Juno

27 de janeiro de 2008   —   15:24:35
Quando me convidaram pra ver Juno, confesso que não fiquei muito animado quando li a resenha e bati um pouco o pé. Acabei indo e foi bem melhor do que eu imaginava.

JunoA atriz principal, Ellen Page, que faz papel da adolescente de 16 anos Juno, na verdade tem 20 anos e já fez outros papéis, como a Kitty Pride do péssimo X-Men 3 e o papel principal da garota do Menina Má.com (pior nome de todos os tempos, mas é um bom suspense e faria mais sucesso se tivesse um nome melhor no Brasil). Ela transa com um colega de escola não muito atraente e acaba engravidando, e daí vem o resto do filme: a conversa com os pais, a dúvida do aborto (sem encher o saco com questões moralistas) e por aí vai.

O filme é curto (96 minutos) e não tem muita enrolação, ou seja, nada de cenas gratuitas que não colaboram muito com a história ou dão sono. Alguns cantos dizem que o filme é uma comédia, outros dizem “comédia/drama”, concordo mais com os últimos. A parte “comédia” não é aquela comédia mais besteirol com que estamos acostumados, de trapalhadas ou situações absurdas, e a parte “drama” é mais interessante.

Veredito final: não é meu filme favorito, mas é um bom filme. Vale a pena.

Férias!

10 de janeiro de 2008   —   17:44:02
“Férias” talvez seja a palavra mais bonita do dicionário. E, pela primeira vez em tempos, me afastei do blog não por excesso de obrigações, mas de prazeres.

Tenho me sentido estranho nos últimos dias. Na verdade, tenho tido sensações que há muito tempo não sentia. Começou quando as aulas acabaram e tive férias da faculdade. Depois veio o recesso de fim de ano, e me peguei sem aulas nem trabalho. Deus, há quanto tempo eu não tinha um dia pra ficar em casa, sem pensar em obrigações? Há quanto tempo eu não passava um dia sem me cobrar alguma coisa?

Sei que, nos últimos dias, tenho feito um esforço para cobrar de mim mesmo algum descanso, alguma atenção às coisas que gosto de fazer. Ler os livros atrasados, desenterrar aquele jogo antigo, pôr pra andar a lista de filmes, encontrar os amigos (e amor, vê se volta logo de viagem). Tenho tomado doses maciças de eu-mesmo que têm me feito um bem danado, e tento rejuvenescer hoje os anos que envelheci durante 2007, que já foi tarde.

Penso muito sobre a maneira como levei os últimos tempos, tanto trabalho, tantos estudos e tão pouca distração. Tenho uma preocupação constante sobre como tentar manter a calma quando tudo começar de novo, mas preocupações são algo que minha cabeça está tentando expulsar, eliminar, adiar, então guardo-as para discuti-las depois com quem puder me dar alguma luz.

Mas vamos ao que importa.

Zelda!Finalizei The Legend of Zelda – Majora’s Mask, pra Nintendo 64, que comprei há mais de 4 anos mas nunca tinha tempo pra jogar direito. Bem, agora preciso dum Nintendo Wii pra continuar jogando o resto da linha Zelda. Alguém me dá R$ 1.700,00?

Depois de assistir todos os episódios disponíveis de Lost e Heroes, fiquei órfão de seriados. Comecei a assistir House e Dexter. House é muito bom, o Silveira havia feito uma descrição básica do que se tratava o seriado e lembrei dela quando fui procurar por um seriado novo (meio estranho, não, procurar por seriados?). Dexter tinha sido uma recomendação do meu antigo professor de guitarra, quando eu fazia aulas.

House!

House. Isso vicia.

E tenho tentado pôr pra caminhar minha lista enorme de filmes também, mas House está atrapalhando tudo. E tenho tentado ler um bocadinho também. Como eu estava conversando hoje via MSN, tenho muitos planos pra pouca vida. Se eu somar os livros que existem pra ler, os filmes pra assistir, os lugares pra conhecer, bem, acho que preciso dumas duas vidas.

No mais, tenho conseguido ver bastante as pessoas queridas que não vejo faz tempo. E, quando as aulas voltarem, eu estarei pronto pra outra. Espero.

Os fabulosos circuitos com fator de cura

24 de novembro de 2007   —   14:36:30
Consagrado nos quadrinhos e nas péssimas adaptações pra desenho animado e cinema dos X-men, o mutante Wolverine é famoso por seu poder principal: o fator de cura. Não importa se ele é baleado, arranhado ou empalado, o organismo do cara dá um jeito rápido nas feridas, ele não envelhece muito e não gasta com plano de saúde. Ah, e se você gostou daqueles filmes nojentos é porque nunca leu X-men. Mas não é isso que quero discutir agora.

Wolverine

Wolverine, um mutante simpático com fator de cura.

A questão é que parece que os eletrodomésticos, eletrônicos e qualquer coisa com um circuito que eu compre também tem fator de cura. Um fator de cura meio chato pra mim, por sinal. Já aconteceu várias vezes comigo: algo que comprei fica com defeito, e quando levo pro lugar onde comprei ou pra assistência técnica, o objeto quebrado funciona perfeitamente e o funcionário olha pra mim com uma cara daquelas. Minha teoria maluca é que objetos eletrônicos, como os cães, gostam de passear.

A primeira vez foi quando comprei um pedal usado pra guitarra, o que se tornou A Saga do Pedal Possuído. Por várias vezes fui e voltei pra loja onde comprei o pedal ou prum conserto de eletrônicos aqui perto de casa. O pedal sempre funcionava nos cantos, mas não funcionava aqui em casa. Isso me custou várias caminhadas e idas ao Centro. Nunca vou esquecer do vendedor da loja olhando pra mim com cara de “Sim, qual o problema?”

Depois teve meu computador, que começou a reiniciar sozinho. Levei no lugar onde comprei as peças e o problema era simplesmente um cabo da fonte mal encaixado, que quando perdia contato com a placa-mãe fazia o computador reiniciar. Também teve um mouse que comprei e não funciona aqui em casa nem com reza braba, mas funciona supimpa na loja.

Agora foi a vez da minha televisão, que comprei há 4 meses. É uma TV Samsung tradicional, de tubo, nada dessas LCDs e TVs de plasma que ainda não posso comprar. Ontem à noite e hoje de manhã ela apareceu com manchas chatas na tela, e não, não tem nenhum outro aparelho ou ímã por perto. Levei na assistência técnica e, quando chego lá, a televisão funciona que é uma beleza.

Samsung CL-21K40MQ

Aproveitando a deixa, um aviso de utilidade pública é que, segundo o manual da minha TV, o tubo da TV é feito para projetar imagens não-estáticas e em formato tela cheia 4:3. Imagens que sejam paradas ou tenham parte da imagem parada, como aquelas barras pretas de filmes widescreen, podem danificar o tubo da TV se exibidas por mais de 15% do tempo que a TV é usada por semana.

A TV funciona bem até agora, tenho 8 meses de garantia pela frente e a assistência autorizada é aqui perto (lembre de levar isso em conta quando for comprar algo). Mas a parte mais chata de não ter uma TV LCD (ou um prédio com elevador) ainda foi subir três andares de escada segurando o aparelho.

Bond. James Bond.

30 de julho de 2007   —   10:54:19
Aproveitei as férias pra começar a atender uma vontade antiga: ver todos os filmes de James Bond. Vai ser difícil: até agora são 21 filmes, dos quais já consegui ver 5, e daqui a uma semana as aulas recomeçam (sim: minhas férias da faculdade começaram há uma semana e daqui a uma semana elas acabam).


– My name is Bond. James Bond.
Ver os 21 filmes do James Bond feitos de 1962 até hoje, além de divertido, é no mínimo curioso. A primeira coisa que impressiona é a quantidade de mulheres que o Bond pega por filme, algo que diminuiu nos últimos filmes da série, já que estamos em tempos de AIDS – que só foi surgir cerca de 20 anos após o primeiro filme do agente.

Também há uma tremenda fumaceira nos filmes: James Bond fuma feito um caipora. De lá pra cá, fumar tem se tornado mais um incômodo que um charme (e eu concordo com a lição do tempo). Tanto é que a primeira aparição de Bond, em 007 Contra o Satânico Dr. No (repare no título sensacionalista que o filme ganhou no Brasil), já é com Bond fumando um cigarro.


A mochila voadora do início de 007 contra o foguete da morte,
que James Bond tira sabe-se lá daonde, realmente existe

E a Guerra Fria? Há, em vários filmes, inimigos armando intrigas para colocar Estados Unidos e União Soviética em Guerra. Além da espionagem em si, são abordados assuntos como a corrida espacial. Pra quem não existia na época, como eu, é no mínimo curioso.

Também há outros padrões de beleza, padrões de moda, de tecnologia; ver os 21 filmes, de 1962 até hoje, é como caminhar através de tudo isso. Uma boa viagem no tempo pra quem, como eu, não nasceu nessa época em que nem se sonhava com celulares com filmadoras…

Filmes, filmes, filmes

30 de janeiro de 2005   —   06:48:46

Citei no meu fotolog que minha lista de filmes para assistir finalmente ia andar. É, tem filmes que todo mundo já viu, menos eu, e espero que não se espantem com minha lista, raramente assisto filmes com tranquilidade em casa. A Flora deu a idéia de citar os filmes com emoticons pra representar o que achei, como de crítico todo mundo tem um pouco então lá vai.

Star Wars IV, V e VI – :)))))
George Lucas mostra que é foda, e a trilogia de mais de 20 anos poderia ter sido feita hoje que ainda seria um espetáculo. O relançamento dessa primeira trilogia, em DVD, consegue trazer uma imagem mais limpa que muitos filmes atuais disponíveis por aí. Maravilha da ficção. Viva o Chewbacca.

21 gramas – :))))
Eu esperava mais depois de ouvir tantos elogios. Misture um maluco doente do coração, uma mulher que endoida depois de perder a familia e um religioso maníaco. O começo me pareceu tedioso, mas o filme desenrola-se muito bem.

O fabuloso destino de Amélie Poulain – :)))))
Eu já sabia que a moda de cabelo curto que vejo nas minorias sociais excêntricas tinha sido desencadeada por esse filme, e agora entendi também de onde surgiu a mistura de vestido + sapato. A fotografia é excepcional, daria, talvez, pra pegar cada cena do filme e colocar numa moldura. Fantasioso, não deve ser levado a sério ou como filosofia de vida (lembre-se, é um filme). Muito bem escrito e muito bem humorado, muito acima da imagem que eu tinha dele antes de assisti-lo.

Star Wars I e II – :))))
Os episódios I e II de Star Wars são bons, mas embora mostre o que George Lucas aprendeu a fazer nesses anos todos, a história deixa a desejar em relação à antiga trilogia. Ainda assim, é um bom filme. Espero ansiosamente pelo III, que deve sair esses meses pelo cinema.

Prenda-me se for capaz – :)))))
Um filme pra você terminar de assistir de boca aberta, o Spielberg se garantiu. Não dá pra acreditar que a história baseia-se em fatos reais e que o protagonista (vivenciado por Leonardo di Caprio, muito acima do Titanic) realmente existe e fez aquilo tudo.

Mar Aberto – 😐
Não aluguei essa droga, mas assisti no cinema há uns meses e vi que chegou na locadora. Tenha piedade da sua existência e não assista, não vale a pena. Muito ruim, vai ser difícil aparecer outro filme na década que o supere. Quando saí do cinema, tive vontade de pedir o dinheiro de volta. Eu e a sala toda, que reclamava.