40 Anos e Agente 86. O personagem se julga um grande chefe e um grande líder, e em algumas horas, principalmente na primeira temporada, dá vontade de bater nele. Provavelmente ele é o personagem de série com quem mais desenvolvi antipatia. E essa é a função dele como personagem: despertar antipatia, desconforto e vergonha alheia.

Outro personagem memorável é Dwight Schrute, um completo imbecil, daqueles que você olha e pensa “como um idiota desses arranjou um emprego?”. Assim como Michael, é um dos personagens que você adora odiar.

Também temos o casal Jim e Pam, um dos casais mais legais que já vi em séries. Jim é um dos funcionários do escritório e seu trabalho é vender papel. É atormentado por Dwight, que senta na mesa ao lado. Pam é a recepcionista do escritório. Apesar dos dois serem apenas colegas de trabalho, não tem como não torcer pra que eles fiquem juntos.

Cada episódio da série é curto, com cerca de 20 minutos. A primeira temporada tem apenas seis episódios, e compartilho da opinião de alguns que é a mais sem graça. Chegando na segunda, acabei me viciando na série e foi um caminho sem volta.

12 de fevereiro de 2010

La-la-la-la-life goes on

E a vida segue seu curso: emprego novo, rotina nova, coisas novas pra aprender. O futuro, que já começou, é simples e claro:

  • Trabalhar: posso dizer que sou feliz com minha profissão. Sou reclamão pra caramba, detestei minha faculdade mas só levei ela até o fim porque gosto do meu trabalho. E, pelo que os últimos dias têm apontado, estou otimista de estar trilhando um bom caminho.
  • Voltar a pedalar: não é de hoje que os amigos e/ou meia dúzia de leitores sabem do meu hobby, que ficou de lado em 2009 e retomo aos poucos em 2010. E assim minha ansiedade diminui um pouco e a diabetes vai se controlando melhor.
  • Ler mais livros: tenho uma pilha de livros de todos os tipos e tamanhos se acumulando há anos, esperando para ser lida. Pouco a pouco ela vai diminuindo. Sempre lembro do meu antigo professor de português do pré-vestibular, Carlos Augusto Viana, que aconselhava: quem não lê se torna um profissional medíocre.
  • Ver mais filmes: também tenho um monte de filmes atrasados. Tenho uma lista enorme de filmes que todo mundo já viu, menos eu (pelo menos já vi Jurassic Park e De Volta Para o Futuro).
  • Jogar: infeliz daquele que não reconhece o valor dos video games ou que pensa que é coisa de criança.
  • Viajar: não sei como nem pra onde, mas viajar é preciso e sinto uma vontade lascada. Dá um aperto no peito toda vez que vejo um avião.
  • Namorar: ain’t love the sweetest thing? Um porto é preciso.
  • Ver mais os amigos: tô devendo uns abraços pra uma turma aí.
  • Fotografar: de fotógrafo e DJ todo mundo tem um pouco, e fotografia é uma das coisas que abandonei pelo caminho nos últimos anos.
  • Voltar a tentar tocar guitarra: eu ainda vou aprender a tocar guitarra, formar uma banda e fazer um disco foda que vai ter até uma resenha elogiosa no blog do Danny, vocês vão ver.

Agora me digam como arrumo tempo pra tudo isso, sim? Por mais apertado que pareça, porém, a perspectiva é otimista. :)

18 de janeiro de 2010

Filmes!

Como é um costume meu quase semestral (prometo fazer resenhas com mais frequência, prometo, agora que estou divorciado da UFC), aqui estou eu de novo pra falar de filmes que vi nas últimas semanas. Lembrando: tem filmes recentes e filmes de anos atrás, já que como cinéfilo estou quase sempre atrasado.

Lá vai:

500 dias com ela
Comédia romântica envolvendo cara legal e uma menina nem tão legal assim, com direito às coisas bregas-mas-bonitas do gênero. O filme fica melhor ainda se você tiver bom gosto musical. Vale a pena.

Arrasta-me para o inferno
Deveria ser uma comédia satirizando filmes de terror, com direito a alguns sustos. Os sustos existem e são poucos. A comédia é fraquíssima. O filme é cansativo e você implora pra que acabe logo. Não vejam.

Atividade Paranormal
“Veja, vamos fazer mais um filme de suspense/terror aparentemente filmado por pessoas comuns”. Essa fórmula já está manjada e passei o filme esperando sustos que não vieram. Dá pra passar o tempo.

Avatar
Uns odiaram, outros gostaram, alguns se recusaram a ver só pra bancar o cult e dizer “não vejo filme de muita bilheteria”. Gostei de Avatar, acho que cumpre sua função. Apesar da manjada porém válida fórmula de veja-como-a-ambição-humana-destrói-a-natureza, é um bom filme de aventura.

Avatar

Avatar

Contatos de 4º Grau
O filme já começa com uma cena apelativa dizendo “blá blá blá, isso aqui é real, meu filho, acredite se quiser!”. A única coisa que tornaria o filme assustador é a possibilidade de ser real, já que não aparece nem sequer um ETzinho pra dar um susto. O Internet Movie Database diz que não é e que a personagem central nunca existiu. Chatinho.

Eurotrip
Como diabos eu nunca tinha visto esse filme antes? Comédia entupida de besteiras e situações impossíveis, mas sem cair na idiotice. Vale a pena.

Sherlock Holmes
Pegaram o antigo personagem de Conan Doyle, mantiveram sua inteligência e adicionaram uma pitada de carisma e bom humor. Talvez não agrade os fãs mais fieis do detetive (eu sempre me irrito com as adaptações de heróis da Marvel), mas pra mim, que li apenas dois livros com Sherlock Holmes, pareceu ótimo.

28 de dezembro de 2009

Divórcio

Fui embora sem sentir desgosto pela partida, sem olhar pra trás, sem sentir saudades. Já sabia eu, após alguns meses de nossa relação, que ela não seria pacífica. A paixão durou pouco tempo, acabou assim que vieram as exigências. Eu queria que fosse leve, espontâneo e de coração, mas você queria saber tudo que se passava na minha cabeça, que eu provasse tudo.

Você queria mudar minha personalidade, isso é besteira, esqueça isso, é bom que você comece a gostar disso e daquilo. E lá fui eu, sem coragem para largar aquilo tudo, pensando até quando eu conseguiria aguentar nossa desarmoniosa convivência. Por quantas vezes me escondi de você, de cabeça baixa, pensando até quando, meu Deus, até quando. Adiei meus planos, perdi parte da minha juventude; por vezes olhei pros lados, pensando em outra vida que eu poderia ter longe de você. Mas lá estávamos nós, no dia seguinte, travando nossa batalha. Juntos? Eu diria que um contra o outro.

Mas acabou.

Eu bem aprendi que todo final é feito de um que se alivia e um que sente saudades. E se não sinto saudades, só me resta sentir o alívio e o gosto doce dos novos planos para recuperar nosso tempo perdido. É difícil acreditar nesse sabor de coisa nova que sinto todo dia de manhã, mas eu provarei dele pelo resto da minha vida, enquanto tento esquecer daqueles dias sombrios e retomar a auto-estima que você me tirou.

Só eu e Deus sabemos a medida da dor que me abateu por esses anos, da mesma forma que somente eu e Ele sabemos da felicidade e vontade de viver que se apossam de mim agora. De você, só espero que seja algo melhor de hoje em diante, embora eu prefira não alimentar essa esperança. Me despeço sem saudades.

 

Dedico esse post à minha faculdade, da qual me despeço após anos de calvário, com muita alegria. Por favor, não venham com aquela ladainha de “você vai sentir falta da faculdade”, porque eu não vou!


25 de novembro de 2009

Em versos

porto_das_dunas

I don’t wanna be like other people are
Don’t wanna own a key, don’t wanna wash my car
Don’t wanna have to work like other people do
I want it to be free, I want it to be true

 
– New Order, Turn my way
8 de novembro de 2009

Sobre nós, para você

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

 

– Mário Quintana, Canção do amor imprevisto

 

Ela já sabe como se comportar durante os filmes, já sabe que tem o lugar dela devidamente reservado nos meus braços. E a gente já se ajeita quase que instintivamente na frente da tela, seja no cinema, seja na sala. O melhor abraço da história da humanidade, a mão na minha mão, a pressão leve dos dedos e a cabeça encostando devagar no meu ombro me lembram o quanto sou feliz; me assusta pensar como eu poderia hoje não ter isso e nem perceber, assim como me faz agradecer aos céus logo em seguida.

Depois do dia mais puxado de trabalho ou duma prova difícil é difícil continuar pra baixo depois duma boa conversa. Aliás, foi com ela que aprendi o valor duma boa conversa num relacionamento. E é com ela, que dizem por aí ser tão mais nova que eu, que eu relembro as coisas boas que nossos poucos anos de diferença me fizeram esquecer ou deixar de acreditar por alguma razão estúpida. E eu só espero conseguir ensinar algo bom de volta.

Conhecer ela foi refazer conceitos e desfazer preconceitos, foi me conhecer melhor. Estar com ela é aprender a crescer juntos. Se há momentos chatos – sim, eles também existem –, temos lá nossas horas boas para compensá-los e seguir em frente. Ganhar um beijo dela faz eu me sentir o cara mais sortudo do mundo. Receber uma mensagem descompromissada no celular causa um sorriso imediato. Ouvir o “eu te amo” dela me faz sentir recompensado por ter acreditado no amor mesmo nos dias mais difíceis.

Pois esperei o amor como o discípulo mais fiel espera pacientemente seu messias, sem saber o dia certo em que ele chegaria. E os dias difíceis e escuros até ela chegar valeram a pena, porque há meros 8 meses ela me disse o “sim” que deu olhos à minha fé, outrora cega, e que me fez unir o melhor de dois mundos ao cultivar o mais sublime dos sentimentos: o amor que a razão consegue justificar.


 
Manifesto
o segundo passado, antes de qualquer coisa, virou história; histórias, sobretudo, servem para ser contadas. cada um de nós é protagonista de sua história, e sua vida seu respectivo palco. vivendo e convivendo, somos protagonistas, coadjuvantes e figurantes de bilhões de histórias. não havendo graça no abismo do anonimato, exponho aqui a minha história. ela é contada em forma de fatos e idéias, sem personagens, maquiagem ou playback, para receber aplausos ou tomates – jamais me ocultando com cortinas. no fim das contas, seja a história dramática ou cômica, o importante é o show business. está tudo aí, pra quem quiser ver.
 
Eu
Esdras Beleza de Noronha, 24 anos, Fortaleza // bacharel em Computação pela Universidade Federal do Ceará // livros e filmes de estilos diversos, alguma coisa de britpop, indie rock e rock nacional, fotografia amadora, programação, redes, Linux. Em eterno processo de aprendizagem.
 
:: Perfil no orkut
 
 
 
 
Eu concordo
"Não cometas nenhum ato vergonhoso, nem na presença de outros, nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo."
(Pitágoras)

 
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém."
(São Paulo)

 
"Tenho interesse no futuro porque vou passar lá o resto do meu tempo"
(Charles F. Kettening)
 


 

 

 

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